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Sexta-Feira, 16 de Novembro de 2018
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Percussionista Marcos Suzano faz oficina de pandeiro na Fundação Cultural Badesc

Ele vem à Ilha como integrante da banda do show de Andy Summers e Fernanda Takai, na quinta

Carolina Moura
Florianópolis
Elis Ribeirete/Divulgação

Suzano já dividiu o palco com grandes nomes como Gilberto Gil, Ney Matogrosso, Zizi Possi, João Bosco e Lenine

Antes de subir ao palco do teatro do CIC (Centro Integrado de Cultura) com Andy Summers e Fernanda Takai, na quinta, o percussionista Marcos Suzano passa um pouco de sua experiência inovadora com o pandeiro em uma oficina na Fundação Cultural Badesc na tarde desta quarta-feira. Autodidata, ele começou a tocar aos 14 anos nas ruas de Copacabana, primeiro influenciado por clássicos do rock como Led Zeppelin e Pink Floyd, depois pelo samba e choro, o jazz, e hoje por uma ampla gama de influências.

“Quando eu tenho que me colocar em uma música, eu tenho muita informação. O segredo todo é ouvir muita música, com todas as ferramentas possíveis de interpretação”, diz Suzano. Segundo ele, sua criação é influenciada por bateristas — e quanto à criatividade na dinâmica, composição de batida e criação de ritmos, ele destaca os jamaicanos e alguns movimentos ingleses. Com essas referências, ele cria em instrumentos como o pandeiro e a tabla indiana — não necessariamente mantendo o instrumento em seus ritmos de origem.

Suzano é conhecido por revolucionar a forma de se tocar pandeiro, com sua técnica que confere agilidade e torna o instrumento mais versátil — compatível com a música pop e outros gêneros. “O que cativa as pessoas é elas se surpreendem com o pandeiro, que no inconsciente delas tinha esgotado sua função. E de repente aparece com uma vida nova”, diz ele. Nos shows, ele também trabalha com um sampler que permite usar vários sons de outros instrumentos gravados, compondo sua percussão rica e peculiar, que ele pretende mostrar na oficina, abrindo para a experimentação dos alunos.

Foi nessa configuração que Suzano arrancou aplausos da última vez que tocou com Summers na Ilha, em maio, junto com Roberto Menescal. O solo do percussionista impressionou o público, mesmo que os brasileiros ainda não estejam habituados a apreciar a percussão isolada. No Japão, por exemplo, ele faz diversos shows experimentais ao lado do baterista japonês Numazawa Takashi. “É um negocio que aqui a gente não consegue fazer. A música brasileira é muito rica, mas não tem educação para que a gente aceite um som de bateria com pandeiro”.

Serviço

O quê: Oficina de música com Marcos Suzano

Quando: Hoje, das 15 às 18h

Onde: Fundação Cultural Badesc, Rua Visconde de Ouro Preto, 216, Centro, Florianópolis, 3224-8846

Quanto: Gratuito. Inscrições ainda disponíveis pelo e-mail fundacaoculturalbadesc@gmail.com

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