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Teatro de Quinta apresenta espetáculo solidário no CIC

Após mais de dois anos grupo se reúne em prol da ADEH em busca de arrecadação de fundos para a instituição

Ian Sell
Florianópolis
12/04/2017 às 13H52
André Silveira (Cleosvaldo), Milena Moraes (Heide), Malcon Bauer (Irmã Frida), Monica Siedler (Lorelei), Igor Lima (Malaco da Costeira), Selma Light (Tia Leca) - Flávio Tin/Divulgação/ND / Divulgação ND
Acima, da esq. para à dir. André Silveira (Cleosvaldo), Milena Moraes (Heide), Malcon Bauer (Irmã Frida), abaixo, Selma Light (Tia Leca), Igor Lima (Malaco da Costeira) e Monica Siedler (Lorelei) - Acima, Fotos Flávio Tin/ND, abaixo, Fotos Divulgação ND




O público vai poder matar as saudades, o espetáculo “O Teatro de Quinta” está de volta a Florianópolis. Os atores André Silveira (Cleosvaldo), Milena Moraes (Heide), Malcon Bauer (Irmã Frida), Monica Siedler (Lorelei) e Igor Lima (Malaco da Costeira) mostram seus irreverentes personagens na peça humorística, hoje, no Teatro Ademir Rosa no CIC (Centro Integrado de Cultura), às 20h. O espetáculo prepara uma participação especial, a atriz, comediante e apresentadora Selma Bastos Light, ativista e integrante da ADEH (Associação de Direitos Humanos com Enfoque na Sexualidade), mostra ao público sua personagem Tia Leca.

O Teatro de Quinta é um show de humor com artistas catarinenses que esteve em cartaz em Florianópolis entre 2004 e 2011. Um dos primeiros a trabalhar com o estilo de humor de esquetes, em que atores se revezam no palco apresentando suas personagens. “A gente vai ajustando o texto de acordo com o público, nós trabalhamos muito com improvisação, e dependemos bastante da resposta da platéia”, conta a atriz Milena Moraes.

O espetáculo vem em prol de uma causa beneficente, em favor da ADEH. Em 2017 a associação completa 25 anos de atuação em Florianópolis, visando a garantia de direitos, a promoção de saúde e a discussão dos Direitos Humanos e de políticas GLBTQI, e passa por dificuldades financeiras e estruturais. Desde o ano de estreia a peça recebeu sempre em grande número este público. Toda a renda do espetáculo será revertida para a instituição, além disso todos os cachês foram cedidos pelos atores.

“Sempre fui apaixonada pelo Teatro de Quinta, acompanhei muito toda a trajetória, era uma fã de carteirinha . O convite surgiu de uma conversa informal com o ator Igor lima que levantou a hipótese de se fazer um espetáculo em prol da instituição, levamos a ideia para a Milena e o diretor Renato turnes, que adoraram a ideia e então viabilizaram o reencontro dos atores. Poder juntar a minha arte com uma causa social, sempre foi um sonho”, afirma a atriz Selma Light.

O último encontro dos artistas foi há mais dois anos, sendo uma edição comemorativa aos 10 anos de estreia do humorístico, criado a partir da iniciativa do produtor Renato Cristofoletti, que morreu no ano passado. O show começou a ser apresentado no extinto Mecenas Bar, em Florianópolis, com um público de aproximadamente 30 pessoas. Tamanho o sucesso que fez, chegou ao CIC (Centro Integrado de Cultura), onde teve grande demanda popular. “Nós faziamos sempre a ‘Noite in Bar’, nos apresentamos no antigo Mix Café, no tardar da noite, tinhamos um público jovem, mais noturno, ficamos extremamente satisfeitos com a receptividade que tivemos quando passamos a apresentar o espetáculo em teatros, ampliando nosso alcance, e tendo grande receptividade pelo público”, conta Milena.

Show solidário

“A novidade principal, não diz respeito ao material do espetáculo, mas sim a motivação de estar reunindo as pessoas para um show solidário em prol da ADEH que faz um trabalho tão bonito com a classe aqui em Florianópolis”, afirma Milena. “Vimos a situação em que a associação se encontra, pois a gente vai até lá e vê várias atividades, como atendimentos psicológicos, clínicos, reuniões. Tivemos a ideia de ajudar essa instituição, além da oportunidade de trabalhar com a Selma Light que é uma grande profissional. Também para esta noite, temos como novidade a participação da cantora e atriz Bárbara Biscaro, que vai fazer um número especial”, completa.

A ADEH foi fundada por travestis e transsexuais na grande Florianópolis. “A primeira presidente foi a Clô, que infelizmente foi assassinada há alguns anos. Inicialmente  trabalhava com a classe trans,  depois passou a ser LGBTs, e agora atendemos a toda a população, com prioridades para mulheres travestis, transsexuais e vítimas de violência. A instituição atende uma demanda de pelo menos 70 casos por mês”, conta a coordenadora geral da ADEH, Lirous K’yo Fonseca Ávila.

Todos os serviços são gratuitos, abertos a população. O prédio onde a instituição funciona é cedido pelo governo do Estado, mas a ADEH teme perder sua sede por falta de apoio.

A ADEH tem parceria com a universidade Estácio de Sá, que recentemente lançou o programa “Flores da Clô”, como uma extensão da ADEH, em homenagem a primeira presidente da instituição, partindo dos alunos dos cursos de direito e psicologia da universidade.

“Na ADEH temos o atendimento jurídico, o social e psicológico, todos gratuitos, a pessoa chega no local, se inscreve e passa por uma de nossas triagens. Todos os trabalhos são voluntários, nenhum profissional ganha para estar lá na instituição, nem nós da diretoria. Nosso foco é sempre atender pessoa vítimas da violência, vamos até o lugar, vemos as condições em que se encontra, acompanhamos até a delegacia quando necessário, dando todo o apoio e acolhimento”, conta a coordenadora.

Serviço:

O quê: Edição especial “O Teatro de Quinta”

Quando: 12/4, 20h30

Onde: Teatro Ademir Rosa, no CIC (Centro Integrado de Cultura), av. Gov. Irineu Bornhausen, 5600, Agronômica, Florianópolis

Quanto: R$ 20, R$ 10 (meia)

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