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Sexta-Feira, 16 de Novembro de 2018
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A sociedade da Grande Florianópolis, os eventos culturais e as tradições da região analisadas pelo experiente jornalista Marcos Cardoso.

  • Faixas de segurança: motoristas, pedestres e prefeitura ainda têm muito a melhorar

    Faixa 1

    Talvez a faixa de segurança mais aterradora de Florianópolis seja a pintada em frente ao ponto de ônibus da Penitenciária. O motorista que vai da Agronômica para o Centro tem ampla visão a metros dali, mas quem dirige no sentido contrário só vai descobrir se há gente na pista quando acaba uma curva acentuada, exatamente onde está a faixa. Como é bastante comum condutores virem em velocidade nada baixa, o risco de acidente é tão alto quanto o pavor do pedestre.

     

    Faixa 2

    É nítido que as mudanças implementadas há alguns meses no encontro das ruas Silva Jardim e Menino Deus com a avenida Mauro Ramos beneficiaram o fluxo de automóveis no acesso aos hospitais de Caridade e Baía Sul. Mas para o pedestre ficou difícil atravessar até a esquina do Instituto Estadual de Educação. A sensação de insegurança é enorme mesmo sobre a faixa, já que naquela via arterial, ainda mais com sinal intermitente, nem todo motorista respeita. Quem está a pé, e[...]

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  • Não adianta implantar projetos de humanização na cidade se os cidadãos não os respeitam

    Enquanto a Prefeitura desenterra o projeto de revitalização da rua Bocaiúva, na rua Felipe Schmidt o trecho entre as ruas Álvaro de Carvalho e Sete de Setembro ganhou uma vistosa faixa amarelo mostarda no meio com as figuras de motos pintadas de um lado e de bonecos do outro. Com o espaço delimitado para motociclistas e pedestres, ficou mais seguro. Medida simples para evitar aquele trânsito semelhante ao da Índia, ainda mais quando junta caminhão. Basta respeitar.

    A inciativa integra o programa Cidade para as Pessoas, que visa ampliar e qualificar espaços públicos para pedestres. Espera-se que ao menos amenize uma questão antiga e urgente: a Capital tem calçadas estreitas, algumas com pouco mais de um metro de largura e sobre as quais se espremem pessoas, postes, placas, plantas, lixeiras, orelhões, bancos, mesas de bares, vendedores de toda a sorte. Tudo agravado por buracos e carros estacionados onde não devem.

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  • Não adianta humanizar vias públicas se não há respeito entre motoristas e pedestres

    Em uma cidade de mobilidade difícil, alta proporção de carros por habitante e falta de vagas para estacionar, como Florianópolis, é um desafio humanizar os espaços públicos para que o pedestre não fique em desvantagem, ao contrário, tenha prioridade. A rua Vidal Ramos e o trecho da Trajano compreendido entre a primeira e a Tenente Silveira, são exemplos de como o planejamento pode equilibrar a convivência harmoniosa de pessoas e motorizados, desde que se respeite as regras. É inadmissível um automóvel inteiro parado em cima da calçada, cena recorrente ali até em horário comercial. Pior: o condutor, geralmente, é o próprio lojista que tanto pediu mudanças.