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Todas as novidades do Carnaval de Floripa: as festas programadas, bastidores e o aquecimento dos tamborins até o grande dia da festa!

Atual campeã do Carnaval, Unidos da Coloninha surgiu como bloco mirim em 1962

Um dos fundadores da agremiação, Natalício Sizenando da Cunha, relembra a história da única escola do Continente que ainda está ativa

Felipe Alves
12/01/2018 15h31

Os amigos Natalício Sizenando da Cunha, 90, e Salos Miranda, 69, viveram os primeiros anos da criação da escola de samba Unidos da Coloninha, na década de 1960. Entre uma memória e outra, eles lembram com saudade da alegria, da emoção e do suor da construção da única escola do Continente que está de pé até hoje.

Natalício Sizenando Cunha e Salos Miranda viveram o início da escola de samba Unidos da Coloninha - Marco Santiago/ND
Natalício Sizenando Cunha e Salos Miranda viveram o início da escola de samba Unidos da Coloninha - Marco Santiago/ND

Com os irmãos, cunhado e amigos, Natalício Sizenando da Cunha decidiu criar um bloco mirim de Carnaval em 1962. “Eu trabalhava numa firma que tinha barricas e levava elas pra fazer surdo pra gurizada. Desfilamos por três anos na Praça 15 de Novembro como bloco mirim”, relembra ele. Nesta mesma época, Salos Miranda criou um time de futebol com os amigos e, quando o time se desfez, eles decidiram apostar em um outro tipo de diversão para passar o tempo.

“A gente pegava lata de azeite de 18 litros e lata de tinta e ficava em frente a um poste fazendo barulho”, diz ele, que participou dos primeiros desfiles na Praça 15. Estava formada ali a Unidos da Colinha.

Com a criação do bloco, o grupo começou a se organizar cada vez mais. Nesta época, Natalício trabalhava como caminhoneiro e emprestava sua casa para que a diretoria fizesse toda a organização do bloco. “O QG da escola era aqui na minha casa. Eles guardavam instrumentos aqui, recebiam as pessoas e faziam tudo”, afirma ele. Natural de Biguaçu, Natalício viveu praticamente toda a vida na Coloninha, onde criou os filhos e ajudou a dar visibilidade para a comunidade com a criação da escola de samba.

Natalício conta que um dos fundadores da Unidos da Coloninha, Santos Leal, trouxe da sua antiga agremiação, a Protegidos da Princesa, os conhecimentos necessários pra administrar a escola. Depois de desfilar nos primeiros anos, a Coloninha ficou 19 anos parada, mas ressurgiu em 1983. “Aí a Unidos da Coloninha explodiu como escola, evoluiu até o Estreito e ajudou a mudar a imagem do bairro”, afirma Salos.

Memórias de um mestre-sala

Enquanto Natalício esteve envolvido mais com a diretoria da Coloninha, Salos passou por diversas áreas da escola. Ele tocou bateria, participou da ala de frente e foi mestre-sala da escola em 1984, quando a Coloninha levou seu primeiro título como campeã. “O mestre Dica (Adir Manoel da Cunha) já sabia que eu tinha umas qualidades no pé e disse que eu ia ser um mestre-sala. Mas eu disse que não queria, por que o meu negócio era a bateria. Eu nem sabia o que era mestre-sala”, lembra ele, que depois convenceu-se a fazer par com a porta-bandeira.

Entre momentos de altos e baixos, que todas escolas vivenciam, Salos lembra com carinho dos momentos de alegria que viveu com a Coloninha. “Na hora que a escola é campeã o coração explode. Qualquer ano é ano. É muita emoção que sai do interior”, diz ele, que hoje vê a sobrinha, Carol Miranda, seguir seus passos, como primeira porta-bandeira da Coloninha.  

>> Confira a entrevista em vídeo com Natalício e Salos

>> Confira a área especial com todas as informações do Carnaval 2018 

Localidade: Coloninha, Florianópolis

Fundação: 10 de janeiro de 1962

Cores: azul, verde e branco

Títulos: nove títulos no Grupo Especial

Ensaios: segundas, quintas e sábados, ao lado do estádio Orlando Scarpelli, no Estreito

Enredo 2018: “Tecnópolis - O passaporte de Floripa para o futuro” – As incríveis descobertas do mundo tecnológico estarão na Nego Quirido. A Coloninha vai contar a história e a evolução da tecnologia, além de destacar o perfil inovador e econômico de Florianópolis relacionado à tecnologia.

 

Samba-enredo

Compositores: Rafael Leandro, Marçal Santini, Anderson Ávila e Alan Cardoso

 

Voar, por onde a inteligência se revela

Buscar, na imensidão da mente poder viajar

O homem desafia o poder na criação

Sonhando e acelerando a evolução

Girando as engrenagens do mundo

Facilitando o nosso viver

A cada experimento um algo novo

No despertar de um grande amanhecer

Fazendo assim, a ciência revolucionar

E suas mãos podendo controlar

O caminhar de toda humanidade

 

O astral contagia

Batucada arrepia

E pulsa nas batidas do meu coração

A força do samba que corre nas veias

O povo cantando incendeia 

Levanta a poeira do chão

 

Unidos na rota da inovação

Ideias brilhantes conquistam poder

Nos levam a crer que

Um toque no botão tudo pode mudar

Para o mal ou para o bem

Por gerações missões que tentam desbravar

Pra conquistar o universo e seus mistérios revelar

Vou lhe entregar

O passaporte da alegria

Pra ilha da tecnologia

Mostrar seu Carnaval na era digital

 

Coloninha  a gigante que chegou

Vem com gente que a festa começou

O meu maior prazer é ver você brilhar 

Eu nasci pra te amar

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