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Atleta paralímpica joinvilense foi convocada para a Seleção

Sheila Finder se prepara para os Jogos Paralímpicos de 2016, no Rio de Janeiro

Renan Dias Silveira
Joinville

A passos largos para o Rio 2016. Assim é o momento da paralímpica Sheila Finder, um dos nomes fortes do atletismo nacional. A joinvilense de 34 anos não esconde a felicidade de ser convocada outra vez para representar o Brasil nos Jogos Paralímpicos. Com um vasto currículo que soma participações nos Jogos de Pequim-2008, e Londres-2012, a atleta do Cepe (Centro Esportivo para Pessoas Especiais) fecha o calendário de competições em 2013 com a participação na terceira etapa do Circuito Nacional, em Fortaleza, neste fim de semana.

Rogério Souza Jr/ND
Sheila vai para a sua terceira paraolimpíada em 2016


Atualmente especialista no salto em distância, Sheila iniciou no esporte quando ainda cursava Educação Física em 2003, mas apenas como velocista. “Comecei com uma participação num Regional em Itajaí e peguei gosto. No início eu era velocista nos 100, 200 e 400 metros rasos”, comenta, fazendo questão de frisar a cumplicidade com a técnica Rosicler Ravache, com quem treina desde o começo da carreira.

A partir daí, foram só conquistas. Em 2005, Sheila já participava de mundiais e tinha como meta o Parapan do Rio, em 2007 e a Paralimpíada de Pequim 2008. “Quando eu comecei, minha meta era o Parapan e Pequim 2008. Agora, já saltando também, é os Jogos Paralímpicos do Rio 2016. Cada vez a gente quer mais. Mas depois de 2016, já deu. Vou deixar para os pequenos, já plantei minha sementinha.”

Mais do que resultados, a atleta, que tem má formação no braço direito, vê no esporte uma oportunidade de superação. “O esporte é qualidade de vida. É conhecimento e também respeito com o próximo e da limitação de cada um, portador de deficiência ou não. Todo mundo tem uma limitação. Com o esporte, eu aprendi a respeitar isso e a superar ainda mais os meus limites. No treino de um atleta de alto rendimento é uma superação a cada treino. Agora, eu me descobri. Eu não sabia que gostava tanto disso.”

Na opinião dela, ainda existe receio de pessoas com alguma deficiência física em praticarem esporte. “Ainda não estão com essa visão para o esporte. Acho que vem de casa. Tem muitos pais que protegem demais os filhos, como se colocassem numa cápsula”. Otimista, a velocista e saltadora crê que esse quadro será revertido em breve. “O bom é que está abrindo. Estão surgindo muitas crianças na prática esportiva. Estamos no caminho certo. Fui para o Parajasc (2013) e fiquei muito contente em ver que muitos que começaram no Cepinho (dedicado às crianças), seguem competindo no adulto. É uma coisa que me motiva. Eu não precisava ir aos Jogos, mas eu quis ir para ver isso e ajudar a passar para eles essa coisa de competição, da emoção de pegar uma medalha.”

A partir de segunda-feira (11), os telespectadores da RICTV Record Joinville poderão sintonizar a emissora em alta definição, no canal 30. A estreia da programação digital acontece por volta das 19h45, durante o telejornal RIC Notícias. Neste dia, todos os telespectadores do estado de Santa Catarina acompanharão o lançamento do sinal digital com a programação direto de Joinville. Os últimos detalhes nos estúdios e na parte técnica da emissora serão concluídos durante o final de semana para garantir o melhor som e imagem aos telespectadores.

Presente de Natal antecipado

O mês de novembro, além de treinos e provas, é de comemoração para Sheila. Na terça (5), a atleta recebeu a convocação para a seleção brasileira permanente visando 2016. “Eu imaginava que vinha próximo do Natal, mas veio antes”, comemora.

Depois de um ano cheio, com conquistas na Alemanha, França, etapas nacionais e três ouros recentemente, no Parajasc, o foco é total para fazer bonito pelo Brasil, em casa. “Meu projeto é todo para 2016, minha terceira participação nos jogos. A convocação é por ranking, tenho que manter os bons resultados para seguir na Seleção”, salienta.


Cepe é a base para formação

Para fomentar e desenvolver o esporte paralímpico em Joinville se fez necessária a criação do Cepe (Centro Esportivo para Pessoas Especiais). Fundado em 2002 por duas professoras de Educação Física, Ana Teixeira e Sônia Ribeiro, o Cepe ocupa lugar de destaque no esporte catarinense por ter atletas e técnicos de ponta em todas as modalidades em que trabalha. A organização não governamental é responsável por manter os atletas paralímpicos em atividade no basquete em cadeira de rodas, natação, atletismo, bocha, além de três núcleos para crianças, o Cepinho.

“Temos um reconhecimento pela credibilidade com que trabalhamos no esporte paralímpico. Hoje, somos referência no estado. Somos a única entidade do sul do Brasil que conta com atletas e técnicos na Seleção Brasileira em todas as nossas cinco modalidades”, comemora Ana Teixeira, coordenadora do centro.

 

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