Quarta-Feira, 21 de Novembro de 2018
Descrição do tempo
  • 26º C
  • 17º C

Hercílio Luz: os 90 anos do cartão-postal de Santa Catarina

O Estado vive a expectativa da reabertura da ponte

Desde os tempos do Desterro, nome trocado por Florianópolis em 1894, a capital de Santa Catarina vinha pedindo a construção de uma ponte que substituísse os batelões e baleeiras na travessia entre Ilha e Continente. Na década de 1860, o porto já dava ocupação, direta ou indiretamente, a 16% dos moradores, e pouco depois começaram as melhorias urbanas que alteraram o perfil da cidade. Com o século 20 vieram as obras de saneamento, o alargamento das ruas e a iluminação pública. Foi Hercílio Luz, engenheiro que já governara o Estado anteriormente, quem bancou a proposta de integrar definitivamente a Capital à “terra firme” por uma estrutura de ferro que ficou pronta em 1926 – e que completa 90 anos nesta sexta-feira, 13 de maio. 

A ponte Hercílio Luz deve ser devolvida à cidade, em condições de receber veículos, no primeiro semestre de 2018, mas desde 1982 – mais de um terço de sua existência, portanto – ela é pouco mais que um objeto em tamanho gigante que pode ser visto de diferentes lugares pelos nativos e visitantes da Ilha. Há uma divisão entre os que defendem a recuperação da estrutura e aqueles que criticam o excesso de gastos – já foram R$ 200 milhões, e outros R$ 263 milhões estão previstos até o final dos trabalhos – para um retorno que consideram modesto, do ponto de vista da mobilidade urbana. Para o governo, no entanto, a única alternativa discutida é a reforma da ponte.

Essa longa e atribulada história teve início, na prática, em 1919, com o primeiro financiamento tomado pelo Estado, no valor de 20 contos de réis (em torno de US$ 5 milhões), para executar a obra e tocar outros projetos rodoviários. A estrutura foi erguida entre novembro de 1922 e maio de 1926 – ou seja, em menos de quatro anos. Na época, a cidade tinha 40 mil habitantes e corria o risco de perder a condição de capital para Lages, no Planalto Serrano. Com 821 metros de extensão, a ponte trazia a novidade de não ser sustentada por cabos, mas por barras de olhal de alta tensão – uma delas é que apresentou problemas e provocou o fechamento definitivo, em 1991.

 

Obra ousada de engenharia

O governador Hercílio Luz não viu a ponte que levou seu nome ser inaugurada, porque morreu em outubro de 1924. Uma miniatura de madeira foi usada para a entrega simbólica da obra, entre o bar Miramar e a praça 15 de novembro, alguns dias antes de sua morte. A história da montagem da estrutura está nos jornais da época e em livros sobre a ponte, e revela a ousadia dos engenheiros americanos Robinson e Steinman, que projetaram e comandaram a execução da obra, e dos profissionais que vieram dos Estados Unidos para erguer o gigante de ferro e aço.

A alta tecnologia utilizada, com os módulos da estrutura pênsil e as quatro barras de olhal, é vista por especialistas como a causa da resistência da ponte. Em 1967, uma estrutura similar sobre o rio Ohio, nos Estados Unidos, cedeu ao peso do tráfego pesado porque só tinha dois módulos de sustentação e um deles se rompeu. No caso de Hercílio Luz, restou uma dívida que equivalia ao custo de três pontes, porque o Estado assumiu o prejuízo da falência do banco que fez o financiamento pioneiro, em 1919. O débito com os americanos só foi saldado em 1978, ou seja, 52 anos após a inauguração da ponte. Um dia após a entrega, começou a cobrança de pedágio, com custo diferenciado para veículos, bois e pedestres.

