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Vinho sem frescura: conheça o bar de Floripa que quer desmistificar a bebida

O Vie Vin tem pouco mais de um ano e harmoniza o cardápio sem forçar o paladar do cliente

Karin Barros
Florianópolis
09/09/2016 às 10H42

Com o intuito de desmistificar o consumo do vinho, os sócios no amor e nos negócios Guilherme Lourenço Caldeira e Silvia Moraes Mota Lima, chegaram a Florianópolis e abriram o Vie Vin – Vinho & Cultura, no bairro Santa Mônica, há 1 ano e três meses. Eles tentam mudar o conceito de que para beber vinho é preciso estar de “terno e gravata” ao som de uma música refinada, mas que sim no meio da galera ao som de um DJ, numa pista de dança. 

Os dois são publicitários e moravam no Rio de Janeiro, trabalhando até 16 horas por dia. “No início foi literalmente aquela brincadeira ‘vamos parar tudo e abrir um bar em uma ilha’, e foi isso que a gente fez”, brinca Guilherme, 35.

O bar em Florianópolis celebra a cultura do vinho - Bruno Ropelato/ND
O bar em Florianópolis celebra a cultura do vinho - Bruno Ropelato/ND



O conceito do Vie Vin veio de uma viagem que o casal fez à França, visitando pubs e bares de vinhos, buscando referências para abrasileirar em Florianópolis algo compatível com o mercado e com o que tinham em mente. O ambiente tem luz baixa, paredes escuras, poltronas grandes e confortáveis, um mezanino para quem prefere o estilo de bar tradicional com mesas, e uma cozinha onde absolutamente tudo que é feito pode ser visto pelo cliente. 

A ideia, segundo Guilherme, sempre foi misturar vinho e cultura, trazendo nas quintas-feiras o jazz, com Cássio Moura, na sexta, blues e rock, com Fábio Franchini, e aos sábado o músico John Quint com o pop rock. No momento, o bar de vinhos passa por uma transição, com projetos em parceria com uma vinícola de Portugal, a Vale da Aldeia. A ideia é estrear também um menu com drinks que envolvam vinhos, espumantes e proseccos, além de passar a servir cervejas artesanais com rótulos não comerciais. A festa deve acontecer no segundo semestre de setembro. 

A carta de vinhos do local começou com 75 rótulos de 17 países, com preços de R$ 60 a R$ 600. Hoje, a estratégia está mudando, e o intuito é ter mais qualidade (o que não quer dizer alto custo na garrafa) e ter exclusividade com vinícolas com produção pequena, e que muitas vezes não estão no mercado ou em uma grande importadora. “Quem gosta de vinho, gosta de novidade”, afirma o sócio. Hoje, o público da casa gira entre 30 a 50 anos de idade, sendo 75% mulheres.

Chefe nômade

O cardápio do Vie Vin tem no máximo dez pratos, e não tem regras de cardápio do dia ou da semana. A harmonização surge no momento do pedido do cliente. “Não queremos que o vinho se torne uma coisa chata, cuidamos apenas para a garrafa não perder o aroma e sabor com prato, mas quase todos harmonizam com os rótulos da casa”, pontua Guilherme. 

Entre os pratos sugeridos pela chefe Rejane Werlang, 57, sendo 35 anos de experiência gastronômica no mundo, estão o crepe de ziban, de R$ 25, uma releitura da quesadilla mexicana, com presunto parma e queijo gruyère, e o risoto de camarão. O prato serve uma pessoa, e leva curry thailandês e leite de coco, sendo forte sem ser agressivo, e custa R$ 32. 

Rejane já passou por cozinhas da França, onde se formou na cozinha vegetariana e macrobiótica e ingressou na hotelaria como chefe executiva, morando em países, como Argélia, Dubai, Portugal e Bélgica. Há seis anos em Florianópolis, a gaúcha define sua comida como uma “mescla de toda minha vivência gastronômica através do mundo”. “Seria uma heresia da minha parte fazer o que todo mundo faz tendo a bagagem que eu tenho”, resume ela. 

Onde tomar vinho em Floripa

O quê: Vie Vin – Vinho & Cultura
Onde: avenida Madre Benvenuta, 1.157, Santa Mônica, Fpolis
Quando: de terça a sábado, das 18h30 à 1h

O quê: Carvalho Francês
Onde: rod. SC-401, 7.563, Santo Antônio de Lisboa, Fpolis

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