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Domingo, 23 de Setembro de 2018
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No campo, no salão e na praia, o treinador Zé Couto é referência em São Francisco do Sul

Diretor de Difusão de Eventos Esportivos da Secretaria de Esportes do município, ele faz exatamente o que gosta: promover o esporte

Redação ND
Joinville
Rogério Souza Jr./ND
Onde tem esporte, Couto está por perto: queremos ser polo nacional, anuncia ele sobre os torneios de futsal e de beach soccer

 

 

Até os 21 anos, ele jogava bola e até sonhava em ser profissional. Aí, quebrou o tornozelo e virou treinador e promotor de esportes. Hoje, Zé Couto é diretor de Difusão de Eventos Esportivos da Secretaria de Esportes de São Francisco do Sul, onde faz exatamente o que gosta: promover o esporte. Além disso, não recusa convite para treinar algum time de futebol, futsal ou beach soccer. “Um dos nossos orgulhos são os campeonatos de futsal e de beach soccer promovidos durante o verão, que vêm tornando São Francisco uma referência no Estado. Ainda queremos ser um polo nacional!”, anseia Couto, satisfeito com os resultados dos recém-encerrados torneios Notícias do Dia de Futsal e RIC Record de Beach Soccer.

Nascido José de Oliveira Couto, em 1956, criou-se no bairro Água Branca, onde ainda mora. “O local de diversão preferido da gurizada – relembra – era o campinho do mato, onde hoje fica a sede do Lions. Dali saiu muita gente para os times de futebol e futsal da região.” Penúltimo de meia dúzia de irmãos, Couto fez carreira escolar nos colégios Stela Matutina, Santa Catarina e Francisquense – as aulas preferidas, sempre, foram as de educação física, já anunciando o futuro profissional do moleque.

“Eu jogava no Água Branca, e era mais do que metido, era bom mesmo”, admite, sem falsa modéstia. Mas o possível horizonte dentro de campos e quadras foi interrompido pela contusão aos 21 anos. A essa altura, já funcionário do Bradesco, restou abraçar o ofício de treinador para não ficar longe da bola. A lista de equipes começou pelo próprio Água Branca, seguido do time da Cocar (atual Cidasc), onde também trabalhou, e pela Cohab. “Trabalhei em diversas categorias, tanto no campo como no salão, além da areia, antes da explosão do beach soccer.”

 

Tricampeão pelo Ypiranga

 

De família tradicionalmente ypiranguista, foi no auriverde que Couto comemorou um tricampeonato francisquense (seu pai era secretário quando o Ypiranga ganhou o campeonato catarinense profissional, em 1940). Paulistinha, Iperoba e Arrumadores foram outros times que treinou. “Pelo Arrumadores – continua – disputei o estadual de amadores de 1990. Naquela década também fui técnico do Bandeirantes de São Bento e do Catarinense de Vitor Meireles.” Pelo Catarinense, uma conquista: “Fomos campeões da Liga Vale-Norte, eliminando o Atlético de Ibirama” – atualmente, o Atlético Hermann Aichinger disputa o estadual da primeira divisão de profissionais.

Profissional, por sinal, foi a categoria pela qual Couto nunca passou. Não que faltassem convites. “Felizmente, na minha carreira, fiz muitos amigos e recebi convites, mas preferi ficar no amador”, diz, comprovando as amizades com fotos e relatos de situações passadas junto a gente como Fernando Ferretti, Falcão, os atuais jogadores da Krona e dirigentes como o industrial Wandér Weege, que  por muitos anos patrocinou a campeã Malwee Futsal.

Outra boa lembrança vem de 1968, quando foi técnico do Paulistinha. “Em 78 anos de história, foi a primeira vez que o Paulistinha foi campeão francisquense, ganhando a final do Corinthians.”

Couto diz ter renascido em 2004, quando sofreu um acidente no caminho da Enseada, com a família. Ainda exibindo cicatrizes, hoje se permite brincar, grato ao médico Ari Santangelo: “Quase assinei o livro lá no portão do São Pedro”.

Na época, dirigia o Iperoba – pelo qual, claro, foi campeão. Provavelmente, o porteiro do céu permitiria sua entrada, pelo currículo: além de toda a atividade no futebol, sempre foi um batalhador pela comunidade, tendo participado da fundação da Apae e do Lar de Idosos de São Francisco. “Minha riqueza está dentro de mim”, conclui, admitindo que o acidente lhe trouxe nova visão da vida.

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