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Terça-Feira, 18 de Setembro de 2018
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Paulo Gaiad abre mostra em Florianópolis com mais de 70 obras

O artista é reconhecido pelo jeito único como se apropria de objetos, e ocupa pela primeira vez todos os espaços da Fundação Badesc

Karin Barros
Florianópolis
Carla Cavalheiro/Divulgação/ND
Paulista, o artista mora na Capital há 34 anos


Paulo Gaiad, 62, é um artista reconhecido pelo jeito único como se apropria de objetos, desenhos, colagens, vídeos, fotos e pinturas e faz disso sua arte. Comemorando mais de 30 anos de carreira artística, ele expõe a partir de amanhã, às 19h, a mostra “Impossibilias: Arquivo e Memória em Paulo Gaiad”. Setenta obras do artista serão responsáveis pela primeira ocupação completa das salas da Fundação Badesc, em Florianópolis.

Paulista morando na Capital há 34 anos, Paulo se reinventa constantemente, e busca se aprimorar a cada nova descoberta na arte. Tudo que passa, que ouve do outro ou que observa pode virar uma obra, basta alguns dias de pensamento ou algumas páginas escritas. “É quase uma literatura transformada em pintura. Penso muito a questão da vida. Memórias são muito fortes no meu trabalho”, explica ele.

O artista, que trabalha em séries, terá suas obras separadas pela curadora Rosângela Cherem em três principais temas: carne (materialidade corporal), passagem (reflexão plástica sobre espaço, lugares, paisagens, viagens), cifra (pequenos segredos biográficos colhidos de diferentes universos e contingências). “Eu trabalho muito com o que o outro me passa, sente, descreve. É importante ver como os outros veem a minha obra. Rosângela jogou um olhar sobre meu trabalho e ficou fantástico”, ressalta Paulo.

Sobre sua trajetória, o artista gosta de lembrar obras que fez pela falta de memória que tinha da infância. “Eu não tinha muitos registros sobre isso, e fui procurar informações de como eu era, mas a partir disso, tenho vários trabalhos que eu falo de mim em função do outro”, conta. A série “Atestado da loucura”, ele lembra que fez por conta de uma vaca preta que vivia passando em frente a sua casa. “Enquanto eu rumino minhas coisas aqui, ela ruminava no pasto”, brinca, afirmando que sua pintura não é fácil de entender. “É quase um trabalho da alma”, diz.

Divulgação
Extratos de memórias, objetos ou imagens encontradas são pontos de partida ao artista


Viagens também contribuem para sua inspiração. “Não vou a Paris. Vou a vilarejos no interior da Espanha, e trago de lá a diferença de vida do costume do lugar em relação ao meu. Isso vai virar minha obra daqui um ano ou mais. É sempre um exercício de observador”, pontua ele, explicando ainda que faz em sua mente um jogo de memórias de convívio, e o que sobra disso é arte. 

Paulo é um artista plástico em exercício, mas no momento está em processo de formação de suas obras, fase em que escreve muito, reflete e conversa com as pessoas ao seu redor, para depois fazer as combinações de tudo que quiser reunir em uma única peça de arte. Além da mostra no Badesc, Paulo apresenta “Anotações a Caminho", no Museu Victor Meirelles, também no Centro de Florianópolis. “Estou muito feliz. Na verdade, foi um presente que eu ganhei do Badesc em ocupar o espaço todo. É um momento pleno”, reflete. 

Serviço 

O quê: exposição “Impossibilias: Arquivo e Memória em Paulo Gaiad”
Quando: 26/11, 19h, até 21/01/2016, de segunda a sexta-feira, das 12h às 19h. (A Fundação Badesc estará fechada para visitação pública dos dias 19 de dezembro a 3 de janeiro).
Onde: Fundação Cultural Badesc , rua Visconde de Ouro Preto, 216, Centro, Florianópolis. Tel.: 3224-8846
Quanto: gratuito

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