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Samba-reggae chega ao palco do TAC em apresentação da banda Cores de Aidê, nesta terça

Com composições autorais, grupo feminino empodera negras e indígenas unindo percussão, vocal e dança

Gustavo Bruning
Florianópolis
05/09/2017 às 12H06

Para as integrantes da banda Cores de Aidê, a música vai muito além do entretenimento. “Somos uma banda que se posiciona politicamente, buscamos fazer o público refletir e despertá-lo para as situações atuais”, conta a regente percussiva do projeto, Sarah Massí. Com 14 mulheres – oito na percussão, cinco no vocal e uma bailarina, o grupo de samba-reggae sobe ao palco do Teatro Álvaro de Carvalho, em Florianópolis, nesta terça-feira (5). Elas são as convidadas do projeto semanal TAC 8 em Ponto.

A banda Cores de Aidê mescla percussão, vocal e dança - Stivy Malty/Divulgação/ND
A banda Cores de Aidê mescla percussão, vocal e dança - Stivy Malty/Divulgação/ND


As artistas apresentam composições autorais e têm como influência a cultura afro-brasileira. Nos shows, buscam evidenciar temas relacionados a mulheres de diferentes raças e etnias. Inspirado em bandas como Olodum, Ile Aiyê e Didá, o grupo mescla instrumentos percussivos, como surdo, agogô, berimbau, pandeiro, reco-reco, djambê, repique, caixa e xequerê.

Para a regente percussiva, é importante abordar a opressão e a violência que permeiam a sociedade feminina. “[A nossa apresentação] tem mulheres com tambores, que de maneira geral são tocados por homens, e dançamos da nossa própria maneira. Levantamos a bandeira de que a mulher pode ocupar o espaço que quiser”, garante Sarah.

Entre os momentos especiais do show, segundo a regente, está a performance da música “Negra”, composta por Iara Germer. “Ela fala sobre o poder que a mulher negra tem, caminhando como uma rainha na vida sem esquecer o que passou”, conta. A faixa “Índia”, de Roberta Funchal, também é outro ponto alto. “É o encontro da mulher negra e da indígena, em um momento de escravidão e demarcação de terras, em que elas se unem para ganhar forças.”

O que nasceu há dois anos, no Morro do Quilombo, como um grupo de amigas que buscava ocupar espaços através da música, também resultou na criação de um bloco. Com mais de 150 participantes, os ensaios são formados por alas de percussão e dança e são realizados no Morro da Caixa.

Serviço

O quê: Cores de Aidê no Projeto TAC 8 em Ponto
Quando: 5/9, 20h
Onde: TAC, rua Marechal Guilherme, 26, Centro, Florianópolis, tel. 3665-6400/3665-6401
Quanto: R$ 20 / R$ 10 (meia)

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