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Sexta-Feira, 16 de Novembro de 2018
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Três museus catarinenses recebem verba para projetos de prevenção e educação

Edital de Modernização de Museus contemplou duas entidades de Florianópolis e uma de Joinville

Roberta Ávila
Florianópolis

Três museus catarinenses tiveram projetos aprovados pelo edital de Modernização de Museus, que publicou seu resultado última terça-feira. Os selecionados foram o Museu Histórico de Santa Catarina e a Fundação Hassis, da Capital, e a Fundação Cultural de Joinville. As três entidades ficaram classificadas entre os seis primeiros em um total de 36 contemplados.

O Museu Histórico de Santa Catarina, que ficou em terceiro lugar, pretende usar o valor do edital, de R$ 256 mil para investir na infraestrutura de sua sede, o Palácio Cruz e Sousa, que fica na praça 15 de Novembro, no Centro de Florianópolis.

“Esse foi o primeiro edital em que nos inscrevemos e ficamos muito felizes de poder contar com esse dinheiro que será usado para um projeto preventivo de conservação. Vamos instalar persianas especiais nas 57 portas e janelas do Palácio, que são enormes” conta o museólogo Renilton Roberto da Silva Matos de Assis, que escreveu o projeto junto com outras colegas.

A instalação dessas persianas vai melhorar a qualidade da visitação no museu, que é prejudicada pelo sol fazendo com que portas e janelas tenham que permanecer fechadas.

“Isso faz com que as salas fiquem escuras, mas abrir as portas atualmente é inviável porque o sol, a umidade e a poeira causam a degradação tanto das obras de arte quanto da edificação. Além disso, como o prédio é tombado, as persianas tem que estar em harmonia com a arquitetura local”, explica Renilton.

O Museu Histórico também vai instalar um sistema de controle da umidade e temperatura, desenvolvido pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em todo o Palácio Cruz e Sousa. O excesso de umidade ou de mudanças de temperatura pode causar rachaduras em quadros, por exemplo.

A Fundação Hassis, classificada em sexto lugar, vai investir R$ 193 mil na digitalização de 8.000 obras e documentos de seu acervo, que é composto por mais de 15 mil itens.

“Isso vai ser muito importante para o Museu porque a gente consegue colocar muito pouco coisa em exibição. Agora, por exemplo, temos 15 pinturas expostas. Com a digitalização do acervo, poderemos dispor as obras para o público pela internet e vai ficar muito mais fácil de fazer projetos educativos com as escolas. Poderemos filtrar obras por critérios como as que têm o mar ou as que têm relação com o futebol e usá-las como inspiração para o desenvolvimento de trabalhos com os alunos”, afirma Denise Becker, diretora de projetos e marketing da Fundação Hassis.

A Fundação Cultural de Joinville, classificada em quinto lugar, usará R$ 187 mil para reestruturar seu material didático.

O edital de Modernização de Museus faz parte do Programa de Fomento aos Museus do Ibram (Instituto Brasileiro de Museus) e teve 56 projetos analisados pela comissão de seleção. 

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