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Videomaker de moda fala sobre virada como autônomo e o trabalho internacional

Rafael Edison é natural de São José e em dois anos já passou por Paris, Miami, Grécia e Rússia a trabalho

Karin Barros
Florianópolis
06/07/2018 às 17H43

Trabalhar como autônomo, ganhando o próprio dinheiro sem depender de ninguém nem dever satisfações, parece o sonho de muita gente. Alguns conseguem realizar, outros não. Os motivos são diversos, desde não conseguir se estabilizar, não manter contratos por longo prazo ou até investimentos sem retorno rápido.

Rafael Edison trabalha com grandes marcas de moda e já fez vídeos em diversos países, como a Rússia, país que acaba de voltar  - Daniel Queiroz/ND
Rafael Edison trabalha com grandes marcas de moda e já fez vídeos em diversos países, como a Rússia, país que acaba de voltar - Daniel Queiroz/ND


Rafael Edison resolveu abraçar a vida de autônomo trabalhando com vídeos de moda há dois anos, depois de seis em uma empresa particular de comunicação. Natural de São José e hoje com 27 anos, no primeiro mês, ele já ganhava dez vezes mais em relação ao salário como editor de TV. O chute pareceu certeiro, mas nunca foi fácil.

Rafael iniciou no mundo das imagens aos 17 anos como fotógrafo de books e casamentos. Depois de um vídeo para a ONG do próprio pai – o Abraço Grátis, que já tem mais de 218 mil visualizações – foi convidado para trabalhar com televisão. Por lá fez diversas campanhas e aprendeu a lidar com a pressão e a correria do mundo do jornalismo diário.

O universo dos vídeos passou a ser o seu também, e com isso Rafael quis ir além e trabalhar com moda, a área que encontrou mais afinidade no estilo criativo e de trabalho. “Tive muito medo de sair da TV, porque sabia que lá era garantido. Mas conversei com várias pessoas que me disseram que a hora que eu me dedicasse a algo que fosse só meu não tinha como dar errado”, diz o profissional, que dará um workshop em agosto de como transformar o hobby em renda e também sobre câmera e direção de modelos.

Ele iniciou com marcas locais, como a Liverpool e a Korova, ainda conciliando com o trabalho com TV, e hoje atende outros grandes nomes catarinenses que se transformaram em nacionais e até internacionais, como Lança Perfume (Criciúma), Colcci (Brusque), Havan (Brusque), Bana Bana (Alto Vale do Itajaí) e Labellamafia (Palhoça). “Eu achava que trabalhava muito na TV, mas hoje trabalho 20 vezes mais, meu celular não para, mas é o meu negócio. Não tenho estabilidade, mas isso ao mesmo tempo é uma gasolina, porque tenho que trabalhar cada vez mais para garantir”, reflete Rafael, que atendeu 24 marcas diferentes só em 2017.

Padrão internacional

Pelas lentes do diretor e videomaker já passaram modelos como Renata Kuerten, Marina Ruy Barbosa e Yasmin Brunet. Essa última foi sua primeira campanha como autônomo, e ela aconteceu em Nova York. O profissional lembra que no dia estava nervoso, ainda não sabia como lidar sozinho com a situação, em um país que não dominava a língua e com uma estrela das passarelas como Yasmin. “Quando eu fui, eu sabia que o trabalho era mais psicológico, porque eu domino totalmente a técnica. Eu não podia trazer um material que para mim estava bom, mas para eles podia não estar no nível. É um passo a mais ou cinco para trás se eu errasse”, lembra Rafael.

Além de Nova York, Rafael já passou a trabalho por Miami, Paris e Grécia. Sua última viagem foi para a atual sede da Copa, a Rússia, de onde voltou no início desta semana depois de 23 dias trabalhando 18 horas por dia. No Brasil, Rafael trabalha com normalmente sete assistentes freelancers, mas dirige e filma 90% dos trabalhos. Da Rússia, um deles o ajudava em Santa Catarina.

Inspiração para todos

Há um ano, Rafael vinha pensando em dividir essa experiência com vídeos de moda e todo esse mundo criativo com os outros, principalmente porque em suas redes sociais diversas pessoas mandam perguntas ou mensagens falando que se inspiram em seu trabalho. “Eu nunca quis fazer workshop. Eu sempre achei que ainda não tinha bagagem, e talvez ainda ache isso, mas eu respondo umas 20 mensagens por dia no Instagram sobre coisas que podiam ser ditas em um workshop”, afirma.

O curso, que ocorre em agosto em Florianópolis (11), no Rio de Janeiro (18) e São Paulo (25), teve as 90 vagas esgotadas em apenas seis horas. Nele, Rafael vai passar um dia inteiro contando como conseguiu transformar seu hobby em algo rentável, como faz a captação de clientes, como os mantêm se vale a pena fazer parceria com marcas e como funciona sua equipe. Além disso, o videomaker vai falar sobre técnicas com a câmera e como dirigir as modelos nos vídeos.

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