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Sábado, 17 de Novembro de 2018
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Rones Heidemann comemora conquistas e projeta mais avanços para o aeroporto de Joinville

Superintendente da Infraero na cidade o recorde destaca movimentação de passageiros batido em julho passado

Roberto Szabunia
Joinville

“Por incrível que pareça, faz tempo que eu não voo!” A constatação, ainda que possa parecer irônica partindo de alguém que trabalha num aeroporto, faz sentido. “O trabalho da equipe é no solo. Assim que o avião pousa, é nosso!”, afirma Rones Rubens Heidemann, superintendente da Infraero – Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária – em Joinville. Funcionário de carreira, Heidemann comemora as conquistas dos últimos anos, culminando no recorde de movimentação batido em julho passado, quando as companhias aéreas movimentaram 57 mil passageiros no aeroporto Lauro Carneiro de Loyola.

 

Fabrício Porto/ND
Catarinense de Anita Garibaldi, Rones Rubens passou a maior parte dos seus 49 anos entre o Paraná e Joinville

 

Catarinense de Anita Garibaldi, Rones Rubens passou a maior parte dos seus 49 anos entre o Paraná e Joinville. “Eu era bebê quando minha família se estabeleceu em Nova Cantu (no Centro Ocidental Paranaense). Tinha 14 anos na mudança para Joinville, onde já moravam alguns tios. Meus pais vieram em busca de melhores oportunidades de trabalho e de estudo para os três filhos”, conta o irmão do meio, único catarinense da trinca. Estabelecidos no Nova Brasília, Rones matriculou-se no Colégio Antônia Alpaídes. “Fui da primeira turma do ensino médio, quando a escola passou para a rede estadual”, ressalta. Depois, precisando trabalhar para ajudar no orçamento familiar, foi para a Furj, onde emendou com a faculdade de Ciências Econômicas, concluída em 1991; a formação foi concluída com um MBA na mesma área.

Do terminal à superintendência

Após um breve período no setor administrativo da Malharia Manz, Heidemann seguiu a sugestão de um amigo, sargento da Aeronáutica, e se candidatou a uma vaga na Infraero. Em 1987 iniciou a carreira na empresa, no terminal de cargas. “Era uma função burocrática – relembra –, mas acabava fazendo de tudo um pouco, até abrir e conferir cargas. Certa vez cheguei até a fazer a contagem de um lote de agulhas para injeção.”

Dedicação e competência permitiram a Heidemann galgar degraus na empresa. Foi para a administração, em 1990 assumiu um cargo de chefia, passou por Operações e Finanças e, em 2010, substituía Gérson Guimarães na superintendência. “Tive a oportunidade de aprender muito com o Gérson, que estava há anos no cargo. Quando assumi, sabia da imensa carga de desafios que havia para vencer, entre eles as desapropriações visando ampliações e o bendito ILS.”

Destacando o tempo todo a força da equipe, Heidemann se empolga ao detalhar os esforços para alcançar as metas. “Na Infraero somos em noventa, mas no total são cerca de 600 pessoas trabalhando dia e noite para que companhias, clientes, passageiros e a comunidade tenham o melhor serviço possível”, reforça.

O ILS (sistema de pouso por instrumentos, em inglês Instrument Landing System) foi um marco na carreira de Rones Heidemann: “Batemos várias vezes na trave, mas hoje estamos entre as poucas cidades do país fora de capitais a operar com o sistema. Se antes era comum as aeronaves terem o pouso desviado para Navegantes, hoje acontece o contrário”. O executivo destaca ainda a alteração do PCN (resistência do pavimento) da pista, de 33 para 51; a implantação dos sistemas ELO (os conectores que ligam a sala de embarque às aeronaves) e RNPAR (controle de pouso via satélite); as ranhuras transversais que aumentam a aderência da pista; a docagem automática e a conquista mais recente, um ônibus para deslocamento de passageiros na pista. Desafios não faltam: “Agora a luta é pela melhoria na cabeceira 15, do rio Cubatão, permitindo a operação noturna”. Ainda há a construção de um hotel com 150 apartamentos, o aeroporto-indústria... “Hoje – conclui o marido da ex-colega de faculdade, Zeli, e pai de Renan e Raíssa – estamos com uma média de 500.000 passageiros/ano, mas pensamos em 20 milhões.”

Calmaria olímpica

Se julho marcou novo recorde histórico na movimentação de passageiros no aeroporto de Joinville, agosto está fraco. “Com a Olimpíada e o maior rigor nos procedimentos de segurança, só viaja quem precisa mesmo”, justifica o superintendente.

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