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Ciclistas profissionais também fizeram parte da história de Joinville

Um dos destaques foi Alex Theilacker, nascido em 1923 e que dedicou mais de 50 anos de sua vida ao esporte

Redação ND
Joinville
23/09/2016 às 19H29

Nas edições de 17 e 18 de setembro, o ND mergulhou na história de Joinville para contar a história das bicicletas no decorrer das décadas, em uma evolução que culminou com um dos títulos que a identificam, de “Cidade das Bicicletas”.

Competição realizada em Joinville, provavelmente na década de 1940 - Acervo Arquivo Histórico de Joinville/divulgação/ND
Competição realizada em Joinville, provavelmente na década de 1940 - Acervo Arquivo Histórico de Joinville/divulgação/ND



Mas além dos primeiros ciclistas joinvilenses, Karl Schneider e Helena Trinks Lepper, que se multiplicaram em milhares na época da explosão industrial na cidade, o hábito de pedalar também formou ciclistas profissionais. Um deles foi Alex Theilacker, nascido em 1923 e que dedicou mais de 50 anos de sua vida ao ciclismo. Padeiro de profissão, aproveitava o trajeto entre a casa e o trabalho para treinar de madrugada. Em 1935, aos 12 anos, disputou a primeira prova de ciclismo, com uma bicicleta emprestada – tirou o 2º lugar, ficando atrás do irmão.

A partir de então, passou a se dedicar ao esporte e foram muitas as conquistas: dez primeiros lugares e 22 segundos. Fez parte da equipe catarinense de ciclismo. Em 1960, quando se classificou para um mundial, sofreu um grave acidente e não pôde participar. Participou inúmeras vezes do tradicional Circuito Boa Vista – competição que acontece no aniversário de Joinville. Morreu aos 89 anos, em agosto de 2011.

Um de seus filhos, Uno Theilacker, 68, seguiu os passos do pai. Ele guarda 72 troféus de primeiro lugar, 429 medalhas, e muitas histórias. começou a competir aos 12 anos, incentivado pelo pai. Aos 14, participou pela primeira vez dos Jasc (Jogos Abertos de Santa Catarina). A partir de então, foram muitas as competições e títulos: Jasc, campeonatos catarinenses, brasileiros e Sul Brasileiro. Viajou até Montevidéu (Uruguai) pedalando, em um de seus inúmeros passeios. Com muito bom humor, relembra acontecimentos da carreira.  “Tenho muita história para contar. Uma vez, fui no casamento de um primo,  em Pomerode, mas ele me inscreveu em uma prova. Como não sabia, não levei a bicicleta. O primo me emprestou uma muito ruim, toda estragada. Ganhei a prova e acabei levando a bicicleta para casa.”

Em abril, Uno descobriu que está com um câncer no estômago e faz quimioterapia. “Não está sendo fácil, mas estou otimista e doido para voltar a pedalar”, conta ele. Além de ciclista profissional, montou uma loja de venda de peças, bicicletas e consertos no bairro Itinga.

O amor pela bicicleta e sua profissionalização trouxe outra importante contribuição para a região. A cidade fundou a Federação Catarinense de Ciclismo, atualmente presidida por João Carlos Andrade, joinvilense que também já foi ciclista profissional.

 Pedalando pela segurança

Neste sábado (24), os ciclistas de Joinville irão pedalar pela segurança. O passeio ciclístico terá início às 8h, na Expoville, com roteiro pelo interior e chegada no posto Rudnick, no km 25 da BR-101, às 10h, onde serão recepcionados pela equipe da Autopista Litoral Sul no evento Viva Ciclista.

O Viva tem o objetivo de contribuir para segurança dos ciclistas e irá oferecer exames básicos de saúde, consulta com nutricionista, ginástica laboral, café colonial e instruções de trânsito. Orientações simples, como usar roupas claras e adesivos refletivos, por exemplo, aumentam em até 165 metros o alcance da visão dos motoristas sobre os ciclistas, o que pode ser decisivo para evitar um acidente. Além disso, transitar no mesmo sentido da via, equipar a bicicleta com espelhos retrovisores, e utilizar equipamentos de segurança como óculos, capacetes e luvas são fundamentais para a segurança.

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