Testemunha da vida da cidade

Nas primeiras décadas após a entrega da ponte, Florianópolis cresceu lentamente, até que vieram os anos de 1960 e com eles a expansão urbana que não parou mais, até os dias de hoje. Até então, as mudanças foram pontuais, interferindo no crescimento do Centro e dos bairros continentais, pertencentes ao município de São José. O transporte marítimo refluiu, as charretes sumiram das ruas e se multiplicaram os ônibus com carroceria de madeira capazes de levar até 20 passageiros. O abastecimento da Ilha era feito por caminhões e começaram a ser melhoradas as estradas para outras regiões catarinenses e para os Estados vizinhos.

Florianópolis era um Rio de Janeiro em miniatura, com sua placidez à beira-mar. O porto foi perdendo importância e a construção de aterros mudou a configuração da cidade. A criação da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) e a chegada da Eletrosul, nos anos 60, levaram a uma explosão demográfica sem precedentes.

Foi nesse cenário que a ponte Hercílio Luz, já sobrecarregada (mesmo com o desafogo proporcionado pela ponte Colombo Salles, passavam por ela 24 mil veículos por dia), foi fechada na noite de 22 de janeiro de 1982, em vista de um relatório do Instituto de Pesquisas Tecnológicas de São Paulo que apontava a corrosão de componentes importantes que comprometia a segurança da estrutura. De lá para cá, foram mais de três décadas de espera pela recuperação – que agora, segundo o governo, vai ser concretizada.

 

90 anos da Ponte Hercílio Luz: o olhar dos vizinhos

Caminhar perto da cabeceira continental da ponte Hercílio Luz é, ao mesmo tempo, admirar o gigante de ferro que domina, imponente, a paisagem, e imaginar por quanto tempo resistirá a travessia pioneira que uniu definitivamente a Ilha de Santa Catarina ao Estado, em 1926. E sentir o cheiro forte de maresia, ver barcos arruinados, trapiches se desmantelando e a faina dos pescadores consertando redes. E ouvir uma moradora que está ali há 48 anos sobre as tábuas, latas de tinta, rebites e parafusos que caem em seu quintal. E registrar o testemunho de gente que atravessava a estrutura a pé, indo para a escola, o comércio e o Mercado Público antes da interdição definitiva, em 1991.

Sejam os saudosistas, seja quem vê na velha ponte um artifício para desbaratar dinheiro público, a Hercílio Luz não deixa ninguém indiferente. Maria Deli Lisboa, 59 anos, a citada moradora que reside, literalmente, embaixo da ponte, é uma das que condenam a demora de uma solução esperada desde os anos 80 do século passado. “É uma pouca vergonha”, dispara, enquanto mostra uma pequena horta com pés de aipim, abóbora, repolho e um abacateiro que não cresce, mas que resiste no chão arenoso. A rudeza da vida que todos os dias depende do mar para se manter inibe qualquer sorriso, e a descrença é inevitável porque foram muitos anos de relação íntima com a velha travessia, sempre ouvindo previsões falsas sobre a restauração.

No rancho de madeira, sem abandonar a tesoura que apara as arestas da rede, o marido de Maria, Hermes Lisboa, 58, diz que já tirou quatro corpos do mar – dois deles sem vida. “Peguei morto e vivo”, resume, no seu jeito de poucas palavras. “São mais mulheres, a maioria por causa de namorados”, conjectura. E também acontece mais com gente de fora, como se valesse a pena vir de Blumenau ou Curitiba para se jogar ali – seria uma morte mais romântica que as outras? Quase inacreditável é a história de um rapaz que caiu em terra, se levantou e saiu andando normalmente, enquanto o pescador descascava uma bacia de mariscos. “Estava chapado”, garante dona Maria Deli.

