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Domingo, 23 de Setembro de 2018
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Trabalhos da artista portuguesa Teresa Luzio partem de sua própria biografia

Artista portuguesa abre nesta quinta, na Fundação Cultural Badesc, em Florianópolis, a mostra “Registros de uma quase infância”

Redação ND
Florianópolis
Rosane Lima/ND
Um vestido e uma carta escrita à mãe, além do formato físico, são transpostas para fotos, vídeo, performance e colagens

Um vestido e uma carta escrita para a mãe são dois objetos que fizeram parte da infância da artista portuguesa Teresa Luzio e que ao longo dos dois últimos se tornaram também as peças principais de seu projeto de doutorado sobre performance e documentação de performance. Desde 1999 ela trabalha com temas autobiográficos e escolheu Florianópolis para montar pela primeira vez nesse formato a exposição “Registros de uma quase infância”, com abertura marcada para hoje na Fundação Cultural Badesc.

Trajada em seu vestido de malha, Teresa irá receber o público com uma performance que ficará registrada e exposta junto com os demais objetos da mostra até 19 de setembro. As obras “Carta à mãe (leitura de emergência”) e “ (Des) Encontro entre um corpo e um vestido 1 e 2”, além de um conjunto de registros em fotografia, colagem, áudio e vídeo, problematizam a relação entre a efemeridade da performance e a permanência de sua documentação, investigando a impossibilidade de reter a experiência.

Além de serem vistos em seus formatos físicos originais, as duas peças centrais do trabalho estarão também construídas e desconstruídas em diferentes formatos. “Em 2013 eu pedi para minha mãe ler a carta e gravei sua voz. Esse áudio estará na exposição. Essa carta na verdade não foi escrita por mim, foi ditada para que minha professora o fizesse, já que eu tinha cinco anos e ainda não sabia escrever”, explica Teresa.

Já no formato audiovisual o público poderá assistir na tela a artista brincando com o vestido por meio de manipulações, como se ele fosse um fantoche. Para completar, fotografias e colagens com recortes de revistas dispostas dentro de uma caixa, em uma referência clara de um arquivo montado por uma criança, constroem um novo corpo para o vestido.

 

Primeira vez no Brasil

Nascida na cidade portuguesa de Santarém, Teresa atualmente vive em Cartaxo, e só chegou a Florianópolis graças a uma amiga brasileira que conheceu durante seu doutorado na Universidade do Porto. “Ela me falou sobre a Fundação Cultural Badesc e sobre o edital (Fernando Beck), que contemplava também artistas internacionais. Como eu ainda não tinha exposto meu trabalho nesse formato, achei que seria uma boa oportunidade, fiz a inscrição e acabei sendo selecionada”, conta.

Artista visual licenciada em design gráfico e mestre pela Bauhaus University, na Alemanha, Teresa atualmente é assistente na Escola Superior de Arte e Design das Caldas da Rainha e já expôs suas obras em cidades como Berlim, na Alemanha, e Salamanca, na Espanha, mas é a primeira vez que vem ao Brasil. E, como não poderia ser diferente, confessa estar encantada com Florianópolis. “Estou gostando muito de tudo, essas paisagens, esse mar, essas árvores! Estou encantada com essas árvores, como vou ficar um tempinho aqui ainda, quero fazer alguma coisa com elas”, planeja.

Serviço:

O quê: Exposição “Registros de uma quase infância”, de Teresa Luzio

Quando: 28/8, 19h; visitação até 19/9

Onde: Fundação Cultural Badesc, rua Visconde de Ouro Preto, 216, Centro, Florianópolis, tel. 3224-8846

Quanto: Gratuito

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