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Segunda-Feira, 19 de Novembro de 2018
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O dia-a-dia de Joinville e região contado por Luiz Veríssimo.

A derrota do PSDB na eleição pela presidência da Câmara de Joinville

Luiz Veríssimo

Maurício Peixer dormiu presidente e acordou derrotado. Ele era o favorito até poucas horas antes da votação de quarta-feira, mas deixou escapar a vitória porque fez um acordo com o bloco PT, PMDB, PDT e PP e depois voltou atrás para negociar e tentar reunificar o G10 (grupo que elegeu Sandro Silva). Numa manobra de bastidores na ultima hora, Odir Nunes (DEM) conseguiu atrair os votos dos governistas e finalmente presidirá a Câmara de Vereadores de Joinville, onde está desde 1993. O G10 ficou reduzido pela metade e isolou a bancada do PSDB, a grande derrotada na eleição de quarta. Maurício Peixer se ausentou do plenário quando Odir Nunes foi declarar seu voto no microfone e não retornou.

Governabilidade
Pelo acordo firmado com o vereador mais oposicionista nestes dois primeiros anos de administração, os governistas ficarão com as duas principais comissões técnicas (Justiça e Finanças), a vice-presidência e primeira-secretaria. “Votamos (bancada do PT) no Odir Nunes pela governabilidade”, justificou o líder do governo, Manoel Francisco Bento.

Vitória
O resultado da eleição acabou favorecendo o prefeito Carlito Merss. Se não venceu, pelo menos conseguiu algo importante na política: dividir o adversário. Além disso, depois da derrota, dois vereadores tucanos revelaram que a partir de agora serão “independentes”, desculpa oficial para votar com o bloco governista.

Zilnete
Já com a eleição definida antes do início da votação nominal, o voto mais esperado era a vereadora Zilnete Nunes (PP). Ela estava na composição com a chapa de Maurício Peixer, já que os “governistas” o apoiavam. Com o novo acordo, Zilnete contrariou uma decisão do diretório de seu partido e não votou junto com o PT, PDT e PMDB, mesmo recebido ofício com ameaças.

Laboratório
Desde 2008, todos os exames em animais com suspeitas de raiva em Santa Catarina são encaminhados para um laboratório do Paraná. Por questões de espaço, o laboratório instalado pela Cidasc (em convênio com o Ministério da Agricultura) em São José foi desativado. Na próxima segunda-feira (20) pela manhã, Santa Catarina vai contar novamente com este laboratório de diagnóstico de raiva, agora funcionando em Joinville, mais exatamente no prédio do antigo CDB (Centro de Biotecnologia) em Pirabeiraba.

Amostras
O gerente regional da Cidasc, engenheiro Fernando Rothbarth, lembra que uma norma federal obriga todos os municípios a enviarem uma amostra de cachorros mortos (antes a cabeça e agora só parte do cérebro) para serem analisadas em laboratórios de diagnóstico de raiva. Como será o único em Santa Catarina, este de Joinville deverá receber quatro mil amostras por ano.

Cruzeiros
Os brasileiros, em particular os catarinenses, parecem que estão descobrindo os cruzeiros marítimos de curta duração. Quarta-feira, a agência joinvilense RG Viagens recebeu de uma operadora uma promoção de um cruzeiro de quatro dias, partindo de São Francisco do Sul. Pouco mais de 10 minutos depois de receber o e-mail, todas as cabines já estavam vendidas.

Frase
“Vim para esta Casa só com este terço no bolso e com eles vazios. Se tivesse vindo com eles cheio de dinheiro, eu seria o presidente”. Frase do vereador Maurício Peixer (PSDB), candidato derrotado, ao justificar seu voto de abstenção.

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