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Tallis Gomes afirma que os melhores desenvolvedores do país são de Florianópolis

Criador dos aplicativos Easy Taxi e Singu, ele esteve na Capital para lançar a obra "Nada easy"

Karin Barros
Florianópolis
23/09/2017 às 10H58

Talvez apenas pelo nome você não reconheça, mas pelos seus feitos no mundo tecnológico é bem fácil saber quem é Tallis Gomes: o mineiro de 28 anos criador dos aplicativos Easy Taxi e Singu.

Tallis Gomes, criador do Easy Taxi e Singu - Marco Santiago/ND
Tallis Gomes, criador do Easy Taxi e Singu, esteve em Florianópolis na última semana - Marco Santiago/ND


O jovem empresário foi listado pela revista “Forbes” como um dos 30 jovens mais transformadores do Brasil, eleito o Young Leader of The Year (jovem líder do ano em inglês) nos EUA e eleito pela revista do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts) um dos jovens mais inovadores do país. Ele esteve em Florianópolis na última terça-feira para lançar o livro “Nada easy”, no Beiramar Shopping, que assim como o título, fala da trajetória nada fácil que ele teve que percorrer tão jovem para obter o sucesso que sonhava.

Tallis explica que o livro é um guia, e que tudo que está escrito ali é o que ele gostaria que tivessem falado a ele quando começou. “Sempre fui um cara megalomaníaco, sonhava grande, mas não imaginava conseguir atingir tanto assim nessa idade. No livro, tem 16 anos de experiências empreendendo”, acrescenta ele.

Dicas de como levou a empresa para 35 países em quatro anos, como a vendia para investidores, termos de negociação, o quê fez de errado e o quê faria diferente também fazem parte da obra de Tallis. “Escrevi um livro para dar um caminho que funcionou para mim, mas que não necessariamente vai funcionar para outras pessoas”, comenta.

Prova de que aprendeu de fato com seu primeiro aplicativo é que o Singu, o aplicativo de salão de beleza na palma da mão, já cresce cinco vezes mais rápido que o Easy Taxi no mesmo período. “Dividi o livro em três partes de uma jornada do empreendedor para que todos tenham alguma lição para tirar, e o cara que está começando tenha um livro de cabeceira”, diz Tallis.

Durante a disseminação do app, o empresário morou em quatro países diferentes, com isso conseguiu aplicar processos que só tinha visto em livros de grandes mestres da gestão. “Pude aplicar na prática e melhorar processos, modéstia parte, mas principalmente pude lidar com 34 culturas diferentes da minha, adicionar línguas ao meu portfólio, e aprender a lidar com a geração Y como poucos gestores no mundo conseguem lidar”, coloca.

A favor da automação de processos

Tallis começou o Easy Taxi com apenas uma pessoa – ele - e chegou a ter 1300 funcionários no mundo. Hoje, seu foco é no Singu, que tem apenas 24 funcionários. “O ideal seria 80, mas sou muito de usar robô para fazer tarefa manual. Cerca de 80% da minha folha é só de engenheiros, pois a gente faz automação de processos para não ter que usar ser humano. Ser humano tem que comer, dormir, tirar férias, acaba atrapalhando muito a empresa. Isso permite que a gente cresça muito rápido com pouca gente no time”, expõe, sem receio, sua lógica de pensar.

Para ele, falar de Uber e Easy Taxi já é coisa do passado. O foco hoje da indústria tecnológica, segundo ele, é como revolucionar o sistema financeiro com aplicativos como Fundex e Criptomoedas, por exemplo.

Em Florianópolis, em específico, Tallis afirma vir quase uma vez por mês. “A gente tem uma das maiores empresas do Brasil em Florianópolis, talvez no Top 3 que eu admiro, que é a RD [Resultados Digitais], do Eric [Santos], e sem dúvida alguma boa parte dos melhores desenvolvedores do país saem daqui”, aponta.  

Segundo ele, o motivo disso é que a cidade incentiva o empreendedorismo pelo polo tecnológico e está vendo o resultado, como o caso do Peixe Urbano, site de compra coletiva, que saiu do Rio de Janeiro e veio parar na capital catarinense esse ano. “Existe uma gestão em Floripa preocupada com o desenvolvimento econômico da cidade, diferente do que a gente vê acontecer no Rio e São Paulo. Cenário parecido com aqui eu só vejo em Recife”, afirma ele, que mesmo assim mantém a sede da empresa no Rio de Janeiro e em São Paulo.

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