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Domingo, 20 de Janeiro de 2019
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Leandro Mazzini é jornalista, escritor e pós-graduado em Ciência Política pela UnB. Iniciou carreira em 1994, e passou pelo Jornal do Brasil, Gazeta Mercantil, Correio do Brasil, Agência Rio entre outros. O blog é editado por Mazzini com colaboração de Walmor Parente e equipe de Brasília, Recife e São Paulo.

  • Rombo da Previdência deve fechar 2019 em R$ 210 bi

    O rombo no Regime Geral de Previdência Social (RGPS) deve fechar 2019 em mais de R$ 210 bilhões. Em 2017, o déficit havia sido de R$ 182,4 bilhões e, nos doze meses até novembro de 2018, acumula R$ 196,0 bilhões. Se a previsão para 2019 for confirmada, será um aumento próximo a 11% em apenas um ano.

     

    Os dados constam no relatório de acompanhamento fiscal produzido mensalmente pelo Instituto Fiscal Independente (IFI), vinculado ao Senado Federal. A retomada da atividade econômica, de acordo com o documento, “ainda é gradual”.

     

    Para os regimes de previdência dos servidores públicos, a previsão de déficit “é elevada”. Entre os servidores civis, o déficit esperado é de R$ 44,3 bilhões, ou 0,6% do PIB. Entre os militares, o resultado negativo é de R$ 43,2 bilhões, ou 0,6% do PIB.

     

    O relatório fiscal frisa que essa é a fatura a ser financiada por receitas não previdenciárias, “impossibilitando o seu uso em outros serviços públicos[...]

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  • Apoio do PCdoB a Maia deixa militantes insatisfeitos

    O indicativo do PCdoB de apoio à reeleição do democrata Rodrigo Maia (RJ) para a presidência da Câmara irritou militantes do partido Brasil afora e desgastou de vez a relação com o Partido dos Trabalhadores (PT), aliado histórico.

     

    Além do PCdoB e PSL, partido do presidente Jair Bolsonaro, 11 bancadas que somam mais de 300 deputados embarcaram na campanha de Maia. Para o ex-ministro da Justiça do governo Lula, Tarso Genro (PT-RS), o apoio do PCdoB favorece Bolsonaro e “não a união democrática”.

     

    Tarso Genro diz não ter visto “argumento consistente” na nota do também ex-ministro do governo Lula e líder do PCdoB, Orlando Silva (SP): “PCdoB erra gravemente”. No comunicado, Silva diz que o objetivo (com o apoio a Maia) dos comunistas é criar “as melhores condições possíveis para que a oposição exerça a resistência democrática”.

     

    O PDT, partido do candidato derrotado à Presidência Ciro Gomes, também anunciou apoio a Maia. O[...]

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  • Posse pode aumentar mortes no Brasil, diz estudioso

    O decreto que facilita a posse de armas de fogo, assinado pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL), não define regras claras de fiscalização e, sob a perspectiva de políticas públicas, tende, “incontestavelmente”, a aumentar o número de mortes no Brasil.

     

    A avaliação é do presidente do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Renato Sérgio de Lima. Pelas novas regras, cidadãos brasileiros com mais de 25 anos poderão comprar até quatro armas de fogo para guardar em casa. À Coluna, Renato pontua que “o decreto é uma tentativa formal ‘normativa’ de burlar o espírito da lei”.

     

    O presidente do Fórum de Segurança diz que, para cumprir a promessa de campanha, o Governo tirou o debate do plano do Congresso Nacional onde “vários projetos sobre o assunto tramitam”.

     

    Renato posiciona ainda que as polícias não têm capacidade de fiscalizar a obrigatoriedade, prevista no decreto, de um cofre ou armazenamento seguro em residências onde há[...]

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  • Trabalhadores rurais entram na mira do combate a fraudes na Previdência

    Nos últimos quatro anos, foram cancelados mais de 45 mil benefícios irregulares

     

    Entre os alvos do pente-fino da Medida Provisória de combate às fraudes na Previdência, que será assinada pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL), estão os sindicatos de trabalhadores rurais. Atualmente, essas entidades, conveniadas ao INSS, emitem declarações para atestar atividade no campo e intermediar a concessão de aposentadoria rural. A equipe econômica do presidente Bolsonaro (PSL) conclui o texto da MP após analisar estatísticas da Secretaria da Previdência que mostram que, nos últimos quatro anos, foram cancelados mais de 45 mil benefícios (aposentadorias rurais) irregulares.

     

    Além das aposentadorias rurais, o Governo pretende auditar 2 milhões de benefícios que têm algum indício de ilicitude. Pela projeção da equipe econômica, o pente-fino irá gerar uma economia entre R$ 17 bilhões e R$ 20 bilhões por ano. A conferir.

    PT aposta na reversão de decisão da[...]

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