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Terça-Feira, 25 de Setembro de 2018
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JEC 40 Anos: Nardela, o eterno ídolo de uma geração avassaladora

Série comemorativa ao aniversário do clube aborda o maior nome da história do Joinville

Renan Dias Silveira
Joinville

O mês de agosto de 1980 ajudou a construir um capítulo importante nos 40 anos de história de Joinville. Fundado em 1976, o Tricolor já somava três títulos estaduais em quatro anos de existência. O time era quase imbatível, mas faltava a cereja do bolo, uma vez que o artilheiro e ídolo Osni Fontan largara o futebol um ano antes e Lico, o grande meia da temporada, fora transferido ao Flamengo.

Com essa missão veio parar em Joinville Reinaldo Antônio Baldessin, o Nardela. Campeão gaúcho pelo Grêmio em 79, o meia chegou sem holofotes, mas com uma responsabilidade que nem imaginava ter. “Eu vim para substituir o Lico. Nem sabia que ele era um grande craque e dessa responsabilidade. O Joinville não era muito conhecido ainda”, relembra o eterno camisa 8, um dos protagonistas dos títulos estaduais de 80, 81, 82, 83, 84 e 85, anos de hegemonia do Coelho em Santa Catarina.

Fabrício Porto/Arquivo/ND
Nardela ao lado da mãe Iraídes e a mulher Haidy

 

Além de substituir, e bem, o meia Lico, Nardela também caiu nas graças da torcida se tornando um dos maiores ídolos da história do clube. Com uma passagem ininterrupta de dez anos (de 80 a 90) e mais um ano meio na segunda passagem (de 92 a 94), Nardela deixou uma incrível marca de 130 gols em 680, mesmo não sendo um jogador de área. Até 2013, o paulista era o maior artilheiro da história do clube. Marca só ultrapassada por Lima, naquele ano.

Se é pelos gols, pelo longo período no clube ou pela identificação com a cidade onde ainda mora, Nardela não sabe o que de fato o fez se tornar um ídolo do JEC, mas é algo que o ex-jogador ainda se surpreende. “Acho que é a somatória e também porque joguei numa época de glória. Vivi em outra época. Mesmo que se jogasse mais tempo num clube, não imaginava que ia ficar marcado na história. É algo surpreendente. Achei que seria superficial. Talvez pelas redes sociais, pelos clubes que estão valorizando a história. A comunicação dos clubes mudou muito. Os torcedores gostam disso”, comemora Nardela.

 

Comentarista e modesto

Atualmente com 58 anos, comemorados no dia 31 de dezembro, Nardela, que parou de jogar em 1995, atua como comentarista esportivo da Rádio Clube de Joinville.

Com comentários afiados e com propriedade de quem esteve nas quatro linhas, o ídolo Tricolor ainda é modesto quando fala da própria carreira de jogador. “Sempre digo que nunca fui um craque. Eu era um bom jogador até, disciplinado, mas fui um baita profissional isso eu garanto. Talvez me tornei um ídolo pelo meu caráter também”, minimiza, ao enaltecer que a idolatria pode ter sido beneficiada por ainda residir em Joinville, onde é sempre lembrado nas ruas e em atividades do clube.

Arquivo pessoal/ND
Ídolo de uma geração, Nardela fez história com a camisa do JEC

 

Como comentarista, como ex-atleta ou mesmo como torcedor, Nardela vê o JEC no caminho certo, como fora nos áureos tempos. Para seguir crescendo, é preciso pensar grande e profissionalismo. “O JEC tem camisa, história. Tem de continuar crescendo. Voltou a ser falado em nível nacional, mostrou sua cara, sua força. Tem de se estruturar ainda mais e conquistar títulos. Essa é a visão que tem de ter para quando voltar à Série A se manter”, avalia.

Confira o calendário da série JEC 40 anos:

8/1 – Osni Fontan e o pontapé inicial

13/1 – O primeiro jogo do JEC na história

15/1 – Nardela: eterno ídolo da maior paixão do joinvilense

20/1 – As oito estrelas que ornamentam o manto tricolor

22/1 – O retorno à elite após quase três décadas

27/1 – Ivan: goleiro artilheiro e o único bicampeão brasileiro

29/1 – Anderson Miranda, o dono dos números do Tricolo

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