A pé, ao sabor do vento sul

Também Neusa Glória da Rosa, 70 anos, e Moisés Francisco Vieira, 76, testemunharam os anos gloriosos da Hercílio Luz. Afetada pelo Alzheimer, a costureira Neusa aproveita os momentos de lucidez para contar como “era maravilhoso” caminhar pelas passarelas, com os filhos pequenos, para fazer compras e consultas médicas no Centro. Até o vento sul, sempre inclemente e perigoso, traz boas lembranças. Numa dessas travessias, um colchão despencou do caminhão e caiu na sua frente. Dona Neusa ficou sem jeito, gritou com o motorista, mas ele não ouviu – e ela levou o colchão para casa. “Disseram que fui a primeira a ver, por isso tinha o direito”, recorda.

Não menos animado com a possibilidade de falar sobre a ponte é o vidraceiro aposentado Moisés Francisco Vieira, nascido em Biguaçu. Ele tomava conta da ampla área que seu patrão mantinha ali, então de vegetação fechada, hoje dominada por dezenas de escadarias, ruelas e residências quase coladas umas às outras. Quando se mudou, há 50 anos, o piso da travessia ainda era de madeira e produzia um ruído forte no contato com os rodados dos ônibus e caminhões que passavam na ida e volta do Centro. Havia uma serraria no terreno hoje ocupado pela Comcap (Companhia de Melhoramentos da Capital) e a linha de coletivos do Bom Abrigo passava por baixo, fazia o contorno e entrava na ponte, não sem antes parar num ponto para o embarque e desembarque de passageiros.

Vista aérea de Ponte Hercílio Luz - Flávio Tin/ND
Vista aérea de Ponte Hercílio Luz - Flávio Tin/ND



Tempos de grandes distâncias

A época dos coletivos era também a das carroças, das kombis e fuscas, das motos e bicicletas, dos pedestres que ainda dispensavam os ônibus de linha – afinal, não faz tanto tempo assim que Florianópolis era uma cidade com menos de 50 mil habitantes. Ali perto ficavam o porto madeireiro, a empresa Água Santa Catarina e um abatedouro de animais vindos da Serra. “Naqueles anos, em dias de chuva, a gente demorava duas horas para ir até o Norte da Ilha, e havia lugares em que nem dava para passar”, diz Moisés Vieira. Para Tijucas, eram seis horas; para Porto Alegre, dois dias. Mudou muita coisa, mas os moradores, ocupados com seus afazeres, mal notaram as transformações acontecendo.

Para o casal Maria Deli e Hermes Lisboa, o ideal seria permanecer ali depois que a ponte for restaurada, mas isso é praticamente impossível. O problema é que a indenização ainda é uma incógnita e o lote onde moram nunca foi totalmente regularizado. Nessa incerteza, ela só sabe de uma coisa: “Um dia eles vão ter que nos tirar daqui”.

 

90 anos da Ponte Hercílio Luz: o ícone renasce como solução para a mobilidade urbana

Entre janeiro e fevereiro de 2017, se não interromperem suas tarefas, muitos florianopolitanos vão ao menos destinar algumas horas do dia para acompanhar algo similar ao que ocorreu durante a construção da ponte Hercílio Luz, nos anos 20 do século passado. Nesse período, estima o Deinfra (Departamento Estadual de Infraestrutura), será feita a substituição das barras de olhal da travessia que completou 90 anos nesta sexta-feira, 13. Pela complexidade e pelos riscos envolvidos na operação, além dos curiosos, não é de duvidar que o mundo também volte os olhos para uma ilha do Atlântico Sul onde o último exemplar desse tipo de estrutura passa por lenta, custosa – e necessária – recuperação.

Desse trabalho resultará, a um só tempo, a mesma e uma nova ponte, já que muita coisa será trocada, incluindo as rótulas na base dos quatro pilares – outra operação extremamente delicada, porque será preciso erguer toda a estrutura. Ao ser devolvida de fato à cidade, a Hercílio Luz passará a compor o esquema viário e será utilizada pelos sistema de transporte coletivo, para desafogar o tráfego na Ilha e nos bairros do Continente, além de receber ciclistas e pedestres.

