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Quarta-Feira, 21 de Novembro de 2018
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Projeto Armazém tem lançamentos de livros, feira, conversas e debates em Florianópolis

Com quatro anos de existência, ele já reuniu mais de 200 artistas

Karin Barros
Florianópolis
Divulgação/ND

Atual sede do Museu Victor Meirelles já foi um armazém no Centro da cidade 


Desde 2011 ocorre o projeto Armazém, no Museu Victor Meirelles, em Florianópolis. Na primeira edição, 92 artistas compareceram, e ao todo mais de 200 já estiveram no projeto. Nesta terça começa a 6ª edição, sob curadoria de Juliana Crispe, idealizadora da mostra, e Marina Moros. O título do projeto é inspirado na casa natal de Victor Meirelles, onde são realizadas as exposições temporárias e de longa duração do museu. O local foi um bar e armazém durante parte da primeira metade do século 20.

A Armazém é um espaço propositor de relações com a arte e, tornou-se também um selo da Editora Cultura e Barbárie dedicado a publicações de artistas, traduções e livros-objeto em tiragens limitadas. O selo, coordenado pelas artistas Juliana Crispe e Marina Moros, tomou como inspiração a editora Noa Noa, de Cleber Teixeira . “Desde 2003 trabalho com publicações de artistas, e ano passado surgiu a oportunidade de virar editora com a parceria da Marina. Essa edição é uma espécie de comemoração por isso”, conta Juliana.

A ideia das curadoras com o projeto é tornar a arte mais acessível. “A gente entende que as publicações são obra de arte também, e são mais palpáveis. Podem estar ali para serem vistas e lidas a qualquer hora”, explica ela, que espera que as pessoas que visitem a exposição também passem pela feira que acontece no sábado e levem consigo uma obra.

No espaço estarão obras do acervo pessoal de Juliana Crispe, que ela foi reunindo ao longo dos quatro anos de feira, além de muito artistas locais, que estão iniciando na carreira, caminhando ainda pelas primeiras fases da universidade, e outros renomados, com exposições por todo o país e no exterior. Adriana dos Santos, Adriane Kirst, Fabrício Garcia (Manohead), Fê Luz e Fernando Boppré são alguns deles. “É uma forma de dar oportunidade a todos, e um incentivo a carreira dos artistas mais jovens”, relata Juliana.

Divulgação/ND
Obras e publicações são expostas e comercializadas no evento


Venda direta aos interessados

Na noite de hoje serão lançados livros, como “Como escrevi alguns dos meus livros” e “Piparote”, de Raymond Roussel; “Paolo Uccello, pintor”, de Marcel Schwob; “Livro para dias tristes”, de Diego de los Campos e “Fabulações reminiscentes”, de Juliana Crispe. 

A programação começa às 18h30 com uma conversa com tradutores e autores dos títulos do selo Armazém (Fedra Rodríguez, Fernando Scheibe, Diego de los Campos, Juliana Crispe e Adriana dos Santos). Na quinta-feira, também às 18h30, será exibido o filme “Cleber e a máquina”, dirigido por Rosana Cacciatore, que registrou o trabalho do editor Cleber Teixeira. Em seguida, acontecerá a conversa entre Juliana Crispe, Marina Moros e Aleph Ozuas e Leila Lampe (da Corrupiola experiências manuais).

No sábado, das 10 às 16h, ocorre a Feira de Múltiplos, em que editoras e artistas estarão expondo e vendendo suas publicações diretamente ao público. A feira será realizada no largo
Victor Meirelles como parte do projeto Viva a Cidade (em caso de chuva será deslocada para um local coberto). Na quarta e sexta-feira não há programação especial.

Serviço

O quê: 6ª Armazém
Quando: 20/10, 18h30, até 24/10
Onde: Museu Victor Meirelles, rua Victor Meirelles, 59, Centro, Florianópolis. Tel.: (48) 3222-0692
Quanto: gratuito

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