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Segunda-Feira, 22 de Outubro de 2018
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Vida conturbada de artista de Los Angeles é tema do novo documentário de Juliana Sakae

Jornalista formada pela UFSC, Juliana foi estudar cinema na cidade americana e está em processo de pós-produção de seu filme

Juliete Lunkes
Florianópolis
Pedro Santos/Divulgação/ND
Tiphanie Brooke é a personagem de "Antigirl" 

 

Quando a cineasta Juliana Sakae se deparou com uma das obras da artista Tiphanie Brooke nas ruas de Los Angeles, a contemplação logo deu lugar a uma identificação imediata. O coração gigante com as palavras “love life” grafadas bem no meio significavam muito mais do que os olhos podiam compreender: ele havia sido feito para o pai da artista, que morrera de câncer, mesma doença que um ano antes havia feito Juliana perder a mãe. A complicada história de vida de Tiphanie – que começa com problemas durante a infância, na escola, passando pela descoberta da homossexualidade da mãe, anos antes da morte de pai, e que culmina em uma total falta de perspectiva de vida – virou, sob a ótica da cineasta, o documentário “Antigirl”, que deve ser lançado em setembro.

Formada em jornalismo pela UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), Juliana trabalhou em Florianópolis durante dois anos com um único objetivo: juntar dinheiro para estudar documentário e roteiro em Los Angeles. O esforço deu certo e em 2012, ao lado do namorado Pedro Santos, ela embarcou para a cidade californiana, ingressou na New York Film Academy e conquistou um bom networking, que agora faz parte da equipe de “Antigirl”, quinto documentário dirigido por ela.

“Com ‘Antigirl’ tudo aconteceu muito rápido. Quando conheci a Tiphanie vi que a oportunidade estava na minha frente. Ela estava de férias e naquele período faria vários projetos interessantes, então tudo o que eu precisava era unir a equipe e segui-la”, lembra a diretora.

O trabalho conta com profissionais de vários países – incluindo Pedro no roteiro e edição de som – e foi produzido basicamente com recursos próprios. Agora, para a finalização e inscrição em festivais, Juliana abriu um crowdfunding, que semanas antes do prazo de encerramento, no próximo dia 21, já havia ultrapassado o valor mínimo que ela precisava. “Já conseguimos levantar os fundos que pagaram parte das despesas de produção e para submetê-lo a festivais em setembro. Agora estamos juntando dinheiro para incluir uma animação 2D no documentário.”, explica.

Rumo inesperado

Constantemente à procura de temas interessantes para documentar, Juliana viu na biografia de Tiphanie a oportunidade perfeita para conectar audiências do mundo todo e contar uma história de sofrimento que toma um destino inesperado. “A ideia da Juliana era contar essa história da Antigirl por excelência, uma pessoa que sempre foi taxada negativamente pela família e pela sociedade, mas que de repente encontra na arte uma forma de sublimar os problemas, resolver os traumas do passado”, explica Pedro.

Além de a personagem ter encontrado seu lugar no mundo através da arte, também chamou atenção da cineasta que nesse mesmo período de redenção da vida, Tiphanie conheceu o ex-músico Mike Polson, hoje seu namorado e braço-direito.

Para Juliana, o fato de a artista ter aceitado contar sua história em um filme tem muito a ver com a identificação que elas tiveram. “Eu tinha comentado que um de deus corações mais bonitos era um feito para uma campanha sobre as meninas sequestradas na Nigéria, e isso a tocou, porque a maioria das pessoas não vê essa parte do trabalho dela”, comenta a cineasta.

 

Saiba mais: https://www.indiegogo.com/projects/antigirl-documentary

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