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Obras raras sobre a Ilha de Santa Catarina são expostas pela primeira vez em Florianópolis

"Iconografia 344" traz documentos e pinturas raras datadas entre os séculos 16 e 20, sob curadoria de Ylmar Correa Neto

Karin Barros
Florianópolis
27/03/2017 às 10H15
Ilha de Santa Catarina - Arquivo pessoal/Divulgação/ND
"Festa dos negros na Ilha de Santa Catarina", de 1806, de Tilesius Von Tilenau - Arquivo pessoal/Divulgação/ND



Obras raras sobre a Ilha de Santa Catarina serão expostas pela primeira vez na Fundação Cultural Badesc a partir desta quinta-feira. Coleções particulares de moradores da cidade, que têm como tema a Vila de Nossa Senhora de Desterro e a atual Florianópolis, serão expostas. A mostra “Iconografia 344”, com curadoria do médico Ylmar Corrêa Neto, torna acessível ao grande público 66 documentos raros, pinturas, aquarelas, desenhos, gravuras, mapas e livros originais dos séculos 16 ate a metade do século 20.

Corrêa Neto se diz um grande interessado pela arte catarinense. “A mostra é uma oportunidade singular para se conhecer um verdadeiro patrimônio histórico sobre a capital catarinense que vem sendo sistematicamente adquirido em leilões e lugares especializados espalhados em várias partes do mundo. Este rico e importante material jamais foi reunido em uma exposição ao público no Brasil. Nessa exposição será possível apreciar a evolução da cidade, seus habitantes, sua fauna, sua flora e seus limites”, declara o curador. 

A exposição é dividida em três setores. O “Pólis”, com imagens da cidade; “Vivos”, com imagens das pessoas da cidade, como um conjunto de gravuras e desenhos de 200 anos atrás em que é possível ver escravos, fauna e flora, e “Linhas e nomes”, com mapas desde o seculo 16 e explicações de como os locais se chamavam na época. 

Entre as obras que serão apresentadas uma gravura de 1787, chamada de “Vista da Ilha de Santa Catarina”, de Gaspar Duche de Vancy, artista da expedição do navegador Francês Jean- François Galoup de La Perouse, que aportou na Ilha em outubro de 1785, e que representa a  primeira vista da vila de Nossa Senhora do Desterro. Corrêa Neto afirma que é importante mostrar esse dados na época de aniversário da cidade, sabendo-se também que está previsto um museu da cidade, e que existe um público interessado nesse nicho.

Ilha de Santa Catarina - Arquivo pessoal/Divulgação/ND
Casa do Barão retratada - Arquivo pessoal/Divulgação/ND


Do século 16, o curador explica que não há imagem propriamente dita, mas um mapa que mostra as pessoas comendo palmito, e a organização das tribos indígenas envolta da cidade. Depois disso, as primeiras são do século 18, uma vista da entrada do Norte e outra do Sul da Ilha. 

A exposição também apresenta obras modernas e contemporâneas que dialogam com os primeiros registros da Ilha de Santa Catarina. Três obras do modernista Martinho de Haro, que retratam o hospital de Caridade, o conjunto Miramar e o Morro das Pedras mostram a cidade em meados do século 20.  Entre os artistas contemporâneos nomes como Walmor Correa, Carlos Asp, Diego de Los Campos, Yara Guasque, Fernando Lindote e Paulo Gaiad garantem o contraponto com as obras históricas. “São artistas que conceitualmente interpretam a cidade. Não vistas ‘bonitinhas’ da Ilha, mas maneiras diferentes”, complementa Neto. 

O nome da exposição “Iconografia 344” é alusivo à “nova” idade da cidade. A Lei Municipal 9.861/15 alterou a idade de Florianópolis, que passa agora a ser contabilizada a partir de 1673, ano da chegada do capitão Francisco Dias Velho. Desta forma, em 2017 Florianópolis celebrou 344 anos. 

Serviço

O que: “ Iconografia 344” 
Quando:  30/3, 19h (abertura). Visitação até 1/6
Onde: Fundação Cultural Badesc , rua Visconde de Ouro Preto, 216, Centro, Florianópolis. Tel.: (48) 3224-8846
Quanto: Gratuito

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