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"Não tem dinheiro”, diz o presidente da Fundação Franklin Cascaes sobre mostra suspensa

Fundação alega falta de recursos para o cachê de R$ 2.500 da exposição do cineasta Marco Martins na Galeria Vechietti. Produtores pretendem montar mostra na rua

Karin Barros
Florianópolis
04/11/2016 às 15H00
Exposição
Exposição "Lugar Abandono", de Marco Martins, abriria nesta sexta na galeria. - Marco Martins/Divulgação/ND



Mesmo com a Prefeitura de Florianópolis querendo suspender a exposição fotográfica “Lugar Abandono”, ganhadora da Edital Elisabete Anderle do Governo de SC e do Edital de Ocupação da Galeria Municipal Pedro Paulo Vechietti, do cineasta Marco Martins, com produção de Loli Menezes, ela vai acontecer. Seja dentro ou fora da Galeria Municipal Pedro Paulo Vechietti, Loli garantiu ao Notícias do Dia nesta sexta, dia da abetura, que a mostra virá a público. 

Marco e Loli receberam um ofício há três dias do presidente da Fundação Cultural de Florianópolis Franklin Cascaes, André Luiz Jesus dos Santos, dirigido à administradora da galeria, Lena Peixer, suspendendo as exposições no local até o dia 31 de dezembro deste ano, último dia da atual administração municipal.  
A razão, segundo o ofício, é “a falta de disponibilidade financeira da FFC (Fundação Cultural de Florianópolis Franklin Cascaes), para honrar com o pagamento dos expositores”. O resultado do Edital FFC 010/2015, de ocupação da Galeria Pedro Paulo Vechietti, foi publicado no Diário Oficial Eletrônico do Município de Florianópolis no dia 7 de abril deste ano, e o projeto de Marco Martins, realizado pela Vinil Filmes, foi um dos cinco contemplados.

O item 6 do edital prevê o pagamento de cachê de R$ 2.500 para cobrir eventuais custos de montagem da exposição e coquetel de abertura. Dos cinco projetos contemplados pelo edital, três já foram realizados e um desistiu.

Segundo Loli, André havia ligado para ela há três semanas, quando ela já havia mandado imprimir todos os quadros, contratado assessoria de imprensa e artista gráfico. Ele afirmou que antes de produzir foi até a FFC e eles haviam confirmado a verba para a mostra, por isso ela deu início aos processos. “Até então era uma sugestão do presidente, e ficou por isso mesmo. Nós não íamos parar a produção”, disse Loli. 

Já o presidente da Fundação diz que Loli foi informada há um mês sobre a falta de recursos. “Quando fiquei sabendo que a Fazenda não iria mandar mais recursos, eu liguei pessoalmente para  Loli e expliquei a situação. Eu disse que as duas últimas mostras estavam canceladas, porque eu não tenho verba para pagar. Secou a fonte. Não tem mais dinheiro”, contou ele. Mesmo assim, segundo André, Loli disse que faria da mesma forma e cobraria o pagamento “lá na frente”. 

O presidente da FFC afirma que tomou a decisão, pois, mesmo sendo “um dos maiores amantes da cultura”, ele pode ser preso por prevaricação. “Peço desculpas a cidade, não gostaria que fosse dessa forma”, finaliza.

As portas da galeria foram cadeadas, segundo a produtora cultural, pela Fundação, e todos os trabalhos da mostra ficaram trancados no local. Os artistas já entraram com um mandado de segurança contra a ação e aguardam a decisão do juiz. De qualquer maneira, foi combinado que até as  15h desta sexta-feira, a FFC abriria a galeria no Centro de Florianópolis para a retirada das obras.

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