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Terça-Feira, 25 de Setembro de 2018
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Projeto fotográfico revela rostos e histórias de moradores e visitantes de Florianópolis

“Humans of Florianópolis” posta retratos de anônimos fotografados pelas ruas e espaços públicos da Capital

Edinara Kley
Florianópolis

Entre a multidão de moradores e visitantes que circulam por Florianópolis, alguns rostos criam certa empatia aos olhos atentos da publicitária Tatiana Richardt. É ela quem dá o “start” para eternizar semblantes e pequenas histórias de vidas. A responsabilidade em clicar este rápido e intenso encontro é da colega Andreza Boeing. Por trás de cada clique, a fotógrafa também capta fragmentos da cidade, cenários urbanos que, muitas vezes, dizem mais a seu respeito do que as velhas imagens de cartão postal.

Rosane Lima/ND
Tatiana (ao centro) e Andreza circulam pela cidade registrando pessoas 

 

A ação da dupla faz parte do projeto virtual Humans of Florianópolis”, que fotografa anônimos pelas ruas e conta suas histórias.  A ideia original foi lançada nos Estados Unidos e se espalhou por várias aíses. No Brasil, tem versões em São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre.  Em Santa Catarina, acaba de ser posta em prática e já rende centenas de cliques na fanpage.

“Há algum tempo notei que uns amigos estavam curtindo e compartilhando fotos de pessoas de Nova Iorque e suas histórias no Facebook. Fiquei curiosa e então descobri esse projeto e pensei que não tínhamos nada parecido aqui em Floripa. Achei essa ideia sensacional”, relata Tatiana.

A página de Florianópolis reproduz basicamente o que as outras “Humans” apresentam pelo globo, um retrato e um trecho de conversa. Sonhos, medos, arrependimentos e até trivialidades são os assuntos. No começo, elas até elaboraram um roteiro de perguntas, mas logo abandonaram o script e se deixaram levar pela intuição.

Difícil, até agora, tem sido encontrar nativos. “Florianópolis é uma Torre de Babel. Na nossa primeira saída, encontramos apenas uma pessoa manezinha”, comenta Tatiana. Entre os personagens de múltiplas nacionalidades, destacam o encontro com um rapaz africano, em uma escadaria do centro. “Ele estava com uma moça, e quando fomos falar com eles, soubemos que tinham acabado de se conhecer. Foi muito interessante”, reitera.

Alem de rostos, a intenção das amigas é também mostrar cenários que nem sempre são mostrados através das redes sociais. “Floripa realmente é muito linda, mas faltam as pessoas. Nós queremos visitar outras comunidades e lugares mais rurais, para conseguir contemplar todas essas faces da cidade”, diz a fotógrafa.

A cada dia as publicitárias alimentam a rede com novos rostos e trechos de conversas. O mais recente é o do músico Maza, que há anos toca violão no Calçadão da Felipe Schmidt, no Centro. Um pedacinho da história do mineiro pode ser conhecida no facebook.com/HumansFlorianopolis

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