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Domingo, 18 de Novembro de 2018
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Ótica no Centro da Capital tem acervo com mais de 300 modelos antigos de óculos

A moda é o retrô e nada melhor do que gastar pouco com autênticos óculos antigos

Carol Macário
Florianópolis

Rosane Lima / ND
Acervo da ótica da família de Adriana Carvalho dos Santos é uma raridade. Algumas peças tem mais de 40 anos

Aquela canção dos Paralamas do Sucesso que fez sucesso lá no começo dos anos 1980, “Óculos”, é bonitinha, mas já não faz tanto sentido. “Por que você não olha pra mim? Por trás dessa lente tem um cara legal”, canta um complexado Herbert Vianna. Talvez porque na época a moda de usar, ousar e abusar nos modelos de óculos estava em baixa. Hoje, apesar das mil possibilidades de tratamento para miopia, hipermetropia, astigamatismo, cirurgias, lentes de contato, nunca os óculos estiveram tão em alta. E quanto mais inusitados melhor. E quanto mais retrô também.

Se na década passada os modelos leves, de metal, com fio de nylon e quase invisíveis ocuparam o lugar das armações gigantes e chamativas, no século 21 o ciclo se fechou e recomeçou outra vez e aquelas peças que eram “luxo” anos 1960, 1970 e 1980 nunca estiveram tão em evidência. Para os sofisticados e dispostos a pagar altos valores, marcas consagradas fazem releituras. Mas quem prefere a autenticidade, uma ótica escondida na tradicional galeria Jaqueline, que tem o simpático nome de ótica Feliz, no Centro de Florianópolis, guarda um acervo que é uma raridade.

São cerca de 300 modelos de armações antigas, algumas com mais de 40 anos.  E tem os óculos de sol também. “A história da ótica Feliz se cruza com a da ótica Montreal, que em março completa 43 anos”, explica Adriana Carvalho dos Santos, 40, proprietária da ótica.

Há mais de 40 anos, quando Florianópolis contava com uma população bem menor, existiam apenas quatro óticas. Na época, a importação era mais burocratizada, e mercadorias eram compradas em grande quantidade. “Tinha quer ser grande volume para valer a pena”, diz Adriana. Ela é a segunda geração da família que fundou a ótica Montreal, e hoje ela e os dois irmãos administram as filiais – entre elas a ótica Feliz. “Na época se compravam pelo menos 200 peças de cada marca, fabricante ou modelo, e sempre sobravam em torno de 50. A cada coleção a sobra era guardada.”

Há cinco anos que todo esse acervo veio a público. “Começamos a usar alguns óculos antigos na praia e os amigos e conhecidos adoraram e pediram”, conta a proprietária.  Aí o boca a boca se espalhou e o acervo passou a ser procurado também por estudantes de moda, cinema e apaixonados por antiguidades.

Velho novo e novo velho

Em 1970, o modelo de óculos da moda na Capital era o tipo “Inglesinha”. Eram redondinhos e dourados – alguns banhados a ouro. Essas peças ainda estão à venda na ótica. Entre as peças do acervo também estão algumas de grifes como Dior e Givenchy, ou de fabricantes famosos, como da marca Ray-Ban. Nem todo mundo vai reconhecer essas marcas porque de lá para cá o logotipo mudou muito. Ah, e a boa notícia é que todas as peças antigas custam R$ 50.

“A gente acompanha as tendências nas feiras do setor”, afirma Adriana Carvalho dos Santos. As principais ocorrem em abril e setembro, e apresentam as tendências para inverno e verão. São feiras realizadas logo após uma famosa feira de Nova York.

Segundo ela, que acompanha com atenção os ciclos de tendências para a moda em ótica, o retrô continua em evidência. “O acetato também está mais em evidência, mais que o metal. E as peças são grandes”, diz. Entre o que já estava fora de moda e voltou com tudo são os óculos tipo máscara, só que agora ganharam reforço no tamanho. “A moda dos óculos é cíclica, e acompanha o mundo da moda. A diferença é que anda a passos mais largos.”

Saiba mais: Ótica Feliz, rua Felipe Schmidt, 413, loja 1, galeria Jaqueline, Centro, Florianópolis, tel. 3024-3868

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