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Segunda-Feira, 24 de Setembro de 2018
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Prato com polvo é dica para a Sexta-Feira Santa

O prato, que chama atenção pela aparência peculiar do molusco, tem preparo mais complicado, mas o resultado pode ser surpreendente

Karin Barros
Florianópolis

É Sexta-Feira Santa e, para os católicos, dia de não comer carne. Para fugir do bacalhau, do peixe frito ou do atum uma dica é o polvo. O prato, que chama atenção pela aparência peculiar do molusco, tem preparo mais complicado, mas o resultado pode ser surpreendente.

Daniel Queiroz/ND
Prato do mar. O molusco tem preparo mais complicado, mas o resultado surpreende

 

No Jardins Restô Café, localizado no Centro Histórico de São José, e aberto há quatro meses, um prato novo com polvo, inspirado na Costa Amalfitana, na Itália, tem chamado a atenção. O chef Geff Darós, natural de Lages, trabalha com gastronomia há dez anos e garante que a ideia do prato é ousar, já que o polvo é costumeiramente servido com batatas, no estilo espanhol, chamado “polvo a brava”.

Na casa, o molusco é servido com espaguete sépia, tomate cereja, manjericão, alcaparras, mexilhões e azeitonas pretas. O restaurante optou por servir no prato o polvo inteiro, por isso eles são menores, chamados de minipolvos.

Para o chefe Darós, o segredo para um bom polvo é o tempo de preparo. “Se ficar muito tempo no forno pode esfarelar, e se ficar pouco pode ficar borrachudo. Tem que estar sempre cuidando. Nesse meio tempo sempre dou uma espetada nele ou aperto para ver se está legal”, aconselha.

O preparo do polvo é mais demorado desde a chegada no balcão da cozinha. Para limpá-lo é preciso tirar cabeça, o dente, limpar os tentáculos um por um, pois nas ventosas tem limo, além de esfregar com sal grosso para tirar a craca que fica do mar. No Jardins, o chefe prefere fazer o polvo no vapor, marinado com vinho branco, sal grosso, tomilho e louro, para ter mais controle do tempo – que pode chegar até a uma hora aquecendo -, mas ele afirma que é possível fazer também na panela ou estufado, sem água adicional, apenas com o líquido do animal.

O polvo é um prato leve, por isso pode ser servido com vinhos rosé ou branco. No Jardins, o prato fica no valor de R$ 76 e serve uma pessoa, porém, os outros pratos servidos da cozinha contemporânea do local têm valor médio de R$ 40. O restaurante, dos sócios Giovanni Kazuo, 25, e Ivo Pires, 28, tem cardápio democrático, de café a jantar, e inspirado nos países que a dupla já visitou.

Daniel Queiroz/ND
 Chef Geff Darós prepara o polvo no vapor com vinho

 

Serviço:

O quê: Jardins Restô Café
Onde: rua Gaspar Neves, 3.153, Centro Histórico de São José
Quando: quarta, quinta e sexta, das 19h a 0h; feriados e final de semana, das 12h a 0h

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