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Domingo, 18 de Novembro de 2018
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Seminário e oficinas criativas em Florianópolis buscam valorizar a gastronomia e cultura regional

"Saberes e Sabores" foi idealizado após a Capital receber o título de Cidade Criativa Unesco da Gastronomia e continua até segunda-feira, na Udesc

Karin Barros
Florianópolis
Daniel Queiroz/ND
Seminário e oficinas. Com grandes nomes da área, evento propõe novos equipamentos e utensílios para a promoção da gastronomia local

 

Sushi, casquinha de siri, ostra e polvo crocante são alguns dos pratos mais lembrados da gastronomia contemporânea de Florianópolis, segundo a pesquisa de Memória Sensitiva realizada por alunos da Udesc (Universidade do Estado de Santa Catarina) e pela associação FloripaAmanhã. E é por meio destes alimentos que o evento Saberes e Sabores, que ocorre em Florianópolis até segunda-feira (6), pretende inovar na apresentação e no design dos produtos em que são servidos.

Premiada com o título de Cidade Criativa Unesco da Gastronomia no final de 2014, Florianópolis agora tem diversos planos a serem colocados em prática para continuar com o prêmio. Entre eles estão as oficinas criativas que acontecem na Capital. No evento, alunos de diversas áreas precisam propor uma nova forma de apresentar a gastronomia local. O evento gastronômico também integra a Bienal Brasileira do Design. “A Unesco poderia dar o prêmio a cidades que já têm a estrutura esperada na gastronomia, como São Paulo, mas a ideia do título é que o projeto fomente o potencial regional e o ajude a investir nisso”, explicou Gabriela Mager, diretora do Ceart (Centro de Artes) da Udesc e coordenadora do evento junto a Eduardo Barroso, designer coordenador do projeto e peça fundamental para o título da Unesco. 

A programação começou no dia 30 de junho, com o Seminário de Identidade Cultural na Gastronomia de Santa Catarina. No espaço, houve debates com chefes, designers e pesquisadores sobre temas como a cozinha tradicional e açoriana, a gastronomia contemporânea e a relação entre cultura e gastronomia, a fim de preparar os participantes para a oficina criativa.

Durante o seminário também foram apresentados os resultados da pesquisa Memória Sensitiva da Gastronomia de Santa Catarina, aplicada por alunos da Udesc e pela Associação FloripaAmanhã, com o objetivo de revelar hábitos alimentares e memórias relacionadas à gastronomia da cidade e do Estado.

Uma das convidadas foi Adriana Silva, ceramista espanhola. Ela é reconhecida por trabalhar utensílios domésticos que se aliem à gastronomia. Na Capital, ela faz parte do grupo “Gastronomia contemporânea”. Participam ainda os designers Carlos Alvarado (México); Eduardo Furhmann (Argentina); Federico Hess (México); João Luis Rieth (Brasil); Luiza Barroso (França); Marcelo de Resende; Monica Pujol (Argentina); Quentin Vaulot (França); Patrícia Torres (México); Regina Alvarez (Minas Gerais) e Virginia Borges (Brasil).

O objetivo principal do Saberes é melhorar a qualificação da oferta dos pratos típicos da culinária catarinense, através da incorporação do design em sua preparação, apresentação e consumo, referenciada com a cultura local.

Sushi como referência

Nas oficinas, os participantes que são designers industriais, gráficos, gastrônomos, artesãos e artistas visuais, são divididos em grupos de Culinária do Interior, do Litoral e de Florianópolis. Estudantes do México e da Espanha também participam via videoconferência. Cada grupo ainda é subdividido para uma área da culinária. Na Gastronomia Contemporânea, os participantes discutem novos processos para a apresentação do prato de sushi, polvo crocante, casquinha de siri e ostra, eleitos na pesquisa. “A nossa maior surpresa na pesquisa foi o sushi, que não pode ser mais considerado modismo, porque a maioria das pessoas já provou, e grandes restaurantes já trazem diferenças regionais no prato, como a manga”, explicou Luana Gonçalves, estagiária da organização, e estudante da gastronomia.

Os produtos serão para utilização dos restaurantes locais participantes do programa, como forma de valorização da gastronomia e cultura regional, e poderão, também, ser comercializados para o público. Na segunda-feira, uma comissão julgadora avaliará se eles são viáveis ou não para o comércio local.

 

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