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Quarta-Feira, 19 de Setembro de 2018
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JEC 40 anos: o primeiro jogo da história contado pela família Mazotto

O empate por 1 a 1 entre Joinville e Vasco, em 9 de março de 1976, marcou a história da família

Renan Dias Silveira
Joinville

Quem chega na Arena Joinville em dia de jogo do JEC basta uma leve olhada para as arquibancadas do setor azul, à direita das cabines de imprensa e das cadeiras sociais, que logo verá uma bela faixa vermelha com as escritas em branco: Família Mazotto. Foi assim durante os últimos anos e assim será em 2016.

A família se reúne sempre em torno do amor pelo Joinville Esporte Clube. Do patriarca José Virgílio Mazotto aos filhos e netos, quase todos acompanham aos jogos do Tricolor, seja a divisão em que o clube esteja. Mesmo sem faixa e muito antes de existir Arena Joinville, porém, José Mazotto já acompanhava os passos, ou chutes, do JEC. Foi assim, inclusive no primeiro ano de existência do clube, em 1976.

Carlos Junior/arquivo/ND
Família Mazotto reunida, assim como faz em todos os jogos do JEC na Arena

 

Nascido de São João Batista, José Virgílio é morador e apaixonado pela cidade de Joinville desde 1971, cinco anos antes da fusão América-Caxias. O gosto pelo futebol local foi instantâneo. “Quando vim para cá, ia ao campo do Caxias, o time foi crescendo, a família também. Hoje somos todos unidos, JEC e família Mazotto. Deixo para os meus filhos a união. Criei-os assim, foi o que eu aprendi. Até em jogos fora quando dá a gente vai”, garante o torcedor aposentado, que segue acompanhando a todos os jogos. “Não perco um”, brinca.

O ilustre torcedor, de 74 anos, foi testemunha, inclusive, do primeiro jogo da história do JEC. O pontapé inicial dos 40 anos de história foi dado no Ernesto Schlemm Sobrinho, o Ernestão, com José Mazotto e mais 15 mil torcedores que acompanharam o 1 a 1 de JEC x Vasco com gols de Tonho para os donos da casa e Roberto Dinamite para os vascaínos.

 

A cidade respirou aquele jogo

Ao lado de José Mazotto estava o filho mais velho nas arquibancadas do Ernestão. Almir Mazotto sempre foi fiel escudeiro do pai onde quer que o Tricolor jogasse. Ainda é assim com Almir e os outros seis irmãos.

Aos 51 anos, o joinvilense era muito jovem na época, mas recorda com precisão daquela tarde história para o Joinville Esporte Clube. “A cidade só falava desse jogo. O estádio estava lotado bem antes de começar. O Vasco saiu na frente em jogada pela direita com o Orlando, que cruzou e a bola sobrou para o Roberto [Dinamite], que só colocou de chapa tirando do goleiro Renato”, descreve o torcedor, como se estivesse vendo imagens do lance.

O empate do Joinville viria no segundo tempo. “Escanteio para o JEC e o Tonho só tirou do goleiro. Era gente se abraçando, foi muito bonito”, relembra Almir, que ao lado do pai José Mazotto, assistiu à partida atrás da goleira em que os dois gols foram marcados na tarde de 9 de março de 1976.

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