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Domingo, 18 de Novembro de 2018
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O hábito de ajudar fez de Adalberto Larsen uma figura conhecida na região do Rio da Prata

Nascido em Trombudo Central, no Alto Vale do Itajaí, desde 1962 ele conquista respeito e admiração dos moradores da Vila Dona Francisca

Redação ND
Joinville
Fabrício Porto
Adalberto Larsen junto à plantação de pupunha, sua alternativa de renda

 

Nascido há 70 anos na cidade de Trombudo Central, no Alto Vale do Itajaí, só os mais antigos moradores de Pirabeiraba têm conhecimento desse detalhe da vida de Adalberto Larsen. De tão identificado com causas comunitárias e sociais, para as gerações mais jovens ele é filho legítimo da região do Rio da Prata, onde mora num sobradinho de tijolos à vista à beira da SC-301, a antiga Imperial Estrada Dona Francisca. Adalberto conta que se estabeleceu em Pirabeiraba em 1962, vindo de Porto Alegre (RS), para onde tinha ido para estudar em um seminário luterano, no qual se formou professor do ensino fundamental (na época chamado primário).
Ao desistir da carreira religiosa, ficou mais algum tempo na capital gaúcha, onde chegou a dar aula na periferia da cidade. “Eu até que gostava de lecionar, mas como o salário era muito do ‘mixuruca’, peguei a mala e vim para Joinville”, recorda, bem-humorado.
Na chegada, Adalberto foi trabalhar na roça com os pais, que pouco antes tinham se mudado de Trombudo Central para a comunidade do Quiriri. Em seguida, trabalhou alguns anos na granja avícola Kortmann, instalada na região do Rio da Prata. Foi nessa época que ele conheceu e se casou com Naemi, com a qual tem dois filhos e uma filha, que já lhe deram quatro netos.
Após o ciclo na granja avícola, Adalberto virou representante comercial de uma indústria química americana com sede em Dallas, no Estado do Texas (EUA). Ele só deixou a multinacional ao se aposentar e desde então se dedica ao cultivo de palmeiras da espécie pupunha. “O trabalho com as palmeiras reforça meus ganhos de aposentado e, como me mexo muito, contribui para superar problemas causados por um acidente vascular cerebral, que há três anos quis me derrubar, mas não conseguiu”, destaca o espirituoso Adalberto.

Causas sociais e comunitárias

O ex-representante comercial é membro ativo da Sociedade Rio da Prata desde 1963. Nessa longa jornada, participou de toda a evolução da entidade, como a compra do terreno e da construção da nova sede, inaugurada em 1985. “Saímos de um salão de madeira de médio porte para uma sede em alvenaria com quase 5.000 metros quadrados de área construída, fato que coloca a estrutura física da Sociedade Rio da Prata entre as maiores de Santa Catarina”, enfatiza com orgulho.
Em fevereiro de 1995, o distrito de Pirabeiraba foi castigado pela maior enchente de sua história, deixando dezenas de famílias em situação desesperadora. Para piorar as coisas, os órgãos ambientais começaram a impor restrições, dificultando a recuperação dos estragos. Para contornar o problema, Adalberto foi então um dos líderes e primeiro presidente da Associação de Moradores Dona Francisca.
 “Não conseguimos resolver tudo como queríamos, mas superamos uma série de entraves burocráticos, possibilitando o retorno da normalidade após aquela dramática enchente”, recorda Adalberto. Outra conquista da Associação de Moradores Dona Francisca mencionada por Adalberto é o posto de saúde do Rio da Prata. “Só com a união da comunidade conseguimos o benefício. Quando se age em conjunto é mais fácil de alcançar os objetivos”, prega o popular Adalberto.

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