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Protagonismo feminino ganha websérie produzida por estudantes de cinema da UFSC

Previsto para estrear em 2017, projeto já foi selecionado para o festival Rio WebFest

Gustavo Bruning
Florianópolis
17/11/2016 às 10H28

Não é preciso muito esforço para que Super utilize seus poderes. Basta que a garota espirre para que o teletransporte a leve para uma praia qualquer. A personagem é a protagonista de uma websérie homônima, desenvolvida por quatro estudantes da UFSC como trabalho de conclusão do curso.

Caroline Mariga, Lara Koer, Maria Fernanda Bin e Viviane Mayumi espelham em quatro jovens os ideais do feminismo e as lições de amizade que vivenciaram nos seus 20 e poucos anos. A primeira temporada estreia apenas no início de 2017, mas “Super” já está entre as selecionadas para concorrer no festival Rio WebFest.

Em “Super”, a personagem homônima, vivida por Giulia Pamina, vivencia a descoberta dos poderes com a amizade - Divulgação/ND
Em “Super”, a personagem homônima, vivida por Giulia Pamina, vivencia a descoberta dos poderes com a amizade - Divulgação/ND


A ideia surgiu de Lara, roteirista e diretora. Ao lado de Maria Fernanda e Caroline, ela defenderá o projeto na banca de TCC na metade de dezembro. Com episódios que duram entre dois e três minutos, “Super” será lançada após o Carnaval e é definida como uma micro-websérie.

A produção mostra a perspectiva de um grupo de mulheres jovens que precisa se adaptar a habilidades incomuns. As referências foram as protagonistas do seriado “Jessica Jones” e do longa-metragem “Mad Max: Estrada da Fúria”, ambos de 2015. “O nosso propósito, além da ficção da série, vai muito além dos superpoderes”, explica Maria Fernanda.

O empoderamento, de fato, vai além da tela. Desde o início, o projeto já envolveu mais de 40 profissionais – e ao menos 75% deles são mulheres. Enquanto a jornalista Manuela Tecchio, amiga do grupo, compôs a música tema da série, as criadoras encontraram a responsável pela mixagem de som e trilha sonora, Natália Ferlin, em um grupo do Facebook para mulheres que trabalham com audiovisual.

A decisão de formar uma equipe majoritariamente feminina não é apenas um reflexo dos ideais feministas das criadoras e funciona como uma resposta para os sets de gravação, formados predominantemente por homens. “Esses sets trazem certos comportamentos e situações complicadas. Decidimos criar um lugar livre de pressões”, garante Maria Fernanda. A abordagem, inclusive, não se limita ao feminismo, e a homossexualidade também é um elemento presente.

O interesse do quarteto pelos temas refletiu na escolha do elenco. Durante os testes, elas buscaram atrizes que realçassem o espírito de compreensão que forma as protagonistas, cujos superpoderes vão da invisibilidade à superforça. A dinâmica entre as atrizes Giulia Pamina, T. Alvez, Bubah Machado e Bárbara Martins, no fim das contas, é o coração da série.

A produção teve sete episódios gravados e tem o apoio do laboratório do curso de cinema da UFSC. Todos os custos são financiados pelas criadoras. Uma segunda temporada já está nos planos, e há a possibilidade de produzir episódios maiores. “A gente quer contar a história de outras mulheres também”, diz Maria Fernanda.

A dinâmica entre as atrizes Bubah Machado, T. Alvez, Bárbara Martins e Giulia Pamina é o coração da série - Divulgação/ND
A dinâmica entre as atrizes Bubah Machado, T. Alvez, Bárbara Martins e Giulia Pamina é o coração da série - Divulgação/ND

Espiadinha

O Notícias do Dia assistiu a uma compilação dos cinco primeiros episódios. Ao longo dos 12 minutos, há uma fotografia e direção notáveis. O projeto surpreende pela qualidade técnica de uma produção para a internet. O ápice da trama é quando as quatro protagonistas compartilham a cena.

Por mais que seja categorizada como uma série de aventura, o resultado equilibra elementos de mistério e comédia. Enquanto o tom de algumas cenas evidencia a agonia vivida por Super (Giulia Pamina) durante a descoberta dos poderes, Cláudia (Bárbara Martins) funciona como um bom alívio cômico.

Festival de webséries

No Rio WebFest, “Super” disputa com outros sete candidatos na categoria Melhor Roteiro de Ação, Ficção, Suspense ou Terror, e a protagonista Giulia Pamina concorre ao prêmio de Melhor Atriz de Ação, Ficção, Suspense ou Terror. Além disso, a websérie disputa o voto popular no evento que será realizado entre os dias 1o e 4 de dezembro.

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