Publicidade
Domingo, 16 de Dezembro de 2018
Descrição do tempo
  • 31º C
  • 23º C

O dia-a-dia de Joinville e região contado por Luiz Veríssimo.

Joinville 160 anos – o ribeirão Mathias faz parte da história

Luiz Veríssimo

Ele virou manchete na imprensa em função do acidente do caminhão da prefeitura na Praça Dario Salles, mas o ribeirão Mathias faz parte da história de Joinville. Invisível, ele passa também pela rua Otto Boehm, Shopping Mueller, rua Nove de Março e praça Dario Salles até desaguar no Rio Cachoeira. Até a administração Freitag, uma equipe da secretaria de obras limpava regularmente seu leito usando uma canoa para entrar no canal. Em 1867, o Mathiasbach foi acusado de ser o responsável por uma intoxicação intestinal que deu muito trabalho ao dr. Hentschel. Como não havia rede de água, os joinvilenses utilizavam as águas do ribeirão Mathias para beber, cozinhar e lavar roupa. Em função da intoxicação, o governo da Colônia baixou uma norma que deveria ser respeitada até os dias atuais: “fica proibido, terminantemente, a descarga de lixo, detritos ou líquidos de esgoto (urina) no Mathiasbach”. Semanas depois, registra Carlos Ficker (História de Joinville), a imprensa destacava a retirada de um porco e um cachorro do Ribeirão Mathias, em adiantado estado de decomposição, 

A ponte
A primeira indicação feita pelo vereador Carlito Merss, no começo de 1993, foi a construção de uma ponte na rua dos Aimorés, bairro Petrópolis. O tempo passou e a ponte não foi feita. Dentro de algumas semanas (sempre na dependência da chuva) ele vai inaugurar a tão falada ponte. Falta só aterrar as extremidades, pois ela já está toda concretada.

Morro do Amaral
A Secretaria Regional do Paranaguamirim e a Seinfra iniciaram esta semana uma antiga reivindicação dos moradores do Morro do Amaral. Na verdade, o problema existe desde que o então prefeito Pedro Ivo construiu o acesso àquela localidade (antes para chegar lá só de barco). Quando a maré sobe muito, o que não é raro, a água invade a pista e nem ônibus consegue passar. A Prefeitura começou esta semana a elevar o nível da estrada.

O partido do vice
Desde o início da atual administração, o PR tem sido o “primo pobre” em termos de cargos, mesmo sendo o partido do vice-prefeito Ingo Butske. Agora, com a saída do PMDB, o PR está tentando aumentar seus espaços. Nesta segunda-feira, Carlito Merss garantiu à coluna que tudo vai depender da posse de Adalto Moreira no lugar de Sidney Sabel. Apesar de ser do PPS, Adalto (1.390 votos) é ligado ao grupo de José Carlos Vieira do PR.

Disputa
Sandro Silva renunciou para poder assumir a presidência do Deter. Sidney Sabel (2.586 votos) deixou de ser suplente e herdou o mandato. Se ele retornar à secretaria distrital de Pirabeiraba, que é sua vontade, assume compulsoriamente o primeiro suplente José Cardozo ((2.576 votos), um oposicionista declarado.

Dança da cadeira
Só que “Cardozinho” retorna em breve à gerência regional da Fatma em Joinville e cederia a vez para Adalto Moreira (1.390 votos). Se ele não ceder a vaga, Sabel ameaça não retornar à Pirabeiraba, exercendo o seu mandato até o final. Resumo: ou assume um oposicionista (Cardozo) ou um situacionista (Adalto).

Acordo
Atánasio Pereira não será mantido na presidência da Companhia Águas de Joinville, mesmo com sua desfiliação do PMDB. Na reunião com os vereadores e executiva do partido, o prefeito prometeu não “cooptar” ninguém, ou seja, não manteria os peemedebistas nos principais cargos.

Frase
“Joinville mostrou que o Carnaval pode vir com tudo. Nem a chuva tira o brilho da festa. Está tudo muito bonito”. Iara Silva, professora, ao ND durante o desfile de Carnaval sábado à noite.

Publicidade
Publicidade
Publicidade