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Sexta-Feira, 16 de Novembro de 2018
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Palhoça receberá festival literário inspirado na Flip

Evento está previsto para o bairro Pedra Branca, em novembro

Karin Barros
Florianópolis
Flip/Divulgação
A Festa Literária de Paraty, que reúne autores internacionais e nacionais e grande público, é a inspiração para o projeto no Passeio Pedra Branca

Entre os dias 6 e 8 de novembro, Palhoça deve receber o primeiro Festival Literário Catarinense, inspirado na Flip (Festa Literária Internacional de Paraty), que acontece em Paraty há 12 anos. O evento foi confirmado por Clarice Mendonça, gestora do Passeio Pedra Branca. “Como ainda está em fase de planejamento, sua data poderá ser alterada, dependendo dos encaminhamentos e das captações, já que é um projeto 100% Lei Rouanet”, informou ela.

O espaço que abrigará o festival será onde hoje já ocorre eventos diversos e que costumam reunir grande público. Assim como o evento em Paraty, a organização está avaliando dar oportunidade aos escritores locais, e ressaltam ainda chance para empresas catarinenses associarem sua marca a um evento cultural.

O custo estimado é de R$ 400 mil. O evento está contemplado pela Lei Rouanet e está em fase de captação de verbas em empresas do Estado. “Acreditamos que a cidade e o Estado merecem um evento literário desse porte. Sabemos que outros eventos de grande importância já acontecem em cidades catarinenses, mas estamos trabalhando para realizar um festival que se torne referência, com um conteúdo bastante rico e com o envolvimento da comunidade escolar e acadêmica”, disse Clarice sobre a relevância do projeto.

Com a presença de autores mundialmente respeitados, a feira na cidade fluminense inseriu o Brasil no circuito dos festivais internacionais de literatura. Ao longo de suas edições, a Flip ficou conhecida como um dos principais eventos do mundo, caracterizada não só pela qualidade dos autores convidados, mas também pelo entusiasmo do público e pela hospitalidade da cidade. Nos cinco dias de festa, a Flip realiza cerca de 200 eventos, que incluem debates, shows, exposições, oficinas, exibições de filmes e apresentações de escolas, entre outros.

No Rio de Janeiro, o festival acontece durante cinco dias, com mesas, tendas e exposições. Para Palhoça, o formato será adequado ao espaço, potencializando o uso do que já existe, segundo Clarice. “Assim, além de otimizarmos recursos, valorizamos o que o lugar já oferece.  Objetivamos o uso dos espaços públicos para a troca de ideias, leitura de livros, encontro das pessoas e explosão da criatividade”, afirma a gestora.

 

Flisca não aconteceu

A ideia da Flip catarinense surgiu do empresário Valério Gomes Neto, da Pedra Branca Criativa, que esteve no evento que aconteceu em julho deste ano. Ele conversou com os organizadores, que vão prestar assessoria a Santa Catarina.

A curadoria ainda será feita e contará com pessoas específicas para as áreas infantojuvenil, arquitetura, artes e literatura. “Acreditamos num evento que eleve o potencial de riquezas culturais, que ainda não foram reveladas em nosso Estado”, pontua Clarice.

Em julho de 2013, a empresa baiana Mirdad Gestão em Cultura já via em Santa Catarina o potencial para criar uma festa literária como opção à Flip. A Flisca (Festa Literária Internacional de Santa Catarina) seria realizada entre setembro e novembro de 2014, e o lugar cogitado foi o Forte de São José da Ponta Grossa, na Praia do Forte, Norte da Ilha. A empresa responsável já estava negociando a possibilidade de usar o espaço histórico para o evento, paralelamente ao processo de captação de recursos pelas leis de incentivo fiscal. Segundo Mirdad, o evento custaria no mínimo R$ 500 mil, mas nunca saiu do papel.

 

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