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Teatro Sim... Por Que Não?!!! completa 30 anos com lançamento de livro nesta sexta-feira

Escrito por Éder Sumariva Rodrigues e Vera Collaço, a obra trata da trajetória do grupo catarinense e seus espetáculos até aqui

Karin Barros
Florianópolis
10/03/2017 às 11H32

 Teatro Sim... Por Que Não?!!! - Divulgação/ND
"E o céu uniu dois corações", de 2005, é até hoje o único espetáculo catarinense selecionado para a mostra principal do Festival de Teatro de Curitiba - Divulgação/ND


Éder Sumariva Rodrigues é formado em artes cênicas pela Udesc (Universidade do Estado de Santa Catarina) e Vera Collaço é professora aposentada da mesma instituição, trabalhando com teatro desde 1972. Ambos se uniram a convite de Éder para escrever sobre uma importante parte da cultura catarinense: os 30 anos de trajetória do Teatro Sim... Por Que Não?!!!  

O livro documental sobre o trabalho da cia teatral será lançado hoje, às 15h, no departamento de artes cênicas da Udesc, no bairro Santa Mônica, em Florianópolis. “Teatro Sim... Por Que não?!: caminhos e processos - 30 anos de atuação” conta a trajetória do grupo, como surgiram, como se transformaram, além de citar todos os espetáculos feitos por eles em três décadas de palco, os apoiadores, o crescimento nesse período e as questões internas do grupo. A cada montagem, a companhia passeia por formas e linguagens diferentes, desde a farsa medieval ao teatro de animação e o melodrama clássico do circo-teatro. 

O coletivo tem integrantes com 26 anos de atuação, sendo que a grande maioria já tem mais de 15 anos de trabalho. Uma das preocupações da companhia foi a de constituir um repertório que permitisse a circulação de seus espetáculos em turnês pelo estado de Santa Catarina e de participar de encontros, mostras e festivais teatrais pelo Brasil e no exterior. Essa, inclusive é uma das características da cia, sendo uma das pioneiras no teatro de repertório da Capital. Dentre os espetáculos de maior destaque estão “A Farsa do Advogado Pathelin”, há 20 anos em cartaz, sendo apresentado a última vez no ano passado, e há 18 com o mesmo elenco, e “Livres e Iguais”, que teve uma longa carreira de 15 anos, também com o mesmo elenco. 

A pesquisadora Vera, que assistiu a todas as apresentações do coletivo, também destaca “A vida como ela é”, por trabalhar com inúmeras linguagens, e “O céu uniu dois corações”, por ser uma peça em que se recuperou a linguagem do melodrama, e foi dirigido por Neyde Veneziano. “O teatro lotava com esse espetáculo, as pessoas choravam, eu adorei demais. Mas não remontaram porque era grande e se tornava muito caro”, explica. Entre os últimos criados pelo grupo está “Hipotermia”, um monólogo do itajaiense Max Reinert. 

Respeito nacional

As pesquisas sobre o “Teatro Sim... Por Que não?! foram feitas por meio de material de jornal, propagandas das peças, programas de televisão, criticas e entrevista apenas com os atores do e diretores para conhecer melhor os ideais do grupo. A pesquisadora, professora e escritora Vera Collaço coloca que a história do grupo é de extrema importância não só para a cidade como para o país. “Qual quer companhia que chega a ficar com mesmo tempo de atuação que eles merece destaque local, estadual e nacional, pois eles se projetaram para o Brasil pelas pesquisas e qualidade do trabalho, apresentando suas peças em inúmeras cidades que muitas vezes não recebem apresentações teatrais”, pontua. 

Para ela, entre as maiores dificuldades enfrentadas pelo coletivo durante os 30 anos de estrada foi a falta de espaços para se apresentar e o apoio financeiro. “Todos precisam de apoio, isso é uma questão geral na cultura, porque é difícil manter um grupo. Eles não vivem só disso, e por uma peça em cartaz custa muito, e viajar mais ainda. As pessoas precisam ler para conhecer essa grande companhia de teatro de Santa Catarina”, finaliza Vera. 

A obra é lançado pela editora Udesc, e a publicação do livro é um projeto realizado com o apoio do Governo do Estado de Santa Catarina, Secretaria de Estado de Turismo, Cultura e Esporte, Fundação Catarinense de Cultura, Funcultural e Edital Elisabete Anderle/2014.

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