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Sexta-Feira, 21 de Setembro de 2018
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Ex-goleiro, Alcides Cristofolini faz parte da história do futebol amador de Joinville

Redação ND
Joinville

Fabrício Porto/ND
Dos campos e quadras, Alcides hoje presta serviço de instrutor de trânsito

Até os anos de 1960, a história da maioria dos goleiros, profissionais ou amadores, começava quase sempre do mesmo jeito. Considerados pernas-de-pau, eles eram simplesmente empurrados pelos companheiros para debaixo das traves.
Este não foi o caso de Alcides Cristofolini. Nascido há 65 anos em Rodeio, uma das cidades mais italianas de Santa Catarina, ele descobriu o gosto pela posição, considerada a mais ingrata do futebol, em 1962, quando estudava no seminário de Taió.
 “Belo dia, faltou goleiro num treino e eu, voluntariamente, fui para a posição e descobri que levava jeito para a coisa”, conta Alcides, ao se lembrar de defesas (espetaculares, na opinião dos colegas de internato) que fez naquele inesquecível treino.
 Semanas mais tarde, Alcides foi efetivado titular do time principal do seminário, posição na qual se garantiu até meados de 1965, quando desistiu da carreira eclesiástica e se mudou para Joinville.
Nos primeiros anos na cidade, embora com saudade das traves, ele ficou longe do futebol. “Em 1966, servi o Exército, de onde saí como terceiro sargento, e tive pouco tempo para jogar. Depois, de 1967 a 1969,  trabalhei na Drogaria e Farmácia Catarinense, onde não tinha time de futebol, e por isso continuei longe da bola”, esclarece.
O retorno ao esporte ocorreu em 1969, quando Alcides foi trabalhar na Cia Hansen Industrial, onde virou o titular de um dos times de futebol de salão que disputavam o torneio interno da empresa.
Sempre titular, em 1974, ele foi transferido para a Transportadora Rodotigre, do mesmo grupo da Cia Hansen Industrial, onde foi recebido com abraços e a camisa número 1 do time de futebol de salão. “Defendi, então, o time da Rodotigre de 1974 até o começo de 1990, quando os torneios internos começaram a perder força. Mas, mesmo assim, posteriormente continuei debaixo das traves, defendendo um time de amigos até completar 55 anos de idade, quando então pendurei as luvas”, relata o veterano goleiro.
Simpático e comunicativo, Alcides ressalta que nunca ganhou um centavo para jogar futebol e futsal.  “Mas ganhei mais que dinheiro, consegui fazer grandes amigos, com os quais me relaciono muito bem até hoje”, destaca.

Trabalho voluntário

Depois de aposentado, Alcides foi diretor-secretário do Corpo de Bombeiros Voluntários de Joinville pelo período de quatro anos. Com longa experiência na Rodotigre como agente operacional da equipe de motoristas, paralelamente, acumulou o trabalho de recrutador de novos motoristas para a corporação. “Foi um trabalho voluntário gratificante, do qual sinto saudade até hoje”, assinala.
Casado com dona Maria há 42 anos, pai de dois rapazes e uma moça e avô de dois pequerruchos, Alcides não se  acomodou com a aposentadoria. Na condição de autônomo, hoje ele presta serviço de instrutor de trânsito para o Setracajo (Sindicato das Empresas de Transporte de Joinville). “A experiência acumulada no tempo da Transportadora Rodotigre me permite continuar na ativa”, comemora o ex-goleiro do futebol autenticamente amador.

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