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Rodrigo Piva vai do samba e bossa nova a word music em novo álbum

Cantor, compositor e violonista lança o disco nesta terça-feira (18), no TAC, em Florianópolis

Da Redação/ND
Florianópolis
18/12/2018 às 12H36

 

“Canto Quântico” tem 11 faixas, algumas gravadas com convidados, como Tatiana Cobbett, Milton Batera, o filho Victor Piva, entre outros - Cassia Piva/Divulgação/ND
“Canto Quântico” tem 11 faixas, algumas gravadas com convidados, como Tatiana Cobbett, Milton Batera, o filho Victor Piva, entre outros - Cassia Piva/Divulgação/ND



O cantor e compositor Rodrigo Piva se afina com os tempos atuais e lança nesta terça (18) seu quarto álbum "Canto Quântico". O show de lançamento, no TAC (Teatro Álvaro de Carvalho), tem a direção musical do instrumentista catarinense Rafael Calegari, que assina os arranjos e a coprodução do CD. Dividem o palco os músicos Uiliam Pimenta (piano) e Neto Fernandes (bateria), que, ao lado de Calegari (baixo), formam o Rivo Trio, grupo de música instrumental. Completando a banda de base, Fábio Mello, no sax e flauta, e Alexandre Damaria, na percussão.

Piva, aos 15 anos já acompanhava o avô Tulio Piva, famoso compositor gaúcho, em shows, gravações e festivais. A influência se evidencia no disco, como no samba de gafieira "Pra Ser Feliz" e na bossa "Você Já Foi à Floripa?" (na qual divide o vocal com o cantor catarinense Leleco Lemos). A faixa-título "Canto Quântico" do disco é um rap com ar brasileiro, e as canções "Música da Terra" e "Bem-Vinda", o compositor flerta com a world music. Completando o repertório, o ijexá "Canto das Águas", regravada em 2017 durante a turnê de Rodrigo na Europa, com a participação da cantora Tatiana Cobbett e produção de Milton Batera, ambos morando em Portugal.

No disco, como convidados, também estão os instrumentistas Rogério Piva (bandolim), Jorge Lacerda (baixo) e o filho mais novo de Rodrigo, Victor Piva (guitarra). Confira a entrevista:

 

 

Rodrigo, você está no seu quarto álbum e começa agora a fazer os shows de lançamento. Qual é sua estratégia de divulgação, pretende sair em turnê?

Por enquanto, todos os esforços estão concentrados em fazer um grande show de lançamento em Florianópolis, no TAC. No próximo ano, pretendo apresentar esse novo trabalho em outras capitais, como Curitiba, Rio e São Paulo. Já fizemos a estreia em Porto Alegre, no último dia 1 de dezembro. Além disso, existe um desejo de levar esse show para a Europa, já que uma das faixas do disco foi gravada em Lisboa, com a participação da cantora Tatiana Cobbett, durante a turnê na Europa em 2017. Vamos trabalhar para isso.

 

Embora não se dedique exclusivamente à música, você tem mantido regularidade na carreira. Você tem a intenção de priorizar a vida de artista?

Na minha juventude, durante muito tempo vivi um conflito entre a música e a minha formação jurídica, acreditando que uma poderia excluir a outra. Hoje consigo integrá-las tranquilamente. A música é o alimento da alma, não posso viver sem ela. Minha satisfação é poder seguir produzindo discos, cantando e compondo sem precisar fazer concessões ao mercado fonográfico.

 

Você vem de uma família com forte ligação com a música. Fale um pouco pra gente sobre o início do seu interesse por cantar e compor.

Desde que me conheço por gente, a música está presente em minha vida. Quando eu tinha 4 anos, meu avô Túlio Piva emplacou um de seus maiores sucessos, o samba “Pandeiro de Prata”. A partir daí, passei a acompanhar de perto a sua carreira e, na adolescência, já estava me apresentando ao lado dele, em sua famosa casa noturna “Gente da Noite”. Naturalmente, a admiração pelo avô sambista e o DNA dos Pivas (meu irmão Rogério é um grande instrumentista, e o meu filho mais novo, Victor, já segue os mesmos passos) contribuíram decisivamente para que eu também me tornasse um cantor e compositor.  

 

Seu avô, Túlio Piva, é uma inspiração e você incluiu composições dele no repertório...Fale um pouco dessa relação

 Apesar de ser um celeiro de grandes artistas, o Brasil sofre de um “complexo de vira-latas” que faz com que não se dê o devido valor aos seus expoentes. Nomes como Noel Rosa, Lupicínio, Ataulfo Alves, Caymmi e Tom Jobim deveriam fazer parte do currículo escolar obrigatório. Com meu avô, isso não é diferente. Assim, logo após o seu falecimento, em 1993, me senti na obrigação de trabalhar para que a sua obra não caísse no esquecimento. Isso resultou em vários projetos, como o CD-Book “Túlio Piva – Pra Ser Samba Brasileiro” e o filme “Pandeiro de Prata”, sobre a sua vida e obra.

A música tem influência, faz parte da vida das pessoas. Por essa importância, o que você acredita que as composições devem trazer de mensagens, comunicar nos tempos atuais?

Fazer arte no Brasil, nos tempos atuais, exige muito esforço e despreendimento. A música, especialmente, tem um papel transformador e um enorme poder de agregar pessoas. Seu efeito quântico é justamente o de transformar a realidade, uma vez que influi em nosso campo energético. Isso não é misticismo, é ciência. Infelizmente, grande parte da mídia prioriza, hoje, um tipo de música de qualidade duvidosa, e as pessoas vão perdendo a capacidade de apreciar trabalhos mais elaborados. Mas sempre vai existir quem conserve a  sensibilidade para ouvir canções que toquem na alma ou que tragam mensagens de esperança e de amor ou, se preciso, de luta e resistência.

 

SERVIÇO

O quê: Show de lançamento do álbum Canto Quântico

Quando: Dia 18 de dezembro - terça - 20h (Projeto Oito em Ponto)

Onde: TAC (Teatro Álvaro de Carvalho), rua Mal. Guilherme, 26, Centro, Florianópolis 

Quanto: R$ 20/ R$ 10 (meia)

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