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Secretário César Souza Junior faz um balanço sobre investimentos culturais em 2011

À frente da Secretaria de Estado de Turismo, Cultura e Esporte, César Souza Junior garante que catarinenses se surpreenderão com o novo CIC

Pedro Santos
Florianópolis
Rosane Lima/ND
O secretário faz um balanço da gestão na área de cultura

 

Depois da Maratona Cultural, a SOL (Secretaria de Estado de Turismo, Cultura e Esporte) fecha o calendário de eventos culturais de 2011. Em entrevista em seu gabinete, o secretário César Souza Junior faz um balanço das políticas culturais implantadas neste ano e garante que a Maratona Cultural não sai mais do calendário oficial do Estado. “O próximo ano será de consolidação do que já foi feito. As pessoas podem esperar efervescência cultural em 2012.”

Como o senhor caracteriza a gestão da Secretaria de Cultura neste ano?
Vamos falar de coisas concretas. Primeiro, a reforma do CIC. Já devolvemos as escolas e o Masc (Museu de Arte de Santa Catarina). Em dezembro vamos reinaugurar o cinema. No primeiro semestre do ano que vem devolvemos o teatro. Com o Edital Elisabete Anderle, vamos lançar o maior edital de cultura de um estado brasileiro. São 10 milhões de reais já assegurados. Já anunciamos para o próximo edital Cinemateca Catarinense a quantia de três milhões de reais. Nós vamos fechar o investimento de cultura em Santa Catarina em R$ 35 milhões.

Tivemos um ano de muitas conquistas. E, principalmente avaliando o edital Elisabete Anderle e a Maratona Cultural, não se tratam de ações de governo, mas políticas de Estado.

Quais os desafios para manter os manter os investimentos que já foram feitos?
O desafio é manter o rumo das políticas de estado. Realizar editais públicos é um caminho que não tem como retroceder. Temos que ter muita clareza em quais áreas serão apoiadas e quanto por cada setor, tendo em vista critérios de julgamento estabelecidos pela própria classe cultural. Há também a qualificação dos espaços culturais. Depois da reforma do CIC nós vamos fazer uma reforma no TAC, que está precisando de alguns ajustes. E fazer com que a Maratona Cultural não permaneça apenas em Florianópolis, mas que seja interiorizada para outras cidades.

O CIC será entregue no tempo previsto?
CIC será entregue a tempo. Estamos supervisionando diariamente as obras e a perspectiva de nossos engenheiros é entregar tudo a tempo. O cinema será entregue ainda este ano. E já estamos preparando a programação para a temporada de verão em janeiro e fevereiro. Teremos um cinema de qualidade e uma programação fora do circuito blockbuster. A vocação do cinema do CIC vai retomar. Nossa ânsia é devolvê-lo com rapidez.

E a administração do cinema, como vai ficar?
Vamos licitar. O Gilberto Gerlach (antigo responsável pela programação do Cineclube Nossa Senhora do Desterro, no CIC) é uma grande figura, ele pode se habilitar novamente. Esse tipo de convênio para a utilização de área pública tem que ser projeto de licitação. Não podemos fugir disso.

Os recursos da cultura são distribuídos por meio do Conselho Estadual de Cultura. O que precisa mudar no Conselho?
O Conselho vai atuar de forma consultiva. Ele foi muito ativo esse ano. A minha ideia é dar ao Conselho uma estimativa de valores pela qual eles possam trabalhar. Isso para não acontecer o que sempre acontece em todos os conselhos, não só o de cultura. Aprovam-se muitos projetos e depois não há disponibilidade financeira. O conselho está fechando o ano com sete milhões de reais, projetos aprovados pelo conselho que já foram pagos. Fechamos o ano com o Conselho Estadual de Cultura fortalecido e muito presente nas decisões da secretaria.

Como o Funcultural tem auxiliado nesse processo?
O Funcultural é o que nos propicia investir em tudo isso. É o que propiciou investirmos 10 milhões de reais em reforma do patrimônio histórico esse ano: a Igreja do Ribeirão, a Igreja de São José, a Igreja de São Francisco de Assis e diversos outros pelo interior do estado. São patrimônios que corriam o risco de se perder. Sem o Funcultural isso seria muito difícil. Houve vários movimentos de outros setores do governo em partilhar os valores para outras áreas, mas nós conseguimos segurar. São investimentos que se justificam plenamente.

A reforma de patrimônios históricos foi uma das preocupações da secretaria. O que foi feito nesse sentido?
Temos muita coisa ainda para ser reformada, mas fechamos 10 milhões em reforma do patrimônio histórico. Tivemos exemplos de obras com inestimável valor que nunca tiveram uma reforma completa. São projetos caros, mas que o Estado tem o dever de fazer para não deixar nossa memória apodrecer.

Quais os problemas que precisam ser solucionados?
Fazer circular a produção cultural local e a formação de público. Os setores que não têm apelo midiático e comercial acabam ficando esquecidos. Há tanta gente boa fazendo cultura em Santa Catarina que sofre com o corte em canais de comunicação por não terem apelo. Mais do que produzir o negócio é fomentar a circulação. Uma possibilidade é fazer novas maratonas culturais, abrir novos espaços. E dar acesso à cultura tanto em grandes centros urbanos quanto no interior catarinense.

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