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Sexta-Feira, 16 de Novembro de 2018
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Teciteca da Udesc disponibiliza para pesquisa em seu acervo quase duas mil amostras de material

Espaço criado em 1996 é pioneiro em Santa Catarina e na época de sua implantação era também um dos poucos do país

Juliete Lunkes
Florianópolis
Rosane Lima/ND
As professoras Dulce e Maria Izabel são as responsáveis pelo espaço 

 

Amostras de tecidos exclusivos que fizeram parte de coleções de estilistas como Ronaldo Fraga, Mario Queiroz, Karlla Girotto e Jum Nakao, além de criações têxteis de estudantes do curso de moda, são alguns dos exemplares que recheiam o acervo de quase duas mil bandeiras da teciteca da Udesc (Universidade do Estado de Santa Catarina). Implantado em 1996, junto com o próprio curso, pelas mãos professora Maria Izabel Costa, o espaço de pesquisa têxtil foi o primeiro a ganhar forma em Santa Catarina, e quando surgiu era também um dos poucos do Brasil.

Apesar de ter em mente algo totalmente novo quando arregaçou as mangas para tornar a teciteca realidade, Maria Izabel foi atrás de referências pelo país para um ponto de partida, mas ao longo de seus 18 anos de funcionamento, ela já ganhou personalidade própria e desenvolve projetos exclusivos. “Na época eu me baseei na teciteca do Senai Cetiqt, no Rio de Janeiro, mas queria algo diferente. Era importante constar em todas as bandeiras a composição do tecido, a gramatura, quem doou e quem fabricou”, conta Maria Izabel. Atualmente, além de possuir um catálogo de tecidos e um acervo on-line, a teciteca da Udesc promove também cursos para o público externo. Muito mais do que um programa de extensão que serve de apoio aos alunos de moda para disciplinas que envolvam a pesquisa têxtil, a teciteca estimula também a visita de empresários e profissionais da área, como estilistas, costureiras e quem trabalha com venda de tecidos. “Nós recebemos muita gente da própria universidade, não só do curso de moda, o pessoal do teatro também tem interesse. Mas nossa ideia é de quanto mais gente passarmos informação, melhor”, esclarece a professora Dulce Holanda, atual coordenadora da teciteca.

Para auxiliar no objetivo de mostrar a quem tiver interesse as possibilidades de um tecido e de que forma ele pode ser repetido, duas bolsistas do curso, Tamires e Natália, fazem o atendimento ao público e a organização das peças.

               

Doações

Um dos próximos objetivos da teciteca, de acordo com Dulce e Maria Izabel, é aumentar o número de bandeiras de estilistas brasileiros e tentar trazer tecidos de designers internacionais, embora reconheçam a dificuldades. “A gente entra em contato com os estilistas para solicitar, mas muitos deles nem respondem, porque realmente não chegam a ver, não têm tempo. Quando eles conseguem perceber a importância disso, quando param para conversar, dá certo. Mas é difícil isso acontecer”, explica Dulce.

Além dos estilistas, empresas têxteis do Estado também fazem doações por meio de parcerias de cooparticipação com os alunos, que depois mandam o resultado para a teciteca. Mais do que simplesmente enviar tecidos para o acervo, essas empresas integram os estudantes no desenvolvimento de pesquisa dos materiais.

Todo esse envolvimento, além de rechear o acervo com novas possibilidades, faz com que os alunos tenham interesse em seguir carreira na área têxtil depois de formados. “Nos últimos anos as coleções de formatura sempre têm apresentado intervenções nos tecidos. Com a teciteca os alunos sabem que podem ter essas possibilidades”, conclui Dulce.

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