Alheio ao ceticismo da população, que condena a demora da obra e os gastos astronômicos que ela demandou (já foram R$ 200 milhões, e outros R$ 263 milhões ainda vão ser desembolsados), o governo do Estado trabalha com a certeza de que no segundo semestre de 2018, quando o governador Raimundo Colombo estiver encerrando seu segundo mandato, a ponte Hercílio Luz estará pronta para uso e será utilizada para desafogar o tráfego na Grande Florianópolis. Os estudos sobre o melhor aproveitamento da estrutura ainda estão em curso, mas a maioria dos órgãos envolvidos dá como certo que veículos leves não terão vez – a travessia vai privilegiar coletivos, ciclistas e pedestres.

Se no momento o trabalho pouco aparece, dentro de alguns meses seis enormes gruas ocuparão a lateral esquerda da ponte, para quem olha do Estreito, preparando a fase mais ostensiva dos trabalhos de recuperação. O macaqueamento da estrutura de quase cinco mil toneladas, no início do próximo ano, também permitirá substituir os tirantes verticais, as selas e parte das estruturas transversais. “Haverá muita gente trabalhando”, afirma o consultor executivo de infraestrutura do Deinfra, Claiton Bortoluzzi. O período mais crítico da reforma coincidirá com uma fase de mais calor e menos ventos, mas ainda assim uma empresa vai ser contratada para acompanhar o “comportamento” da estrutura nessa fase crucial da obra.

Uma das curiosidades em relação à reforma da ponte Hercílio Luz é que a maioria das peças será fabricada a partir das características do item a ser substituído, porque ela é única e não há componentes similares em produção. As chapas de aço serão cortadas de acordo com a forma de cada peça, o que explica, em parte, o prazo de 30 meses estabelecido para a conclusão dos trabalhos. “Serão milhões de rebites, porque a ponte não tem soldas”, explica Claiton Bortoluzzi, do Deinfra. “É um trabalho quase artesanal, que prevê a verificação de cada peça, além do lixamento e da pintura de toda a estrutura. Os serviços são mais trabalhosos do que se fôssemos construir uma nova ponte”.

No momento, ocorre a instalação do canteiro de obras. Em seguida virão as etapas estrutural e não estrutural, a retirada do pavimento e das placas metálicas, hoje sem função. “Isso alivia o peso da estrutura, ajudando na sustentação da ponte”, diz Bortoluzzi. Há a chance de a entrega ao tráfego ser feita no primeiro semestre de 2018, porque os meses finais do contrato serão usados para desmontar o canteiro de obras e limpar a área dos entulhos. Como a etapa anterior foi cumprida com folga, o Deinfra está otimista com a possibilidade de antecipar o cronograma em alguns meses.

Ponte Hercílio Luz completa 90 anos - Flávio Tin/ND
Ponte Hercílio Luz completa 90 anos em meio a um canteiro de obras - Flávio Tin/ND



 

“É um belo desafio”, diz Taniguchi

Com a experiência de quem já fez projetos ousados de mobilidade, o engenheiro Cassio Taniguchi vê a ponte Hercílio Luz recuperada como um elemento essencial para destravar o tráfego na Grande Florianópolis. Para ele, haverá reflexos no entorno imediato (ruas do Centro e do Continente, como a Liberato Bittencourt, a Max de Souza e a avenida Ivo Silveira, além da Presidente Kennedy, em São José) e nos municípios vizinhos. Desde fevereiro, ele está à frente da Suderf (Superintendência de Desenvolvimento da Região Metropolitana de Florianópolis) e, pragmático, tem os números na ponta da língua. “Um ônibus chega a transportar 80 pessoas, o que significa que um coletivo pode tirar de 50 a 60 carros das ruas”, atesta.

