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Quinta-Feira, 20 de Setembro de 2018
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A solidariedade que embeleza

Fernando Fernandes e sua equipe dedicam um domingo por mês para cortar cabelos em entidades e instituições de Joinville

Redação ND
Joinville
Carlos Júnior/ND
Fernando desistiu da carreira de tecelão para aprender a manusear as tesouras

 

 

Para ajudar a família, aos 13 anos de idade Fernando Fernandes já estava trabalhando na linha de produção de uma tecelagem de Tubarão, sua terra natal. Movido pela vontade de prosperar, aos 19 anos foi tentar a sorte em Portugal, mas as coisas não deram certo. Em um ano, o melhor serviço que conseguiu foi o de lavador de pratos.

Desencantado, Fernando retornou a Tubarão, onde, no dia marcado para retornar ao antigo emprego de tecelão, não compareceu para trabalhar. De uma hora para outra, ele decidiu que iria aprender o ofício de cabeleireiro.  Por conta disso, Fernando foi a Florianópolis e se habilitou profissionalmente no Senac (Serviço Nacional do Comércio).

Diplomado, retornou então à Europa, onde fez cursos de especialização em Portugal e Espanha e se manteve trabalhando como cabeleireiro com atendimentos em domicílio. Transcorrido um ano, estava de volta ao Brasil, e foi quando escolheu Joinville para se estabelecer.

Dias depois da chegada, Fernando começou a trabalhar no conceituado salão de Cila Budal. Apesar de excelentemente ambientado, ele ficou por pouco tempo no local. Movido pelo desejo de ter seu próprio espaço, alugou um pequeno ambiente na rua Otto Pfützenreuter e meteu a cara no serviço. “Foi um começo difícil, tive de morar num lugar abafado, o sótão em cima do salão”, lembra o cabeleireiro.

O esforço compensou plenamente Fernando Fernandes. A clientela foi se multiplicando, e há dois anos conseguiu alugar uma casa espaçosa na rua Dona Francisca, 5.321 (junto à rotatória da Döhler), onde trabalha com uma equipe integrada por mais sete profissionais.

No salão de Fernando Fernandes são feitos atendimentos de corte de cabelo, maquiagem e estética. O serviço, quando solicitado, é feito também em domicílio e em hotéis. Em breve o cabeleireiro da rua Dona Francisca pretende oferecer atendimento diferenciado no segmento de produção de noivas.

Para atender à demanda da clientela, Fernando e equipe são obrigados a cumprir um expediente puxado. De segunda a sábado, as portas ficam abertas das 8 às 22h. “Só nos resta o domingo para descansar, mas isso não é problema; quando se faz o trabalho com paixão, as coisas fluem com a leveza de uma pluma e o tempo passa maravilhosamente”, afirma, bem-humorado.

Fernando Fernandes destaca que na verdade sua equipe dispõe só de três domingos ao mês para descansar. “Um deles é reservado para fazer atendimento em instituições como a casa da Mãe Abigail. Toda a equipe está engajada nessa empreitada, por entender que é importante fazer esse tipo de trabalho social.”

Nas incursões de solidariedade promovidas por Fernando e sua equipe, os visitados, além de ganhar uma repaginada visual, são são brindados com um farto café da tarde garantido por patrocinadores do projeto.

Com uma pontinha de orgulho, Fernando diz que hoje, graças a muitos cursos de especialização, de aluno virou professor de cabeleireiros. “Mediante o patrocínio de empresas de produtos de beleza, estou contribuindo para o aperfeiçoamento de expressivo número de colegas,” ressalta.

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