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Terça-Feira, 25 de Setembro de 2018
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Orquestra de baterias reúne grande público no Centro de Florianópolis neste domingo

Cento e sete bateristas fizeram da terceira edição do projeto a maior reunião de todas

Karin Barros
Florianópolis
Bruno Ropelato/ND
A PM estima que mais de duas mil pessoas estiveram no local


Atualizada dia 23/11, às 9h34


“As corujas saíram de dia”, disse a cabeleireira Cris Dilly, 36, que trabalha com produção de imagem de bandas locais, sobre os roqueiros reunidos no largo da Catedral neste domingo. Ela e o marido, Ari Dilly, 40, foram conferir de perto a terceira edição da orquestra de bateria que aconteceu às 15h de domingo, no Centro de Florianópolis. Nos dois anos anteriores, o evento era realizado na Maratona Cultural, mas dessa vez como ela não aconteceu, foi um evento à parte, mas também apoiado pela Maratona, segundo a presidente Paula Borges.

Cento e sete bateristas. Essa foi a maior reunião de músicos do mesmo instrumento no evento nos três anos de existência. Entre catarinenses e paranaenses, profissionais e amadores, cabeludos e mulheres de batom, o repertório trouxe “Come together”, dos Beatles, “Blitzkrieg Bop”, dos Ramones, “Eye of the Tiger”, do Survivor, “Hair of the dog”, do Nazareth, e “Vagabundo confesso”, da banda da Capital Dazaranha, cantada pelo próprio Chico Martins. O som da Ilha empolgou o público juntamente ao clássico “Blitzkrieg Bop”. Ao final das músicas, o público aplaudia incansavelmente.

Bruno Ropelato/ND
Filho de Richard Bondan atraiu olhares na escadaria


Em sua maioria homens, completavam a orquestra seis mulheres e quatro crianças, que encantavam com a marra que seguravam as baquetas. Três bateristas no alto da escadaria da Catedral coordenavam o show, e a cada canção, um vocalista era convidado a dar uma palhinha. Sorteios de lojas apoiadoras do projeto também presenteavam os participantes. Jéfferson Zimmermann, 23, toca bateria a oito anos, e essa foi a primeira vez que participou do evento. “Essa reunião nunca acontece. É uma oportunidade única estar tocando com muita gente, ao lado dos seus amigos”, diz.

Bruno Ropelato/ND
Jéfferson participou pela primeira vez do projeto


O evento chamou atenção de quem passava, reunindo cerca de 2,5 mil pessoas, segundo estimativa da Polícia Militar. Richard Bondan, um dos organizadores do projeto ao lado de Marcelo Moreira, Rafael Bastos e Alexei Leão, também não escondia a felicidade. “Olha esse público e essa energia. Eu fico muito feliz em poder proporcionar isso para esses músicos”, comentou ele, que trouxe o filho pequeno para participar, estimulando a música desde os primeiros passos. Alexei, não está no país, mas pode participar do show via aplicativo para ligação com imagem pela mãos do amigo Richard.

O tempo colaborou e famílias com crianças de colo, cachorros e vontade de ouvir música boa enfrentaram o calor da tarde e presenciaram um belo show. Um mar de smarphones e tablets registrou cada momento. “Hoje Floripa não é do eletrônico”, comemorou Cris, roqueira assumida, que tinha amigos se apresentando. “Aqui não tem preconceito. Tem pessoas de todos os tipos, gostos e idades. É uma troca muito legal, com muita energia”, percebeu Ari.

Bruno Ropelato/ND
Ari e Cris foram prestigiar os amigos bateristas


Ao todo, o evento previa 126 baterias espalhadas pelo largo, porém, alguns desistiram. Os músicos puderam se inscrever via rede social, onde os organizadores agitaram a proposta. “Esse tipo de evento acontece em outras cidades do mundo, e queríamos fazer aqui. É uma forma de unir profissionais e amadores para tocarem juntos sem envolver competição”, afirma Marcelo Moreira, um dos organizadores.

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