Essa perspectiva é real, mas ainda depende de estudos e adequações que um grupo multidisciplinar vem discutindo dentro do Plamus (Plano de Mobilidade Urbana Sustentável da Grande Florianópolis). Responsável pela apresentação de soluções para os problemas de mobilidade urbana nos 13 municípios da região, essa instância congrega diversos órgãos que projetam as melhores alternativas para melhorar o trânsito na região. “Um novo cenário foi construído a partir da determinação do governador de dar prioridade à recuperação da Hercílio Luz”, diz Taniguchi. O rompimento com a empresa Espaço Aberto e a contratação da Empa, subsidiária da portuguesa Teixeira Duarte, foi decisiva para essa mudança de rota.

Para Taniguchi, a beleza e a presença histórica da estrutura na vida da cidade precisam ser levadas em conta. “A obra deve ser destinada à sociedade”, afirma ele. “Nossa expectativa é de que a ponte receba um ônibus a cada dois minutos, o que dá a dimensão da importância que ela terá na cidade. Isso vai dar mais fluidez também à Via Expressa continental e desafogará as demais cidades da região. É ali que estão os moradores, com suas atividades consolidadas”. Ele conclui: “Estamos assumindo um belo desafio”.

 

Mudanças no entorno e nos acessos

Apesar dos problemas que se arrastam desde 2004, quando o governador Luiz Henrique da Silveira contratou engenheiros para desenvolver um projeto de recuperação, o Deinfra ressalta que o Estado nunca deixou de investir na conservação da ponte Hercílio Luz. “Seria uma irresponsabilidade perder esse monumento, que é um patrimônio tombado, e mesmo que fosse preciso construir outra travessia não faia sentido abandonar a antiga”, afirma Claiton Bortoluzzi, consultor executivo de infraestrutura do órgão. O governo tem uma pesquisa mostrando que 37% da população catarinense cita a ponte como uma marca do Estado, índice que sobe para 73% na Grande Florianópolis.

Com o andamento dos trabalhos, será necessário planejar as alterações urbanas a serem exigidas pela transformação da ponte num corredor de tráfego. Estão previstas mudanças nas cabeceiras e em todo o entorno, incluindo o Parque da Luz. Vários órgãos e entidades vêm se reunindo com esse objetivo, como o Iphan, a Secretaria de Obras e a Secretaria de Mobilidade Urbana do município de Florianópolis.

A prefeitura discute essas questões no Conselho Municipal de Apoio ao Programa Metropolitano. “Tudo é estudado nesse comitê”, diz o secretário de Mobilidade Urbana, Vinicius Cofferri. Ele também acha que a ponte deve ser usada para o transporte coletivo, mas admite que as discussões ainda vão evoluir para encontrar o tipo de utilização ideal para a travessia.

 

Pela solução mais prática

Na visão do Crea/SC (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Santa Catarina), a ponte Hercílio Luz é um patrimônio que deve ser recuperado, pelo valor histórico que tem. Para o presidente da autarquia, Carlos Alberto Kita Xavier, “a ponte é uma obra-prima do ponto de vista da engenharia” e o fato de estar de pé, 90 anos após a construção, a transforma num ícone ainda maior. O conselho dá apoio técnico ao grupo criado pelo governo para acompanhar os trabalhos de restauração.

A decisão do governo de não construir uma quarta ponte, priorizando a reforma da Hercílio Luz e sua utilização posterior como corredor de trânsito, foi acertada, na opinião de Kita Xavier. “Trata-se da solução mais barata e mais prática para resolver o problema da mobilidade em Florianópolis”, acredita. Ele também acha que o turismo pode ganhar com a recuperação, com um museu que mostre a história da ponte e com eventos e opções de lazer para moradores e turistas.

A reunião de diferentes agentes no grupo de trabalho confere ao projeto a transparência que não havia em outros momentos, gerando desconfiança sobre o uso de recursos públicos nas obras da ponte. Para o presidente do Crea/SC, o cronograma está sendo seguido e será possível concluir os serviços em 2018. “Acredito que o governador Colombo quer deixar ali a sua marca”, diz Kita Xavier.