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Segunda-Feira, 19 de Novembro de 2018
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A sociedade da Grande Florianópolis, os eventos culturais e as tradições da região analisadas pelo experiente jornalista Marcos Cardoso.

Faixas de segurança: motoristas, pedestres e prefeitura ainda têm muito a melhorar

Marcos Cardoso

Faixa 1

Talvez a faixa de segurança mais aterradora de Florianópolis seja a pintada em frente ao ponto de ônibus da Penitenciária. O motorista que vai da Agronômica para o Centro tem ampla visão a metros dali, mas quem dirige no sentido contrário só vai descobrir se há gente na pista quando acaba uma curva acentuada, exatamente onde está a faixa. Como é bastante comum condutores virem em velocidade nada baixa, o risco de acidente é tão alto quanto o pavor do pedestre.

 

Faixa 2

É nítido que as mudanças implementadas há alguns meses no encontro das ruas Silva Jardim e Menino Deus com a avenida Mauro Ramos beneficiaram o fluxo de automóveis no acesso aos hospitais de Caridade e Baía Sul. Mas para o pedestre ficou difícil atravessar até a esquina do Instituto Estadual de Educação. A sensação de insegurança é enorme mesmo sobre a faixa, já que naquela via arterial, ainda mais com sinal intermitente, nem todo motorista respeita. Quem está a pé, e confuso, também não.

 

Faixa 3

O escritor Mário Prata, quando veio morar na Ilha no início dos anos 2000, comentou em uma publicação nacional algo corriqueiro por aqui e que nunca alguém havia chamado a atenção: até cachorros usam a faixa de segurança para cruzar a rua. No campus da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), onde a direção consciente é realidade, é comum ver os patudos na calçada olhando para os dois lados até um gentil motorista esperar a travessia.

 

Faixa 4

Cruzamento das ruas Anita Garibaldi e Saldanha Marinho, Centro, Florianópolis: o homem grisalho atravessa de uma esquina à outra em diagonal. Levanta o polegar agradecido aos motoristas das duas vias, que o esperam pacientemente concluir o percurso sem pressa e sem o bom-senso que as faixas de segurança tentam, fraquinhas, lembrá-lo de usar. São poucos minutos, mas que somados a todo o tempo perdido sem necessidade explicam muito do trânsito na cidade.

 

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