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Quarta-Feira, 26 de Setembro de 2018
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Show "Viva Ziza!" homenageia Zininho no teatro Álvaro de Carvalho

Se vivo, poeta completaria 84 anos no dia 8 de maio

Carol Macário
Florianópolis

Rosane Lima / ND
Estátua do poeta feita por Plínio Westphal Verani enfeita o jardim do Palácio Cruz e Sousa

Zininho nunca sai de moda, não enjoa e lembrar dele, de sua poesia e de suas canções é como redescobrir a Capital de outros tempos. Amanhã, se estivesse vivo, ele completaria 84 anos, e muito provavelmente celebraria a data com festa. Por isso hoje, Cláudia Barbosa, filha do poeta, acompanhada por músicos da cidade, homenageia o pai no show “Viva Ziza!”. A apresentação no TAC (Teatro Álvaro de Carvalho) terá repertório exclusivo de canções escritas por Zininho.

O show tem participações de Denise de Castro no piano, Wagner Segura no violão, Jorge Lacerda no baixo, Marco Aurélio no trombone e Gilson "Baixinho" Duarte na bateria. No repertório, canções de sucesso desde a década de 40 que vão desde marchinhas até sambas-canções, como “A Rosa e o Jasmim”, “Quem é que não Chora”, “Princesinha da Ilha”.

Há mais de dez anos Cláudia Barbosa homenageia Cláudio Alvim Barbosa, o Zininho. O projeto Revivendo Zininho surgiu de uma parceria entre Cláudia e a musicista Denise de Castro com músicos da cidade. Filha caçula do compositor, Cláudia assumiu a música como profissão somente depois da morte do pai, em 1998, embora já soubesse que havia herdado dele verve, música, poesia e até o apelido de Zininha.

Papo com Zininho

No “Bar da Noite”, programa que foi ao ar entre 1958 e 1966 na extinta rádio Diário da Manhã, Zininho apresentava para os ouvintes de toda a cidade um repertório rico de sambas-canções e composições próprias. Na rádio seu bar era imaginário, mas Zininho, um boêmio nato, é reconhecido em sua essência numa foto clássica que virou escultura pelas mãos do artista Plínio Westphal Verani. A cena do poeta sentado à mesa de um bar, com um copo não mão, ganhou forma primeiro em argila, e depois foi banhada com resina e técnica que imita o bronze.

A estátua está provisoriamente no jardim do Palácio Cruz e Sousa / Museu Histórico de Santa Catarina, no Centro, e convida turistas a trocar uma ideia com o poeta esculpido e tirar fotografias divertidas. “Existe uma ideia antiga de criar o Memorial do Manezinho, que seria um bar todo escultórico no espaço Miramar”, afirma Plínio Westphal Verani.

Ele conta que a escultura está pronta há dois anos, e fica no restaurante Pão por Deus, em São José, administrado pela família do artista. No projeto do bar de esculturas, a proposta é ter esculturas de mesas e cadeiras e de personagens como Neide Mariarrosa, Luiz Henrique Rosa, Aldírio Simões e outros notáveis manézinhos.

Serviço

O quê: Show “Viva Ziza!”
Quando: Hoje, 19h30
Onde: Teatro Álvaro de Carvalho, rua Marechal Guilherme, 26, Centro, Florianópolis, tel. 3028-8070
Quanto: R$ 10 / R$ 5 (meia)

 

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