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Terça-Feira, 18 de Setembro de 2018
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Girlei Soares atingiu seu sonho e deixou o nome gravado no esporte catarinense

Conquistas. O talento na ginástica olímpica, hoje artística, o fez várias vezes campeão dos Jogos Abertos. Hoje, ganha a vida como garçom

Redação ND
Joinville
Leandro Ferreira/ND
Rumo. Encerrada a vida esportiva, a simpatia levou Girlei para outro caminho, e hoje ele é garçom

 

"Quando era adolescente, eu coloquei como meta ser um bom ginasta. Posso dizer que alcancei meus objetivos.” A constatação, comprovada por uma vasta coleção de conquistas – nem ele se lembra quantas foram –, é de Girlei João Soares, um dos expoentes da ginástica olímpica (hoje chamada artística) de Santa Catarina, várias vezes campeão dos Jogos Abertos, tricampeão catarinense individual.
Nascido em 1962 e criado no bairro Guanabara, segundo de sete irmãos, Girlei descobriu logo cedo sua vocação para a ginástica. “Quando eu estudava no colégio Ana Maria Harger, a professora de educação física Laura Teixeira identificou e despertou minha vocação. Como eu não era bom de bola mesmo, fui em frente e gostei”, conta Girlei – sobrinho do jogador Milton Fumo, revelado pelo Fluminense do Itaum e que chegou a jogar no Vasco.

Aos 14 anos, começou a treinar na academia da então Comissão Municipal de Esportes (atual Felej), sob a orientação do técnico Paulo César Bravo. “Treinávamos nas instalações da Univille, depois passamos para o ginásio Ivan Rodrigues e para a Sociedade Ginástica, quando passei a ser atleta do clube.”

 

Reprodução/ND
Vida de atleta. Girlei em foto de 1989, quando defendia o Olímpico de Blumenau

 

Em 1977, Girlei participou pela primeira vez dos Jogos Abertos, realizados em Florianópolis, iniciando uma carreira recheada de conquistas, que se prolongou até 1995. Durante este período, chegou a defender São Bento do Sul (1987 e 88) e Blumenau (1989 e 90). Por Joinville, além das medalhas nos Jasc. “Rapaz, não me lembro quantas foram”, admite. Também ganhou três vezes o campeonato estadual de ginástica artística (ou olímpica, como se chamava na época).
Girlei disputava as seis provas obrigatórias da ginástica masculina: cavalo, barras paralelas, barra fixa, argolas, salto e solo. Mas se especializou nas duas últimas: “Solo e salto sempre foram as provas de que mais gostei. Sou admirador do Diego Hypolito e da Daiane dos Santos. Aliás, como ainda acompanho a ginástica, também lamentei muito as falhas de ambos nas Olimpíadas. Eles se preparam durante quatro anos, vencem competições importantes, e quando chegam nos Jogos, erram. Na verdade, é muita pressão, tanto do público quanto dos próprios adversários”, analisa Girlei.
Ele mesmo admite: “Durante uma competição, os concorrentes secam mesmo. Eu também secava os adversários. Uma pequena falha basta para tirar alguém do páreo.”
Dos tempos de ginasta, Girlei guarda ótimas recordações. E momentos de tristeza, como a perda da amiga Neide de Fátima Lobermeyer, ginasta de São Bento, morta após uma queda, nos Jasc de 1992, em Joinville.
Hoje trabalhando como garçom na lanchonete Tempero Joinville, se mantém informado sobre ginástica e conhece os principais competidores, com especial admiração por Arthur Zanetti: “O que ele faz nas argolas não é humano!.”
Depois de deixar a ginástica, Girlei foi dançarino de street, jazz e contemporâneo, tendo integrado as companhias Andança, Tênis Clube e Ginástico. Pela Andança, disputou o Festival de Dança de Joinville em 1997 e 98. “Tudo tem início, meio e fim”, filosofaa. “Tanto a ginástica como a dança me proporcionaram aprendizado, disciplina e muitas amizades.”

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