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Sábado, 19 de Janeiro de 2019
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Pintor Augustin de Lassus cria repertório próprio com formas e cores vibrantes

Artista tem estúdio aberto para o público no Norte de Florianópolis

Marciano Diogo
Florianópolis
Bruno Ropelato/ND
Pintor francês veio morar em Florianópolis quando ainda era criança


Com seis anos de idade Augustin de Lassus, hoje com 30, mudou-se com sua família para Florianópolis. Nascido em Toulouse, na França, ele brinca que desde criança busca algo encantado, que ele traduz em suas telas, reconhecidas por exaltarem cores efervescentes e vibrantes. É sobre os quadros que o artista preenche com tinta acrílica seus anseios e desejos, e trabalha o seu ícone mais conhecido, o castelo. “Nossa cidade tem uma natureza bem pulsante e também busco transpor esse cenário para minhas pinturas”, conta Augustin, que tem um estúdio com sua arte exposta aberta ao público em Jurerê Internacional.

O pintor radicado na Capital garante que é autodidata, porém confessa que sua formação em design gráfico pela UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) deu um alicerce teórico. “Desde criança eu era o desenhista da turma. Mas aos 20 anos foi quando ocorreu a transição para pintura. Minha graduação serviu para eu ter uma compreensão maior sobre a história da arte, simbologia, questões de luz e cor, e representatividade a partir da semiótica”, afirma. Por influência do avô, pintor aquarelista, o artista começou a desenhar com pincéis quando jovem, e desde então, nos os largou mais. Aos 25 anos fez sua primeira exposição individual, bem recebida pelo mercado da arte, e de lá para cá foram três mostras.

A riqueza de detalhes, cores intensas e tropicais flertam com a arte tribal e dá a profusão cromática que diferencia o trabalho de Augustin: “em meu primeiro quadro pintei um castelo, e o público acolheu de maneira tão positiva que resolvi utilizá-los mesmo como construção de identidade artística. Desde então produzi umas 20 telas com os castelos”, conta o pintor. Ele também se inspira no cenário tropical da cidade. Seus castelos recebem cores e cômodos estranhos, seus animais ganham uma vestimenta incomum e a sua natureza é repleta de um colorido fantástico e pulsante.  “Busco minhas referências em escolas como o surrealismo, impressionismo, pontilhismo e arte naïf”, pontua.

Sobre suas influências, o pintor afirma que vão desde grandes gênios reconhecidos como Monet, Matisse, Gauguin e Dali, a pintores catarinenses como Vera Sabino e Martinho de Haro. Também conta que busca ícones indígenas dentro da arte primitiva para recriá-los em seus quadros. “Vou incrustando esses elementos na construção. São elementos que compõem uma linguagem universal, o que faz com que meus quadros sejam apreciados em diferentes cantos do mundo”, conta Augustin, que tem suas obras em acervo de colecionadores de países como os Estados Unidos, França, Suíça e Israel.

Divulgação/ND
Referências ao surrealismo, pontilhismo e impressionismo podem ser observadas nas telas do artista


Processo criativo
Filho de mãe francesa e pai gaúcho, Augustin também utiliza a técnica mista em suas telas, mesclando tinta acrílica com nanquim e aquarela. Demora de três meses até um ano para conceber uma obra. “Trabalho em algumas telas simultaneamente, o que explica essa extensão temporal”. O artista dá aulas de arte semanalmente para crianças em seu ateliê no Norte da Ilha e não tem medo de expor suas telas em espaços públicos, como bares e cafés. Inclusive, parcerias com duas marcas possibilitaram que sua arte fosse estampasse camisetas, biquínis e saídas de banho. “Arte que não democratiza não é arte”, diz. 

Saiba mais:

Galeria e estúdio de Augustin de Lassus: Jurerê Open, no 46, Jurerê Internacional e http://augustin-de-lassus.blogspot.com.br/.

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