Publicidade
Sexta-Feira, 18 de Janeiro de 2019
Descrição do tempo
  • 29º C
  • 24º C

Barbirotto deixou e levou saudade

Volta no tempo. Ex-goleiro revê Joinville e os antigos companheiros do JEC

Roberto Szabunia
Joinville
Carlos Junior/ND
Junto da rede. Barbirotto, que participou do encontro dos ex-jogadores do Joinville, em agosto, aguarda nova oportunidade para treinar goleiros

 

 

Em 1988, em sua segunda passagem pelo Joinville E. C., o goleiro Barbirotto aceitou um convite do então presidente do Bragantino, Nabi Abi Chedid, e foi para o interior paulista. Arrepende-se até hoje. “Chorei quando fui embora, pois aqui eu tinha boa estrutura, fiz amigos, a cidade era ótima. No Bragantino foi só ilusão, tanto que saí um mês depois”, conta o ex-goleiro, que matou a saudade da camisa do JEC e de antigos companheiros no mês passado, durante o terceiro encontro de ex-jogadores. Barbirotto jogou num dos gols nas partidas disputadas na Arena, enquanto na outra trave estava Walter Diab, outro ex-ídolo da torcida tricolor (Walter foi perfil na edição de 1º de setembro).
O nome de registro do ex-goleiro é Antonio Barbeirotti (um erro de cartório) Junior, paulistano, nascido em 1959. Filho de um boxeador e irmão de um jogador de basquete, Barbirotto morava perto do estádio do Palmeiras, time do coração de quase todos os descentes de italianos, assim como de sua família. E foi no time de futsal do Palmeiras que ele iniciou a carreira, aos 12 anos. Pouco tempo depois o pai de um amigo levou-o para um teste no dente-de-leite do São Paulo. Aprovado, foi campeão paulista da categoria, pegando até pênalti na final contra a Portuguesa.
Barbirotto foi ligado ao São Paulo durante muito tempo, mas sempre vivendo à sombra de craques como Valdir Peres e Toinho. Ele se lembra de sua estreia no time principal: “Eu era o quarto goleiro do elenco. Em 1981 tive minha chance quando o Valdir Peres estava na Seleção, o Toinho sofreu um estiramento e o terceiro goleiro, Moreira, pegou caxumba. O técnico Carlos Alberto Silva me deu a camisa 1 contra o 13, na Paraíba. Empatamos em 1 x 1”.

 

 

Arquivo Gazeta Esportiva/Divulgação/ND
O São Paulo em 1984. Em pé, a partir da esquerda: Dario Pereyra, Fonseca, Oscar, Barbirotto, Nelsinho e Márcio Araújo. Agachados: Geraldo, Casagrande, Careca, Pita e Sidney. Embaixo, no juvenil do São Paulo

 

 

 

Passei a vida no campo, e quero continuar enquanto tiver saúde e disposição para formar novos goleiros.

 

Dono de muitas camisas
Como não podia esperar que os demais goleiros fossem sempre convocados ou se contundissem, Barbirotto rodou o país defendendo várias camisas. Aos 18 anos disputou a Copa São Paulo Júnior pelo Goiânia. Depois foi vice-campeão goiano pelo time principal do Goiás. Em 1980, foi vice-campeão da divisão intermediária pelo Catanduvense. De volta ao São Paulo, Barbirotto foi campeão paulista de 1981, como reserva de Valdir Peres.
Passou ainda por Ferroviário do Ceará, América de São José do Rio Preto, Joinville em duas ocasiões – sempre disputando posição com Sílvio –, Bangu, Bragantino, Ponte Preta e Caxias-RS. Neste clube sofreu uma grave contusão, em 1990. Foi uma fratura no crânio, num choque contra um companheiro do próprio Caxias. Por isso, até hoje Barbirotto tem a parede craniana mais frágil. Depois de uma parada cardíaca e uma cirurgia ano passado, recuperou-se no Juventus paulistano. Foi para o 15 de Piracicaba e ainda disputou o Paulistão de 1993 pelo Noroeste, onde pendurou as chuteiras e passou a ser treinador de goleiros. Foi treinador do juvenil do Santos, do Otsuka e do Kashiwa Reysol, ambos do Japão, Juventude-RS, futebol coreano e São Caetano. “Fui campeão paulista de 2004 pelo São Caetano, com o Muricy Ramalho”, reforça. Até o ano passado, era treinador de goleiros do Atlético Mineiro.
Barbirotto chegou a administrar um restaurante no Guarujá, litoral paulista, mas prefere ficar no futebol, e atualmente aguarda convite para ser treinador de goleiros. “Passei a vida no campo, e quero continuar enquanto tiver saúde e disposição para formar novos goleiros”, finaliza.

Publicidade

0 Comentários

Publicidade
Publicidade