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Sábado, 17 de Novembro de 2018
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Pé na estrada

Turismo. Depois de aposentados, Luiz Henrique e Eliana Stephan decidiram conhecer o mundo e descansar pescando na Babitonga

Redação ND
Joinville
Luciano Moraes/ND
Parceiros. Molinetes e varas de pesca são companhias constantes no lazer do casal Luiz Henrique e Eliana

 

 

Para muita gente a aposentadoria acaba se tornando um fardo pesado devido a rotina de não ter quase nada para fazer. Esse não é o caso do casal Luiz Henrique e Eliana Stephan, moradores do bairro América. Eles sabem como poucos se divertir empreendendo viagens pelo mundo afora e pescando de molinete na baía Babitonga. Ambos aposentados (ele como administrador de empresas e ela como professora de geografia), Luiz Henrique e Eliana aproveitam o tempo também com outros passatempos, entre eles a leitura de livros da literatura clássica e revisita a películas cinematográficas da melhor vertente.
De quebra a dupla gosta de receber amigos e familiares. A recepção mais aguardada pelo círculo de amigos dos Stephan é no inverno, quando dona Eliana capricha no preparo de uma feijoada completa, bem ao estilo carioca. Nessas ocasiões, Luiz Henrique, ou o Oky, como é chamado por todos, nem se atreve a mexer no tacho de ferro.  “Além de boa cozinheira ela é ciumenta”, entrega o espirituoso Oky.
Filho de militar carioca com uma joinvilense, Oky nasceu há 60 anos, quando seu pai estava servindo no 13º BC (Batalhão de Caçadores), hoje o 62º BI. Oky acabou de ser criado no Rio para onde a família retornou quando o Exército transferiu o pai para a cidade de origem. Já formado em administração de empresas, Oky entrecruzou então o caminho com a da professora Eliana, uma carioca da gema. Os dois se uniram pelos laços do matrimônio em 1974, do qual vieram dois filhos (Úrsula, hoje advogada, e Lucky, professor de inglês).
A vida a dois teve início com Eliana nas salas de aula e Oky na área administrativa. Nessa fase ele trabalhou no “Jornal do Brasil” e no jornal “O Dia”. “Trabalhei dez anos nesse meio e não tive muitos contatos com o pessoal da redação, mas não me esqueço dos papos agradáveis que levei com o Alberto Dines em algumas ocasiões”, assinala, referindo-se ao jornalista e crítico da imprensa.

 

Destino: Joinville
Corria o ano de 1990 quando Oky e Eliana decidiram deixar o Rio.  “Os filhos precisavam sair de casa todos os dias para estudar e, como as ruas estavam perigosas, mudamos para Joinville, cidade que conhecíamos bem devido às visitas que fazíamos aos parentes do Oky”, conta dona Eliana. Aqui chegados, Oky conseguiu emprego administração da Fundição Tupy, onde permaneceu por 20 anos até de aposentar. Como professora, Eliana teve passagens nos colégios Bom Jesus e Elias Moreira até completar o tempo de requerer a aposentadoria.
Com pouca coisa para fazer, Oky e Eliana concluíram que não seriam vítimas do ócio. Dede então começaram as pescarias de molinete e muitas viagens dentro e fora do Brasil. Só nos EUA eles conhecem mais de 40 Estados. Na viagem mais recente, em agosto passado, eles visitaram o Uruguai. No momento, eles agregam mais uma deliciosa ocupação: dar carinho ao por enquanto único neto Carlos Henrique, de um ano e sete meses de idade.

 

Superação
Oky foi vítima de poliomielite quando tinha um ano de idade. A doença lhe deixou seqüelas nas duas pernas e por isso ele usa aparelho ortopédico para ter mais firmeza em suas andanças. Sem conter uma risadinha sapeca, ele ressalta que o problema só o impediu de correr atrás de uma bola. “Mas já fui motociclista e velejador e além disso me aposentei por tempo de serviço” enfatiza enquanto dá uma batidinha marota no aparelho ortopédico com o qual conseguiu superar olimpicamente as seqüelas da poliomielite. (Herculano Vicenzi, especial para o Notícias do Dia)

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