Publicidade
Quarta-Feira, 21 de Novembro de 2018
Descrição do tempo
  • 26º C
  • 17º C

Botafogo ganha mais um título

Cidadã. Aos 35 anos de carreira, bailarina recebe homenagem em Joinville

Redação ND
Joinville
Fabrício Porto/ND
Graça. Ana recebeu o título de cidadã honorária de Joinville e uma exposição de fotos, no Garten Shopping, conta parte da história da sua carreira

 

“Desde 1987, em minha primeira participação no Festival de Dança, venho nutrindo uma relação cada vez maior de amor com a cidade. Por isso, o título concedido pela Câmara de Vereadores é algo muito especial.”

Nada de empolgação, torcedores alvinegros. Botafogo, neste caso, é o sobrenome da mais renomada bailarina brasileira. E o título, que ela recebeu com carinho, é o de Cidadã Honorária de Joinville. “Desde 1987, em minha primeira participação no Festival de Dança, venho nutrindo uma relação cada vez maior de amor com a cidade. Por isso, o título concedido pela Câmara de Vereadores é algo muito especial”, agradece Ana Botafogo, cidadã honorária de Joinville desde o dia 8 de novembro. No mesmo dia, foi aberta uma exposição de fotos sobre a carreira da bailarina, no Joinville Garten Shopping – a mostra fica até o dia 20.

Sobrenome Botafogo, moradora do bairro do Flamengo e torcedora do Fluminense. Mais carioca, impossível. Ana Maria Botafogo Fonseca Marcozzi nasceu e foi criada na Urca, no local em que Estácio de Sá fundou a cidade do Rio de Janeiro e onde fica o Pão de Açúcar. “Meu pai, João de Souza Pereira Botafogo, era torcedor do Fluminense, assim como quase toda a família. Não havia como eu também não ser”, justifica Ana.

A opção pela dança veio naturalmente: “Minha mãe chegou a estudar balé, e acho que isso estava no sangue”. Aos 6 anos de idade, Ana e um irmão foram inscritos num conservatório de música. O irmão acabou desistindo da carreira musical, enquanto a menina optava pela dança. Cinco anos depois, começava efetivamente a aprender balé, na academia de Leda Iuqui. “Devo muito a esta profissional, que me ensinou os primeiros passos”, agradece.

Daí para a frente, a carreira tomou impulso. Cursos foram se sucedendo, paralelamente aos estudos. Só não deu tempo para a faculdade: “Cheguei a iniciar o curso de Letras, mas precisei trancar por causa dos compromissos com a dança, principalmente no exterior”. Ainda assim, não falta no currículo de Ana Botafogo o diploma de curso superior: em 2009 ela concluiu a licenciatura em dança pela UniverCidade, no Rio.

A carreira profissional de Ana Botafogo começou na França, em 1975, ao vencer uma audição realizada pelo Ballet de Marselha. Ficou pela Europa, frequentando cursos e participando de festivais de dança. De volta ao Brasil, foi primeira bailarina do Guaíra, em Curitiba, e da Associação de Ballet do Rio de Janeiro, até ingressar, por concurso público, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, onde está há três décadas. De carreira, lá se vão 35 anos.

Cidade-símbolo da dança

“Estive em Joinville em várias vezes emblemáticas para mim, e hoje podemos considerá-la como a cidade-símbolo da dança no Brasil”, diz Ana Botafogo, emocionada ao receber o título de cidadã honorária. “Acompanho o Festival de Dança quase desde o início, e pude constatar o quanto o evento cresceu ao longo do tempo, graças à visão da Albertina”, afirma, referindo-se a Albertina Tuma, criadora do Festival quando diretora da Casa da Cultura.

Neste ano, Ana não esteve no festival, mas garante que estará presente no próximo, o trigésimo, em 2012. “Já recebi e aceitei o convite para o ano que vem. Quero estar mais presente a partir de agora, pois sou cidadã joinvilense.”

 

 

Arquivo Instituto Festival de Dança/Divulgação/ND
Históricas 1. Ana Botafogo dançando Giselle, na Companhia do Ballet do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, na abertura do 17º Festival de Dança de Joinville, em 1999;
Históricas 2. Ana Botafogo e Jair Moraes, em La Bayadére, também em 1987, no palco do Ivan Rodrigues

 

Publicidade

0 Comentários

Publicidade
Publicidade