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A relação espiritual e de fé com o manjericão é destaque no desfile da Copa Lord

Escola do Monte Serrat entra na avenida com dois carros alegóricos e 22 alas

Felipe Alves
11/02/2018 02h28

Quarta escola a entrar na avenida, às 2h45 de domingo, a Embaixada Copa Lord conta a história do manjericão. Uma planta de múltiplos usos e que une diferentes culturas através dos tempos, o manjericão tem uso não apenas culinário, mas principalmente relacionado à fé de diferentes povos. Com o tempo, o uso da planta se transformou. Mas uma essência se manteve intacta: a ligação do manjericão com a fé e a renovação espiritual. Sua história envolve reis, santos, mitos e crenças. A escola desfila com dois carros alegóricos, um quadripé e 22 alas com o enredo “Manjericão – Um banho de fé.

Ensaio técnico de Embaixada Copa Lord na Nego Quirido em 2018 - Rony Costa/ND
Ensaio técnico de Embaixada Copa Lord na Nego Quirido em 2018 - Rony Costa/ND


A comissão de frente da Copa Lord representa criaturas fantásticas das profundezas do oceano, a partir de histórias hindus antigas que contavam que, com o batimento deste oceano, nasceu Vrinda Devi, que se tornou o manjericão sagrado. “Esse enredo busca um pouco do lado místico e de certa africanidade que a Copa Lord gosta muito. Mostramos o uso do manjericão desde a Índia, como planta purificadora, passando por vários povos, épocas e significados”, explica William Tadeu, carnavalesco e um dos autores do enredo.

Cada época em que o manjericão teve grande significado está bem demarcado nas alas e carros alegóricos. O primeiro carro resgata o nascimento do manjericão na Índia, a partir da deusa Vrinda Devi e da mitologia indiana. O segundo carro foca no uso do manjericão nos rituais afrobrasileiros. “Deixamos o significado do manjericão bem claro em cada povo. Com os egípcios, por exemplo, a planta era usada no processo de mumificação. Na Macedônia, o manjericão era usado como simbolismo de reis e coroas como símbolo do império”, afirma o carnavalesco.

Confira a transmissão ao vivo na RICTV Record:

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Ficha técnica

Localidade: Mont Serrat (Morro da Caixa), Florianópolis

Fundação: 25 de fevereiro de 1955

Cores: amarelo, vermelho e branco

Títulos: 19 títulos no Grupo Especial

 

Samba-enredo

Compositores: Barão, Fred Inspiração, Jean Leiria, Nellipe e Willian Tadeu

 

Do imenso oceano de leite

Insano deleite ao paladar

Entrelaçado em madeixas, se fez a magia

Aroma que deixa um quê de poesia na cultura milenar

Desperta o sonho da eternidade

Com seu poder de majestade

Simboliza o ódio e o amor

Sagrado destino

Guiou seu caminho aos pés do Senhor

 

Ê MANJERICÃO, VELHO FEITICEIRO

O SABOR DO TEU TEMPERO DEU O QUE FALAR

LEVANTA ESSA TAÇA PRA DAR A RESPOSTA

VOAR “DO JEITO QUE A BRUXA GOSTA”

 

Um cheiro tão bom na brisa do mar

Leva meu samba a navegar

Perfuma a canção, dói no coração

Viola é que me faz chorar

 

PRA VENCER TODOS OS PRANTOS, CLAREIA!

FEITO O GOSTO DA PAIXÃO, INCENDEIA!

FIRMA O PONTO, MANDINGUEIRO

LAVA A ALMA NO TERREIRO

COMO MANDA A “GUERREIRA”

 

Ôôô... baiana e porta-bandeira

Ôôô... mãe de santo e rezadeira

Girando em um mesmo ritual

Derramando axé no carnaval

 

DANDO UM BANHO DE FÉ, EU LEVANTO POEIRA

MEU MORRO DA CAIXA NÃO É BRINCADEIRA

DANDO UM BANHO DE AMOR, A AVENIDA SACODE

É COPA LORD, É! É COPA LORD!

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