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Sábado, 22 de Setembro de 2018
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Pianista Alberto Heller vai para a cozinha preparar um prato de Réveillon, confira o vídeo

Ele brinca dizendo que faz suas receitas assim como suas composições, no improviso

Karin Barros
Florianópolis
Daniel Queiroz/ND
O ritual de cozinhar é parecido com o de compor para Alberto Heller, que fez uma massa com frutos do mar

Criação do pianista Alberto Heller, 37, o prato para a virada do ano feito especialmente para o caderno Plural é comparado a seus momentos de composição. “Faço tudo no improviso, o problema é quando fica muito bom e eu não lembro como fiz”, brinca. A dica da família de Heller é uma macarronada com frutos do mar. Nela, o pianista incluiu ostra, marisco, camarão e lula, mas fica ao gosto de cada pessoa incluir mais ou menos peixes. O macarrão usado foi o talharim sépia, que tem cor escura. O prato, além de saboroso, fica bem colorido. “O que toma um tempinho é limpar, descascar, temperar, mas depois ele fica pronto em dez minutos”, conta ele, que apenas passa os frutos do mar na manteiga antes de misturar à massa. 

 

O Réveillon da família de Heller costuma ser tranquilo na casa onde mora, no bairro Campeche, em Florianópolis. “Para mim, o Ano-Novo é algo mais espiritual e intimista do que festa. Fico pensando o que foi o ano, faço uma análise do que aconteceu e como gostaria que tivesse acontecido”, conta. O momento da virada mesmo acontece em casa, só que antes de anoitecer ele, a mulher Francine Baggio e a filha Isabella dão uma passada na praia, fazem orações, ofertam flores ao mar e pulam as sete ondas. “A praia fica só nossa, sem barulho e bagunça, e rola aquela coisa bem espiritual mesmo”, diz Francine.

A família é convidada para passar a virada com amigos, mas que nessa hora pensa nos quatro cachorros. “Abrimos mão da festa por eles, que sofrem com os foguetes. Somos bem “cachorreiros” mesmo, e assim o Ano-Novo é quase que dedicado a eles”, conta a mulher. Sobre tocar na noite de Réveillon, Alberto nega. “Num passado longínquo eu tocava, mas agora não caio mais nessa”, fala.

Durante o preparo da ceia de Réveillon, sempre acompanhados dos olhares atentos dos cães, rola até um desafio. “A gente faz uma competição entre nós dois na ceia há três anos. Começou como uma brincadeira, porque cada um queria temperar de um jeito o pernil, e isso foi tão divertido que agora a gente sempre faz. Ou é um pernil ou frutos do mar”, diz ele.

 

Pianista em transformação 

Alberto Heller teve um ano de boas composições mais voltadas ao pop, fugindo um pouco das raízes clássicas. Ele apresentou concertos no Estado e no exterior, e participou da apresentação da Camerata Florianópolis no Rock in Rio com o guitarrista Steve Vai. “Está havendo uma mudança de linguagem nos últimos anos, e eu estou mais voltado para a música pop. Porém, para quem fez uma formação na Alemanha completamente clássica, precisa de um pouco de terapia para mudar”, brinca Heler, que afirma que existe um superego que parece cobrar as raízes, angustiando o músico em algumas vezes.

Sentindo-se com mais liberdade para compor, o pianista afirma estar se atrevendo cada vez mais a fazer espetáculos mais pops, tanto que está preparando novidades para 2016 que envolvem picapes, guitarras e baterias junto à suas composições. “Estou feliz porque não é uma mudança que eu vá abandonar algo, mas que vou abraçar com mais propriedade”, finaliza o pianista.

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