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Colégio da Univille, a escola de Joinville que é uma verdadeira família

Histórias de vida estão interligadas no estabelecimento, quase todos são ex-alunos da unidade ou da Univille, ou pais e avós de alunos

Rosana Ritta
Joinville
25/11/2016 às 21H32

Uma família. Uma grande família, em que a sociedade acaba se envolvendo, seja como aluno, ex-aluno que virou professor ou pai de aluno, ou avô de aluno, ou todas as opções anteriores. Assim se forma a teia de relacionamentos e compromisso com a educação, a sociedade e a formação de cidadãos que move o Colégio da Univille.

O Colégio da Univille tem atualmente 633 alunos no turno matutino, da educação infantil ao ensino médio - Fabrício Porto/ND
O Colégio da Univille tem atualmente 633 alunos no turno matutino, da educação infantil ao ensino médio - Fabrício Porto/ND

E uma das matriarcas desta imensa família, aposentada há pouco mais de um ano e figura pra lá de admirada por todos, é a professora Rosa Maria Inigo, 60 anos. Para ela, sua vida em Joinville, onde chegou há 37 anos, se resume à Univille. “Aqui, tive a melhor experiência da minha vida”, decreta a professora recém-aposentada, enquanto as ex-colegas de trabalho, algumas também ex-alunas, não conseguem disfarçar toda a admiração que nutrem por Rosa.

O mesmo carinho ela desperta nos pequenos. Pois na visita que fez ao colégio para a reportagem mal conseguiu percorrer o corredor até o Laboratório de Artes, tantos eram os abraços dos alunos saudosos de sua ausência.

A professora Rosa estudou na Univille, onde graduou-se em educação artística com habilitação e licenciatura em artes plásticas. Graduada e pós-graduada na área, fez estágio no colégio e em 1995 começou a trabalhar na unidade.

Atribui sua experiência a uma grande oportunidade de contribuir em todas as etapas do processo construtivo de uma pessoa, da pré-escola ao ensino médio.

A professora Rosa, apesar da aposentadoria, ainda está ligada à Univille na condição de professora sênior. Ela tem três filhas. Ana Carolina fez letras na Univille; Amanda cursa farmácia em São Paulo; e Angela, que estudou no colégio onde a mãe trabalhava do 5º ano até a graduação, e hoje faz designer de animação na Univille.

 Projeto criado para fazer a diferença

Corria o ano de 1977 quando um grupo de educadores, determinado a inovar na forma de ensino, decidiu projetar uma escola cujos fundamentos pedagógicos atendessem aos anseios desse grupo. A proposta: uma educação libertadora, comprometida com um fazer pedagógico inovador. No projeto, previa-se a ocupação do espaço físico da então Furj (Fundação Universitária da Região de Joinville) no período matutino. A ideia atendia à sugestão do então prefeito Luiz Henrique da Silveira.

E em 1978, depois de cumpridas as exigências legais para criação de uma escola de educação básica, o Colégio de Aplicação da Furj iniciou atividades. O reconhecimento legal veio um ano depois, em 30 de maio de 1979. O que mais identificava a unidade era a sua concepção pedagógica, fundamentada na filosofia Freinet, inspirada no pedagogo e anarquista francês Celestin Freinet, considerado importante referência da área. Suas propostas continuam tendo grande ressonância na educação dos dias atuais, mesmo após sua morte, em 1966.

Acreditando que educar é construir juntos, a Pedagogia Freinet se alicerça em quatro eixos fundamentais:

  • Cooperação: como forma de construção social do conhecimento
  • Comunicação: como forma de integrar esse conhecimento
  • Documentação: registro da história que se constrói diariamente
  • Afetividade: elo de ligação ente as pessoas e objeto de conhecimento

 Na década de 1990, quando a Furj passou a ser reconhecida como Univille (Universidade da Região de Joinville), o colégio precisou reestruturar-se e, em 2001, procurando criar uma identificação mais forte com a universidade, passou a chamar-se Colégio da Univille. No mesmo ano, passou a funcionar em sede própria, em anexo ao campus universitário.

Como órgão complementar da Univille, o colégio serve como campo de estágio às licenciaturas oferecidas na instituição. Em 2013, passou a oferecer cursos de técnico de química e informática em parceria com o governo federal (Pronatec).

Desde 2005, oferece ensino em período integral e em 2014, com opção bilíngue.

A proposta de educação inovadora que fez surgiu o colégio, há 38 anos, se mantém sempre firme. Tanto que o diretor é escolhido democraticamente a cada dois anos. E é por essa razão que os professores devem estar envolvidos na elaboração do projeto pedagógico.

 Dados

* 633 alunos no matutino, da educação infantil ao ensino médio

* 220 alunos no período integral

* 80 funcionários, destes 65 são professores

* 24 salas de aula no bloco F e sete salas no bloco E, mais salas de apoio administrativo, biblioteca, laboratório de arte e de informática, dois parques infantis, quadras esportivas (um coberta e outra descoberta), cozinha, dois refeitórios, anfiteatro, pátio interno e externo, cantina, sanitários adaptados para quem tem necessidades especiais e crianças pequenas, e dois elevadores para portadores de necessidades especiais

* Além desta estrutura, o colégio usa a estrutura da universidade. A Univille tem 141 laboratórios, uma biblioteca e espaços para aulas de campo, com Centro de Estudos Ambientais em São Bento do Sul e na Vila da Glória

* Diretora: Margaret Schmockel de Ramos

* Secretária: Naihara Lana do Amaral Fernandes

* Rua: Paulo Malschitzki, 10, Zona Industrial

* Telefone: 47/3461-9048

* E-mail: colégio@univille.br

* Matrículas abertas. Fazer agendamento no site colégio.univille. br. Há opções de bolsas de estudos para o ensino médio

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