Publicidade
Sexta-Feira, 21 de Setembro de 2018
Descrição do tempo
  • 25º C
  • 17º C

Faça o bem, sem olhar a quem é tema de ação de voluntariado em Joinville

Trabalho iniciado por missionário Pedro Paulo Fernandes tem continuidade com o filho dele, em entidade localizada no bairro Fátima, na zona Sul

Redação ND
Joinville
Fabrício Porto/ND
Entre outros talentos, Paulo Sérgio Fernandes dá aulas de violão, ele já tem um CD gospel

 

R. SZABUNIA

Especial para o Notícias do Dia

 

A frase motivacional que dá título a esta reportagem de Perfil poderia ser o slogan do Instituto Pedro Paulo Fernandes, uma ONG fundada há seis anos e que tem, entre seus objetivos, ressocializar moradores de rua e dependentes químicos, geralmente pessoas desconhecidas, às vezes até sem qualquer identidade. “Meu pai – conta Paulo Sérgio Fernandes, fundador da entidade – amava ajudar as pessoas, e já reintegrou à sociedade muitos andarilhos e dependentes químicos. Também ajudava famílias em dificuldades, angariando donativos em casos de tragédias.”

Este trabalho voluntário, denominado Razão de Viver, foi oficializado em 2010 como Instituto Pedro Paulo Fernandes, nome do pioneiro. “Herdei do meu pai esse amor ao próximo, e estou levando adiante seu trabalho”, diz Paulinho Fernandes, nome artístico do compositor, cantor e instrumentista de música gospel, atividades a que se dedica quando não está na linha de montagem da Embraco ou à frente da instituição que criou.

Nascido em Tubarão em agosto de 1967, Paulinho se considera joinvilense. “Eu tinha 12 anos quando meu pai, mineiro de carvão, foi transferido como missionário para Joinville, pela Assembleia de Deus. Moramos no Nova Brasília, no Floresta, no Centro, no Itaum... Meu pai, Pedro Paulo, participou ativamente da construção do novo templo da Assembleia, na avenida Getúlio Vargas, ajudando o pastor Satiro”, conta.

Paulinho concluiu os estudos fundamental e médio e chegou a iniciar a faculdade de história, objetivando ser professor e pesquisador, mas precisou interromper para trabalhar. “Ainda pretendo retomar a faculdade. É meu sonho”, promete para si próprio.

 

Nos passos do pai, a mesma visão humanitária

 

Formado pastor, o missionário Pedro Paulo passou a desenvolver um trabalho voluntário junto à comunidade, especialmente da zona Sul, onde morava. “Meu pai tinha essa visão humanitária, não olhava a quem ajudar, contanto que pudesse tirar alguém da rua ou do vício”, acentua o filho. Com a morte do pai, em 2006, Paulinho decidiu dar continuidade à ação, denominada Razão de Viver, concentrando-a mais nos bairros Jarivatuba e Fátima.

Em 2010, enfim, o grupo formalizou a Oscip (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público) Instituto Pedro Paulo Fernandes, numa justa homenagem ao mineiro-missionário que tudo começou. Com sede na rua Begônias, no Fátima, a entidade mantém o escopo original de ressocializar moradores de rua e dependentes químicos (encaminhados a clínicas de recuperação). A agenda acrescenta aulas de violão e de manutenção de computadores para crianças e adolescentes. “Também promovemos eventos aqui no bairro, em datas festivas, distribuindo alguns donativos e brinquedos para as crianças”, detalha Paulinho, já anunciando para o Dia da Criança mais uma ação. Nestas atividades, o instituto tem a valiosa colaboração de comerciantes do bairro, de moradores e da Embraco, onde ele é funcionário na Montagem Final.

Cerca de 20 voluntários se envolvem nas ações do instituto, hoje sob a presidência de Luiz Fernando da Cunha. O próprio Paulinho Fernandes é um dos professores de violão, com a experiência de instrumentista. “Aprendi a tocar e cantar nos cultos, e tenho o dom da composição. Muitos artistas já gravaram músicas minhas”, conta, ele mesmo já tendo assinado um CD com repertório gospel.

Hoje, a principal meta do Instituto Pedro Paulo Fernandes é a conquista de um espaço próprio. “Aqui onde estamos é a casa de uma família, e lutamos por sede própria. Por isso mesmo estamos com as aulas suspensas, até conseguirmos um novo espaço”, detalha Paulinho Fernandes, deixando endereço e telefone para quem quiser colaborar: rua Begônia, 50, bairro Fátima, telefone: 9155-0562.

Publicidade

0 Comentários

Publicidade
Publicidade